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Design da Interação de Novos Produtos para TVD : Abordagens Qualitativas

by Alex Sandro Gomes
Proceedings of the VIII Brazilian Symposium on Human Factors in Computing Systems (2008)

Abstract

In this paper we describe a process used for conceiving new products for the Brazilian interactive TV platform. Considering all the restrictions and many aspects of context and usage, we proposed and refined an interaction design process. This process was applied to design three new interactive products. To capture details from context, the process started with intensive qualitative research in locus. The initial versions are presented as low fidelity prototypes which are submitted to cycled test and refinement. The results illustrated in this paper help us understanding the main challenges for interactive TV. creating products in the field of interactive TV.

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Design da Interação de Novos Produtos para TVD : Abordagens Qualitativas

IHC 2008 | Artigos Completos 21-24 Outubro | