Comer ou não comer , eis a questão : diferenças de gênero na neofobia alimentar
PsicoUSF (2006)
Available from pepsic.bvs-psi.org.br
or
Abstract
Feeding neophobia represents a cautious behavior towards unknown food. Although men and women show behavioral differences, relating feeding neophobia data on neophobic response are controversial. In this study, in order to investigating gender differences, 266 individuals were tested on a two food choosing task between a familiar and an unfamiliar food items, and also were required to fill in a food neophobia scale. Results indicate that women are more neophobic than men confirming previous research data on feeding behavior. This might be related to females role to selecting and preparing food in the family context.
Author-supplied keywords
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Comer ou não comer , eis a questão : diferenças de gênero na neofobia alimentar
Psico-USF, v. 11, n. 1, p. 123-125, jan./jun. 2006
Psico-USF, v. 11, n. 1, p.123- 125, jan./jun. 2006
123
Comer ou não comer, eis a questão: diferenças de gênero na neofobia alimentar
Fívia de Araújo Lopes1
Juliana Severo Procópio Cabral
Luísa Helena Pinheiro Spinelli
Luíza Cervenka
Maria Emilia Yamamoto
Rochele Castelo Branco
Wallisen Tadashi Hattori
Resumo
A neofobia alimentar é um comportamento de cautela quanto à ingestão de alimentos desconhecidos. Homens e
mulheres apresentam diferenças comportamentais, embora as pesquisas sobre a resposta neofóbica apontem
controvérsias. Neste estudo, 266 indivíduos realizaram uma tarefa de escolha entre dois alimentos, um familiar
e outro não-familiar, e responderam a uma escala de neofobia, a fim de investigar as diferenças de gênero. Os
resultados indicaram que as mulheres são mais neofóbicas que os homens, o que corrobora os dados anteriores
sobre o comportamento alimentar e pode estar relacionado ao papel feminino de seleção e preparo do alimento
no âmbito familiar.
Palavras-chave: Neofobia alimentar; Comportamento alimentar; Diferença entre gêneros.
Eating or not eating, thats the question: gender differences on food neophobia
Abstract
Feeding neophobia represents a cautious behavior towards unknown food. Although men and women show
behavioral differences, relating feeding neophobia data on neophobic response are controversial. In this study, in
order to investigating gender differences, 266 individuals were tested on a two food choosing task between a
familiar and an unfamiliar food items, and also were required to fill in a food neophobia scale. Results indicate that
women are more neophobic than men confirming previous research data on feeding behavior. This might be related
to females role to selecting and preparing food in the family context.
Keywords: Food neophobia; Feeding behavior; Gender differences.
Introdução
A diversidade da dieta dos seres humanos é
surpreendente, conferindo vantagens adaptativas, mas
proporcionando a complexa tarefa de decidir o que
devemos comer. Muitas vezes tal decisão envolve uma
certa relutância em ingerir alimentos novos. Este
comportamento é denominado neofobia alimentar, o
qual proporciona uma função protetora em um
ambiente de possíveis itens danosos ao organismo
humano (Pliner & Hobden, 1992; Yamamoto & Lopes,
2004). No entanto, a resposta neofóbica não é estática,
havendo uma tendência de diminuição com o avanço da
idade (Birch, 1999; Hursti & Sjödén, 1997) e a própria
história de vida do indivíduo apresenta diversas
variáveis que podem influenciar esse comportamento
(Hursti & Sjödén, 1997, Hendy & Raudenbush, 2000,
Rozin, 1996).
As pesquisas a respeito das diferenças entre
gêneros quanto a neofobia alimentar apontam
resultados controversos, sugerindo que o traço
neofóbico é mais acentuado em homens (Koivisto &
Sjöden, 1996; Marcelino, Adam, Couronne, Köster &
Sieffermann, 2001), ou em mulheres (Ramezani &
Roeder, 1995). Outros estudos indicam ainda que esse
traço não difere entre os sexos (Nordin, Broman,
Garvill & Nyroos, 2004). Partindo dessa controvérsia, o
objetivo de nosso trabalho foi investigar possíveis
diferenças entre os gêneros quanto à resposta
neofóbica.
Método
Sujeitos
Nossa amostra consistiu de 266 indivíduos.
Desse total, 109 eram homens com idade variando
entre 15 e 57 anos ( = 23,38 anos; d.p. = ± 9,83 anos)
1 Endereço para correspondência:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Biociências Departamento de Fisiologia
Caixa Postal 1.511 Lagoa Nova 59078-970 Natal-RN
Telefone 84-3215-3409 Fax 84-3211-9206 E-mail: fivialopes@yahoo.com.br
Psico-USF, v. 11, n. 1, p.123- 125, jan./jun. 2006
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Comer ou não comer, eis a questão: diferenças de gênero na neofobia alimentar
Fívia de Araújo Lopes1
Juliana Severo Procópio Cabral
Luísa Helena Pinheiro Spinelli
Luíza Cervenka
Maria Emilia Yamamoto
Rochele Castelo Branco
Wallisen Tadashi Hattori
Resumo
A neofobia alimentar é um comportamento de cautela quanto à ingestão de alimentos desconhecidos. Homens e
mulheres apresentam diferenças comportamentais, embora as pesquisas sobre a resposta neofóbica apontem
controvérsias. Neste estudo, 266 indivíduos realizaram uma tarefa de escolha entre dois alimentos, um familiar
e outro não-familiar, e responderam a uma escala de neofobia, a fim de investigar as diferenças de gênero. Os
resultados indicaram que as mulheres são mais neofóbicas que os homens, o que corrobora os dados anteriores
sobre o comportamento alimentar e pode estar relacionado ao papel feminino de seleção e preparo do alimento
no âmbito familiar.
Palavras-chave: Neofobia alimentar; Comportamento alimentar; Diferença entre gêneros.
Eating or not eating, thats the question: gender differences on food neophobia
Abstract
Feeding neophobia represents a cautious behavior towards unknown food. Although men and women show
behavioral differences, relating feeding neophobia data on neophobic response are controversial. In this study, in
order to investigating gender differences, 266 individuals were tested on a two food choosing task between a
familiar and an unfamiliar food items, and also were required to fill in a food neophobia scale. Results indicate that
women are more neophobic than men confirming previous research data on feeding behavior. This might be related
to females role to selecting and preparing food in the family context.
Keywords: Food neophobia; Feeding behavior; Gender differences.
Introdução
A diversidade da dieta dos seres humanos é
surpreendente, conferindo vantagens adaptativas, mas
proporcionando a complexa tarefa de decidir o que
devemos comer. Muitas vezes tal decisão envolve uma
certa relutância em ingerir alimentos novos. Este
comportamento é denominado neofobia alimentar, o
qual proporciona uma função protetora em um
ambiente de possíveis itens danosos ao organismo
humano (Pliner & Hobden, 1992; Yamamoto & Lopes,
2004). No entanto, a resposta neofóbica não é estática,
havendo uma tendência de diminuição com o avanço da
idade (Birch, 1999; Hursti & Sjödén, 1997) e a própria
história de vida do indivíduo apresenta diversas
variáveis que podem influenciar esse comportamento
(Hursti & Sjödén, 1997, Hendy & Raudenbush, 2000,
Rozin, 1996).
As pesquisas a respeito das diferenças entre
gêneros quanto a neofobia alimentar apontam
resultados controversos, sugerindo que o traço
neofóbico é mais acentuado em homens (Koivisto &
Sjöden, 1996; Marcelino, Adam, Couronne, Köster &
Sieffermann, 2001), ou em mulheres (Ramezani &
Roeder, 1995). Outros estudos indicam ainda que esse
traço não difere entre os sexos (Nordin, Broman,
Garvill & Nyroos, 2004). Partindo dessa controvérsia, o
objetivo de nosso trabalho foi investigar possíveis
diferenças entre os gêneros quanto à resposta
neofóbica.
Método
Sujeitos
Nossa amostra consistiu de 266 indivíduos.
Desse total, 109 eram homens com idade variando
entre 15 e 57 anos ( = 23,38 anos; d.p. = ± 9,83 anos)
1 Endereço para correspondência:
Universidade Federal do Rio Grande do Norte Centro de Biociências Departamento de Fisiologia
Caixa Postal 1.511 Lagoa Nova 59078-970 Natal-RN
Telefone 84-3215-3409 Fax 84-3211-9206 E-mail: fivialopes@yahoo.com.br
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Fívia Lopes, Juliana Cabral, Luísa Spinelli, Luíza Cervenka, Maria E. Yamamoto, Rochele C. Branco, Wallisen Hattori
Psico-USF, v. 11, n. 1, p. 123-125, jan./jun. 2006
124
0
25
50
75
100
novo familiar
Tipos de alimento
Po
rc
en
ta
ge
m
(%
) homem
mulher*
Figura 1 Porcentual da escolha entre alimento novo
e familiar para homens e mulheres. * freqüência
significativamente maior de consumo do alimento
familiar comparado ao alimento novo, entre as
mulheres.
e 157 mulheres de 15 a 54 anos ( = 22,29 anos; d.p. =
± 7,80 anos). A escolaridade dos participantes variou de
ensino fundamental incompleto a ensino superior
completo.
Procedimento experimental
Os sujeitos foram testados em um experimento
consentido numa Feira de Ciências e Tecnologia
(CIENTEC - UFRN), em novembro de 2004. Os
voluntários foram submetidos individualmente a uma
escolha entre dois tipos de pastas, uma familiar (patê de
presunto ou de queijo com ervas) e outra não
(guacamole pasta mexicana ou tapenade pasta
francesa). Foram incluídas na amostra as pessoas que
conheciam apenas um dos dois alimentos apresentados.
Após o teste, os indivíduos responderam à escala de
neofobia alimentar proposta por Pliner & Hobden
(1992).
Análise estatística
Utilizamos o teste do Qui-quadrado para verificar
diferenças entre os sexos e o teste t de Student para
investigar as diferenças de pontuação na escala de
neofobia. O nível de significância adotado para todos os
testes foi menor ou igual a 0,05.
Resultados
Considerando o gênero, observamos que
homens e mulheres não diferem na escolha geral, mas
verificamos uma tendência do sexo masculino em se
mostrar menos neofóbicos do que as mulheres (χ2 =
3,53; g.l. = 1; p = 0,0603) (Figura 1). Considerando
apenas a escolha feminina, as mulheres preferem
significativamente os alimentos conhecidos aos novos
(χ2 = 20,69; g.l. = 1; p < 0,01) (Figura 1). Em relação à
escala de neofobia, verificamos que as mulheres se
apresentam significativamente mais neofóbicas do que
os homens (t = 2,08; p = 0,03) (Figura 2).
0
1
2
3
4
5
Mulher Homem
Po
nt
ua
çã
o
na
e
sc
al
a
(m
éd
ia
)
*
Figura 2 Média e desvio padrão da pontuação da
escala de neofobia alimentar (Pliner & Hobden, 1992). *
pontuação significativamente maior do que os homens.
Discussão
Diversos comportamentos humanos são
dimórficos com relação ao gênero (Geary, 1998). No
entanto, é importante observar que a maioria das
diferenças comportamentais entre os sexos é mais uma
questão de grau do que de tipo, ou seja, ambos
apresentam um dado comportamento, mas em
intensidades diferentes (Hines, 2004).
