ANÁLISE ESPACIAL DA DESIGUALDADE AMBIENTAL NA SUBPREFEITURA DO BUTANTÃ, SÃO PAULO - SP
Abstract
The subject of this work is to evaluate the environmental inequality in SubPrefeitura do Butantã/São Paulo, Brazil. Data from Brazilian Census 2000 and Landsat ETM+ Satellite were used. The variables considered were water supply, garbage collection, sewerage system, vegetation index and improvised domicile occurrences. These indicators of urban infrastructure and environmental quality are essential to avoid risk to population health. A Geographic Information System was used to analyze data. The results showed the spatial analyze of environmental quality index. Therefore, critic areas were identified. Thus, environmental conditions reflect social inequality in great urban centers like São Paulo.
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ANÁLISE ESPACIAL DA DESIGUALDADE AMBIENTAL NA
SUBPREFEITURA DO BUTANTÃ, SÃO PAULO - SP1
SPATIAL ANALYSIS OF ENVIRONMENTAL INEQUALITY IN
SUBPREFEITURA DO BUTANTÃ, SÃO PAULO - SP
Rúbia Gomes Morato
Doutoranda em Geografia Humana
Laboratório de Aerofotogeografia e Sensoriamento Remoto
Departamento de Geografia - Universidade de São Paulo
rubiagm@usp.br
Fernando Shinji Kawakubo
Mestre em Geografia Física
Laboratório de Aerofotogeografia e Sensoriamento Remoto
Departamento de Geografia - Universidade de São Paulo
fsk@usp.br
RESUMO
O objetivo deste trabalho é analisar a desigualdade ambiental existente na
SubPrefeitura do Butantã na zona oeste do município de São Paulo/SP. Os dados
utilizados para análise foram o Censo 2000 realizado pelo IBGE e uma imagem do
satélite Landsat ETM+. Foram consideradas as condições de abastecimento de
água, de esgotamento sanitário, de coleta de lixo, índice de vegetação e a
ocorrência de domicílios improvisados. Esses indicadores de infra-estrutura
urbana e de qualidade ambiental são essenciais para evitar riscos à saúde da
população. Para a análise e processamento dos dados, foi utilizado um Sistema
de Informação Geográfica. Os resultados permitiram a análise espacial da
distribuição do índice de qualidade ambiental urbana. Então, puderam-se localizar
as áreas mais críticas, identificando-se o problema. Desde modo, as condições
ambientais refletem a desigualdade à que os grupos sócio-econômicos estão
submetidos em grandes centros urbanos como São Paulo.
Palavras-chaves: Desigualdade Ambiental, Justiça Ambiental, Qualidade
Ambiental
ABSTRACT
The subject of this work is to evaluate the environmental inequality in SubPrefeitura
do Butantã/São Paulo, Brazil. Data from Brazilian Census 2000 and Landsat ETM+
Satellite were used. The variables considered were water supply, garbage
collection, sewerage system, vegetation index and improvised domicile
occurrences. These indicators of urban infrastructure and environmental quality are
essential to avoid risk to population health. A Geographic Information System was
used to analyze data. The results showed the spatial analyze of environmental
quality index. Therefore, critic areas were identified. Thus, environmental
conditions reflect social inequality in great urban centers like São Paulo.
Key-words: Environmental Inequality, Environmental Justice, Environmental
Quality
11 Recebido em: 09/02/2007
Aceito para publicação em: 25/05/2007
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INTRODUÇÃO
Para Acselrad et al. (2004, p.14), a desigualdade ambiental é sem dúvida uma das expressões
da desigualdade social que marcou a história de nosso país. Os pobres estão mais expostos
aos riscos decorrentes da localização de suas residências, da vulnerabilidade destas moradias
a inundações, escorregamentos e à ação de esgotos a céu aberto. Há conseqüentemente forte
correlação entre indicadores de pobreza e a ocorrência de doenças associadas à poluição por
ausência de água e esgotamento sanitários ou por lançamento de rejeitos sólidos, emissões
líquidas e gasosas de origem industrial.
A Justiça Ambiental é o princípio em que os custos ambientais e amenidades devem ser
distribuídos equilibradamente na sociedade. (HARNER et al., 2002, p.318).
O diagnóstico das populações mais submetidas aos problemas ambientais é particularmente
relevante para comunidades não-privilegiadas, para os organismos de planejamento regional,
como apoio para as formulações das políticas de Saúde Pública e Planejamento Ambiental
Urbano.
O presente trabalho apresenta uma metodologia de avaliação da qualidade ambiental urbana
sob a perspectiva da justiça ambiental, ou desigualdade ambiental.
DESIGUALDADE AMBIENTAL
A qualidade do ambiente urbano torna-se um dos aspectos mais importantes para a
determinação da qualidade de vida da população. Sob o ponto de vista social, o aumento da
conscientização de que problemas ambientais podem afetar a saúde da população, associado
ao crescimento da urbanização, cria a necessidade de avaliação da qualidade ambiental das
áreas urbanas.
Entende-se por Justiça Ambiental o conjunto de princípios que asseguram que nenhum
grupo de pessoas, sejam grupos étnicos, raciais ou de classe, suporte uma parcela
desproporcional das conseqüências ambientais negativas de operações econômicas, de
políticas e programas federais, estaduais e locais, bem como resultantes da ausência ou
omissão de tais políticas.
Por Injustiça Ambiental o mecanismo pelo qual sociedades desiguais destinam a maior carga
dos danos ambientais a grupos sociais de trabalhadores, populações de baixa renda, grupos
raciais marginalizadas e mais vulneráveis (HERCULANO, 2002, p.2).
Alguns autores preferem o termo Desigualdade Ambiental, (CHAKRABORTY E ARMSTRONG,
1997), apesar de continuarem com o mesmo enfoque em suas análises. Também preferimos
este termo, pois como afirmam Silva e Barros (2002, p.375), “a qualidade de ser igual ou
desigual possui caráter apenas descritivo, sem associação necessária com um juízo de valor
sobre justiça ou injustiça”.
O conceito de Justiça Ambiental nasceu no final da década de 1970, nos Estados Unidos, em
movimentos sociais de negros, índios, latinos e populações de baixa renda, vizinhos de
depósitos de lixos químicos e radioativos e de indústrias com efluentes poluentes.
No Brasil, a temática da Desigualdade Ambiental ainda engatinha. Em setembro de 2001, foi
realizado na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ), o Colóquio Internacional sobre
Justiça Ambiental, Trabalho e Cidadania, quando foi criada a Rede Brasileira de Justiça
Ambiental – RBJA. Esta foi senão a primeira, uma das primeiras iniciativas de cunho
acadêmico e político no Brasil, feita para discutir enfoques teóricos e implicações políticas da
proposta de Justiça Ambiental (HERCULANO, 2002).
Várias unidades geográficas, variáveis demográficas, testes estatísticos e indicadores de riscos
têm sido utilizados para avaliar a magnitude das disparidades na distribuição dos riscos
ambientais. As unidades geográficas incluem estados, países, códigos postais e unidades
censitárias. As variáveis demográficas abrangem a renda familiar média, a proporção de
população não-branca, a porcentagem da população abaixo de determinado nível de pobreza.
São aplicados testes estatísticos como Qui-Quadrado, Regressão Múltipla, Teste T, etc.
(HARNER, 2002, p.318-319).
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O GEOPROCESSAMENTO PARA AVALIAÇÃO DA DESIGUALDADE AMBIENTAL
Recentemente as técnicas de Geoprocessamento vêm sendo cada vez mais utilizadas pela
Saúde Pública. Assim, abrem-se caminhos para o estudo da dimensão espacial nos assuntos
relacionados ao Ambiente e à Saúde Pública. Numerosos autores têm valorizado a utilização
destas técnicas.
Loyola et al. (2002, p.427) enfatizam que os SIGs podem ser utilizados para simplificar e
sintetizar resultados complexos de análises da situação de saúde. Além disso, eles permitem
definir a magnitude e a distribuição dos fenômenos de saúde e seus fatores determinantes,
identificar desigualdades em matéria de saúde; identificar grupos de população que se
encontram em maior risco de adoecer ou morrer; determinar a presença de necessidades de
saúde insatisfeitas; estratificar epidemiologicamente os grupos vulneráveis de população;
determinar prioridades de saúde e formular intervenções focalizadas e permitir que se
programem e planejem atividades com maior eficácia e eqüidade.
METODOLOGIA
A metodologia proposta para a avaliação da desigualdade ambiental em áreas urbanas divide-
se em duas vertentes. Na primeira, é analisada a qualidade ambiental de cada setor censitário,
a partir de indicadores considerados relevantes para assegurar a qualidade de vida e a saúde
da população. Na segunda, são analisadas as desigualdades espaciais na distribuição dos
índices de qualidade ambiental.
A qualidade ambiental urbana, neste trabalho, é entendida como a provisão de condições
adequadas para o conforto e a saúde da população. Assim, incluem-se as condições de
abastecimento de água, o destino da água servida e do lixo, a ocorrência de domicílios
improvisados e a presença de cobertura vegetal.
A quantidade de domicílios com disposição de abastecimento de água pela rede geral; de
esgotamento sanitário pela rede geral ou fossa séptica; de domicílios improvisados e com
coleta de lixo são fornecidos pelo IBGE (2002).
Podem-se obter informações a respeito da cobertura vegetal através do Índice de Vegetação
de Diferença Normalizada (NDVI), utilizando-se imagens de sensores como o TM, e o ETM+
dos satélites americanos LANDSAT 5 e 7 respectivamente, ou o HRV do satélite francês SPOT,
entre outros.
Para tornar estes indicadores básicos comparáveis e facilitar a posterior combinação das
informações, foram calculados índices para cada uma das variáveis. A construção dos índices
seguiu os mesmos critérios adotados pelo PNUD para o cálculo do IDH. Assim, o valor de cada
índice é igual ao quociente entre: a diferença entre o valor observado e o mínimo possível; e a
diferença entre os limites máximos e mínimos possíveis.
Após o cálculo dos cinco índices básicos, foi gerado o índice sintético. O Índice de Qualidade
Ambiental Urbana é a média dos cinco índices básicos.
Os estudos de desigualdade ambiental, ou justiça ambiental, se preocupam em mostrar o
quanto os problemas ambientais estão distribuídos de maneira desigual entre a população.
Então, para analisá-la, foram considerados os desvios em torno da média. Os resultados
encontrados foram normalizados para o intervalo entre 0 e 1, como os demais índices.
É importante ressaltar que a desigualdade foi analisada entre os setores censitários, e não
dentro deles. O próprio IBGE considera como critério na delimitação dos setores, a
homogeneidade. Então, quando há a justaposição de áreas discrepantes, elas são separadas
em setores distintos.
O software utilizado foi o Sistema de Informação Geográfica ILWIS 3.3.
ÁREA DE ESTUDO
A SubPrefeitura do Butantã está situada na região oeste do município de São Paulo e possui
população de 367841 pessoas, segundo o Censo realizado pelo IBGE em 2000. Esta
SubPrefeitura abriga cinco Distritos: Butantã, Morumbi, Raposo Tavares, Rio Pequeno e Vila
Sônia, conforme mostra a Figura 1.
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Figura 1 - Área de Estudo
Estão presentes nesta Subprefeitura tanto áreas de alto padrão, principalmente no Morumbi,
como bairros de classe média até favelas. Mas de um modo geral é muito expressiva a
população de médio a alto nível sócio-econômico.
RESULTADOS
O mapa seguinte é o produto final da análise realizada. Ele mostra a dispersão da
desigualdade ambiental entre os setores censitários. A média do índice foi 0.659, com o valor
mínimo de zero para o setor com pior qualidade ambiental e um para o setor com a melhor
qualidade ambiental.