A literatura sobre o comportamento alimentar
sugere diferenças entre homens e mulheres, com estas
apresentando maior rejeição alimentar do que os
homens (Mooney & Walborurn, 2001; Nordin et al.,
2004). Em nosso trabalho, a reposta de neofobia
alimentar foi mais acentuada para as mulheres, tanto no
que se refere à escolha propriamente dita, quanto às
respostas na escala de neofobia. Rozin, Fischler, Imada,
Sarubin & Wrzesniewski (1999) sugerem que as
mulheres são cautelosas quanto à escolha do alimento
no que se refere à saúde, e que talvez isso esteja
relacionado com a responsabilidade de seleção e
preparo dos alimentos para as suas famílias.
Referências
Birch, L. L. (1999). Development of Food Preferences. Annual
Review of Nutrition, 19, 41-62.
Geary, D. (1998). Male, female: the evolution of human sex
differences. Washington, D.C.: American Psychological
Association.
Psico-USF, v. 11, n. 1, p. 123-125, jan./jun. 2006
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novo familiar
Tipos de alimento
Po
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) homem
mulher*
Figura 1 Porcentual da escolha entre alimento novo
e familiar para homens e mulheres. * freqüência
significativamente maior de consumo do alimento
familiar comparado ao alimento novo, entre as
mulheres.
e 157 mulheres de 15 a 54 anos ( = 22,29 anos; d.p. =
± 7,80 anos). A escolaridade dos participantes variou de
ensino fundamental incompleto a ensino superior
completo.
Procedimento experimental
Os sujeitos foram testados em um experimento
consentido numa Feira de Ciências e Tecnologia
(CIENTEC - UFRN), em novembro de 2004. Os
voluntários foram submetidos individualmente a uma
escolha entre dois tipos de pastas, uma familiar (patê de
presunto ou de queijo com ervas) e outra não
(guacamole pasta mexicana ou tapenade pasta
francesa). Foram incluídas na amostra as pessoas que
conheciam apenas um dos dois alimentos apresentados.
Após o teste, os indivíduos responderam à escala de
neofobia alimentar proposta por Pliner & Hobden
(1992).
Análise estatística
Utilizamos o teste do Qui-quadrado para verificar
diferenças entre os sexos e o teste t de Student para
investigar as diferenças de pontuação na escala de
neofobia. O nível de significância adotado para todos os
testes foi menor ou igual a 0,05.
Resultados
Considerando o gênero, observamos que
homens e mulheres não diferem na escolha geral, mas
verificamos uma tendência do sexo masculino em se
mostrar menos neofóbicos do que as mulheres (χ2 =
3,53; g.l. = 1; p = 0,0603) (Figura 1). Considerando
apenas a escolha feminina, as mulheres preferem
significativamente os alimentos conhecidos aos novos
(χ2 = 20,69; g.l. = 1; p < 0,01) (Figura 1). Em relação à
escala de neofobia, verificamos que as mulheres se
apresentam significativamente mais neofóbicas do que
os homens (t = 2,08; p = 0,03) (Figura 2).
0
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Mulher Homem
Po
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ua
çã
o
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e
sc
al
a
(m
éd
ia
)
*
Figura 2 Média e desvio padrão da pontuação da
escala de neofobia alimentar (Pliner & Hobden, 1992). *
pontuação significativamente maior do que os homens.
Discussão
Diversos comportamentos humanos são
dimórficos com relação ao gênero (Geary, 1998). No
entanto, é importante observar que a maioria das
diferenças comportamentais entre os sexos é mais uma
questão de grau do que de tipo, ou seja, ambos
apresentam um dado comportamento, mas em
intensidades diferentes (Hines, 2004).
A literatura sobre o comportamento alimentar
sugere diferenças entre homens e mulheres, com estas
apresentando maior rejeição alimentar do que os
homens (Mooney & Walborurn, 2001; Nordin et al.,
2004). Em nosso trabalho, a reposta de neofobia
alimentar foi mais acentuada para as mulheres, tanto no
que se refere à escolha propriamente dita, quanto às
respostas na escala de neofobia. Rozin, Fischler, Imada,
Sarubin & Wrzesniewski (1999) sugerem que as
mulheres são cautelosas quanto à escolha do alimento
no que se refere à saúde, e que talvez isso esteja
relacionado com a responsabilidade de seleção e
preparo dos alimentos para as suas famílias.