Numa hipotética situação de igualdade ambiental, todos os setores deveriam ter índice de
qualidade ambiental igual a 0.659. No mapa (Figura 2), os setores nesta situação aparecem na
cor branca. Os setores azuis são os mais privilegiados, ou seja, com índice superior à média.
Os setores em vermelho apresentam índice abaixo da média.
A Tabela 1 evidencia que o Índice de Vegetação é o que apresenta os valores mais baixos e
com mais variabilidade. Os índices de abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta
de lixo estão próximos da universalização, com média sempre superior a 95%. Há ocorrência
de domicílios improvisados em poucos setores. Deste modo, o índice de Qualidade Ambiental
sofre, portanto, forte influência do Índice de Vegetação.
Tabela 1
Estatística Descritiva das Variáveis/Índices Considerados - Subprefeitura do Butantã (2000)
Índice de
Vegetação
Abastecimento
de Água
Esgotamento
Sanitário
Coleta de
Lixo
Domicílios
Improvisados
Qualidade
Ambiental
Desigualdade
Ambiental
Mínimo 0.00 0.652 0.000 0.575 0.887 0.542 0.000
Maximo 1.00 1.000 1.000 1.000 1.000 0.992 1.000
Média 0.25 0.995 0.952 0.996 0.997 0.839 0.659
D.Padrão 0.15 0.027 0.161 0.028 0.011 0.049 0.109
O Índice de Desigualdade Ambiental foi obtido a partir dos desvios entorno da média da
Qualidade Ambiental. Para ressaltar as diferenças os resultados foram reescalonados para o
intervalo entre 0 e 1. A média reescalonada foi 0.659.
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Figura 2. Mapa de Desigualdade Ambiental no Butantã.
Nos Distritos do Morumbi, Butantã e Vila Sônia predominaram os índices mais elevados. Nos
Distritos de Rio Pequeno e Raposo Tavares foi constatada mais desigualdade, com uma maior
presença de setores de índices mais baixos no Rio Pequeno.
Os setores censitários foram divididos em cinco grupos, de acordo com o índice de qualidade
ambiental. Então, foi obtida a renda média de cada um dos grupos, para constatar se a
qualidade ambiental tinha alguma relação com a renda dos responsáveis pelos domicílios. Os
resultados são apresentados na Tabela 2.
Tabela 2
Relação entre o Índice de Qualidade Ambiental e a Renda Média dos
Responsáveis pelos Domicílios
Índice de Qualidade
Ambiental
População Porcentagem Rendimento médio
(R$)
0.9 a 1.0 1340 0.36 7409,83
0.8 a 0.9 22286 6.06 4839,84
0.7 a 0.8 79331 21.57 3463,59
0.6 a 0.7 211898 57.61 1856,08
Até 0.6 51082 13.89 871,49
Assim, observa-se uma forte relação entre o rendimento médio e o índice de qualidade
ambiental urbana. As populações de rendimento mais baixo residem nas áreas com os piores
índices de qualidade ambiental urbana.
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Os rendimentos médios obtidos são altos para grande parte da área de estudo. Mesmo entre
os setores mais ricos, a relação entre qualidade ambiental e rendimento médio apresenta uma
nítida tendência linear.
Os cinco grupos são apresentados a seguir:
Grupo A: 0.9 a 1.0 - Possui os índices mais elevados para todas as variáveis, destacando-se
pela forte presença de cobertura vegetal nas ruas arborizadas, parques e praças de bairros de
alto padrão. Os setores censitários localizam-se principalmente no Distrito do Morumbi, seguido
pela Vila Sônia e Butantã e em poucos setores do Rio Pequeno e Raposo Tavares. Incluem-se
neste pequeno grupo formado por 0.36% da população setores de bairros como Cidade Jardim,
Vila Morumbi, Vila São Francisco, Jd. Tramonitano e Paineiras do Morumbi. A renda média dos
responsáveis pelos domicílios é de R$ 7.410,00 e apresentam-se no mapa em azul escuro.