Referências
Birch, L. L. (1999). Development of Food Preferences. Annual
Review of Nutrition, 19, 41-62.
Geary, D. (1998). Male, female: the evolution of human sex
differences. Washington, D.C.: American Psychological
Association.
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Comer ou não comer, eis a questão: diferenças de gênero na neofobia alimentar
Psico-USF, v. 11, n. 1, p.123-125, jan./jun. 2006
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Hendy, H. M. & Raudenbush, B. (2000). Effectiveness
of teacher modeling to encourage food acceptance in
preschool children. Appetite, 34, 61-76.
Hines, M. (2004). Brain Gender. New York, NY: Oxford
University Press.
Hursti, U.K. K. & Sjödén, P.O. (1997). Food and
general neophobia and their relationship with self-
reported food choice: familiar resemblance in
Swedish families with children of ages 7-17 years.
Appetite, 29, 89-103.
Koivisto, U.K. & Sjöden, P.O. (1996). Food and
general neophobia in Swedish families: parent-child
comparisons and relationships with serving specific
foods. Appetite, 26, 107-118.
Marcelino, A. S., Adam, A. S., Couronne, T., Köster, E.
P. & Sieffermann, J. M. (2001). Internal and external
determinants of eating initiation in humans. Appetite, 36, 9-
14.
Mooney, K. M. & Walbourn, L. (2001). When college
students reject food: not just a matter of taste.
Appetite, 36, 41-50.
Nordin, S., Broman, D. A., Garvill, J. & Nyroos, M.
Gender differences in factors affecting rejection of
food in healthy young Swedish adults. Appetite, 43,
295-301.
Pliner, P. & Hobden, K. (1992). Development of a scale
to measure the trait of food neophobia in humans.
Appetite, 19, 105-120.
Ramezani, C. A. & Roeder, C. (1995). Health
knowledge and nutritional adequacy of female heads
of households in the United States. Journal of Consumer
Affairs, 29, 381-402.
Rozin, P. (1996). Sociocultural influences on human
food selection. Em E. D. Capaldi (Org.) Why we eat
what we eat (pp. 233-262). Washington, DC: American
Psychological Association.
Rozin, P, Fischler, C., Imada, S., Sarubin, A., &
Wrzesniewski, A. (1999). Attitudes to food and the
role of food in life in the USA, Japan, Flemish
Belgium and France: Possible implications for the
diet-health debate. Appetite, 33, 163-180.
Yamamoto, M. E. & Lopes, F. A. (2004). Dize-me o
que falas e te direi o que comes: aquisição da
linguagem e composição da dieta em crianças. Em M.
L. S. Moura (Org.). O bebê do século XXI e a psicologia
em desenvolvimento. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.
Recebido em setembro de 2005
Aprovado em junho de 2006
Sobre os autores:
Fívia de Araújo Lopes: psicóloga, doutora em Psicobiologia (UFRN) e professora adjunta do Departamento de
Fisiologia, Centro de Biociências (UFRN).
Juliana Severo Procópio Cabral: psicóloga, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia (UFRN).
Luísa Helena Pinheiro Spinelli: psicóloga, mestre em Psicobiologia (UFRN), doutoranda do Programa de Pós-
Graduação em Psicobiologia (UFRN).
Luíza Cervenka: graduanda do curso de Ciências Biológicas (UFRN).
Maria Emilia Yamamoto: psicóloga, doutora em Psicofarmacologia (UNIFESP), professora titular do
departamento de Fisiologia, Centro de Biociências (UFRN) e pesquisadora 1A do CNPq. Coordenadora do Projeto
de Psicologia Evolucionista (CNPq Institutos do Milênio).