Grupo B: 0.8 a 0.9 - Possui altos índices para todas as variáveis, com significativa arborização
urbana. Os setores situam-se principalmente nos Distritos do Morumbi, Butantã e Vila Sônia. A
renda média dos responsáveis pelos domicílios é de R$ 4.840,00 e no mapa estão em azul
médio. Constituem 6.06% da população, apesar da área que ocupam, devido à baixa
densidade demográfica. Isso pode ser percebido pela presença de setores censitários mais
extensos. Estão neste grupo setores do Jd. Everest, J. Viana, Jd. Guedala, Pq. dos Príncipes,
Vila São Francisco, Labitare e Caxingui.
Grupo C: 0.7 a 0.8 - Está pouco acima da média geral, sendo o segundo grupo mais populoso
com 21.57% da população. Os índices de abastecimento de água, esgotamento sanitário,
coleta de lixo e presença de domicílios improvisados são muito favoráveis, porém os índices de
vegetação são menores que nos dois grupos anteriores. A renda média é de R$ 3.460,00 e no
mapa são representados em azul claro. A densidade demográfica é maior, pois ocorrem
freqüentemente em áreas verticalizadas. Aparecem nos cinco distritos em bairros como Vila
Indiana, Vila Pirajussara, Caxingui, Rio Pequeno, Jd. Educandário, Jd. Vazami e Vila Rute.
Grupo D: 0.6 a 0.7 - Abriga mais da metade de população (57,61%). No mapa é assinado no
gradiente que vai do azul claro (0.7) ao vermelho claro (0.6), passando pelo branco (0.650).
São áreas de alta densidade demográfica, observados pela pequena extensão dos setores. A
renda média é de R$ 1860,00. Fazem parte desse grupo setores dos bairros como Caxingui,
Rio Pequeno, Jd. São Jorge, Jd. Jaqueline, Pq. Ipê, Jd. das Vertentes, Jd. Rebouças e Jd. do
Lago.
Grupo E - até 0.6 – São os setores com mais baixa qualidade ambiental, frequentemente
localizados em favelas, desprovidas de infra-estrutura básica. Estão neste grupo 13.89% da
população com o menor rendimento médio, R$ 870,00. Incluem-se setores do Real Parque,
São Remo, Educandário, Jd. Jaqueline, Jd. Londrina, Vila Dinorah e Jd. Ivana.
CONCLUSÕES
A metodologia proposta foi eficaz para a avaliação da desigualdade ambiental. O
Geoprocessamento, por meio da análise espacial, teve contribuição fundamental, permitindo a
localização das áreas com problemas ambientais urbanos.
A estratificação segundo a magnitude dos problemas ambientais foi essencial para a
identificação dos grupos populacionais mais vulneráveis. Estas informações são valiosas para
a intervenção dos órgãos de Planejamento Ambiental Urbano e de Saúde Pública, subsidiando
a formulação de políticas públicas.
A inclusão da vegetação como um indicador de qualidade ambiental urbana foi um diferencial,
já que as metodologias similares se apóiam muito mais em dados populacionais.
O Sensoriamento Remoto, por meio de técnicas como a construção de índices de vegetação a
partir de imagens de satélite, apresentou grande eficiência.
Na SubPrefeitura do Butantã, a vegetação mostrou-se distribuída com maior desigualdade
entre a população. Ao contrário, os indicadores mais freqüentemente utilizados como
abastecimento de água e coleta de lixo se aproximam da universalização. A vegetação foi,
portanto, o indicador mais determinante para a avaliação da qualidade ambiental urbana.
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O rendimento dos responsáveis pelos domicílios teve forte correlação espacial tanto com a
qualidade ambiental urbana como com a distribuição da vegetação.
As áreas com os piores índices estão desprovidas praticamente de todos os serviços públicos e
são resididas pela população de renda mais baixa. Apenas as áreas com péssimas condições
ambientais são acessíveis à população mais pobre, freqüentemente, em favelas.
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