Rochele Castelo Branco: bióloga, mestre em Psicobiologia (UFRN).
Wallisen Tadashi Hattori: biólogo, mestre em Psicobiologia (UFRN), doutorando do Programa de Pós-
Graduação em Psicobiologia (UFRN).
Psico-USF, v. 11, n. 1, p.123-125, jan./jun. 2006
125
Hendy, H. M. & Raudenbush, B. (2000). Effectiveness
of teacher modeling to encourage food acceptance in
preschool children. Appetite, 34, 61-76.
Hines, M. (2004). Brain Gender. New York, NY: Oxford
University Press.
Hursti, U.K. K. & Sjödén, P.O. (1997). Food and
general neophobia and their relationship with self-
reported food choice: familiar resemblance in
Swedish families with children of ages 7-17 years.
Appetite, 29, 89-103.
Koivisto, U.K. & Sjöden, P.O. (1996). Food and
general neophobia in Swedish families: parent-child
comparisons and relationships with serving specific
foods. Appetite, 26, 107-118.
Marcelino, A. S., Adam, A. S., Couronne, T., Köster, E.
P. & Sieffermann, J. M. (2001). Internal and external
determinants of eating initiation in humans. Appetite, 36, 9-
14.
Mooney, K. M. & Walbourn, L. (2001). When college
students reject food: not just a matter of taste.
Appetite, 36, 41-50.
Nordin, S., Broman, D. A., Garvill, J. & Nyroos, M.
Gender differences in factors affecting rejection of
food in healthy young Swedish adults. Appetite, 43,
295-301.
Pliner, P. & Hobden, K. (1992). Development of a scale
to measure the trait of food neophobia in humans.
Appetite, 19, 105-120.
Ramezani, C. A. & Roeder, C. (1995). Health
knowledge and nutritional adequacy of female heads
of households in the United States. Journal of Consumer
Affairs, 29, 381-402.
Rozin, P. (1996). Sociocultural influences on human
food selection. Em E. D. Capaldi (Org.) Why we eat
what we eat (pp. 233-262). Washington, DC: American
Psychological Association.
Rozin, P, Fischler, C., Imada, S., Sarubin, A., &
Wrzesniewski, A. (1999). Attitudes to food and the
role of food in life in the USA, Japan, Flemish
Belgium and France: Possible implications for the
diet-health debate. Appetite, 33, 163-180.
Yamamoto, M. E. & Lopes, F. A. (2004). Dize-me o
que falas e te direi o que comes: aquisição da
linguagem e composição da dieta em crianças. Em M.
L. S. Moura (Org.). O bebê do século XXI e a psicologia
em desenvolvimento. São Paulo, SP: Casa do Psicólogo.
Recebido em setembro de 2005
Aprovado em junho de 2006
Sobre os autores:
Fívia de Araújo Lopes: psicóloga, doutora em Psicobiologia (UFRN) e professora adjunta do Departamento de
Fisiologia, Centro de Biociências (UFRN).
Juliana Severo Procópio Cabral: psicóloga, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Psicobiologia (UFRN).
Luísa Helena Pinheiro Spinelli: psicóloga, mestre em Psicobiologia (UFRN), doutoranda do Programa de Pós-
Graduação em Psicobiologia (UFRN).
Luíza Cervenka: graduanda do curso de Ciências Biológicas (UFRN).
Maria Emilia Yamamoto: psicóloga, doutora em Psicofarmacologia (UNIFESP), professora titular do
departamento de Fisiologia, Centro de Biociências (UFRN) e pesquisadora 1A do CNPq. Coordenadora do Projeto
de Psicologia Evolucionista (CNPq Institutos do Milênio).
Rochele Castelo Branco: bióloga, mestre em Psicobiologia (UFRN).
Wallisen Tadashi Hattori: biólogo, mestre em Psicobiologia (UFRN), doutorando do Programa de Pós-
Graduação em Psicobiologia (UFRN).
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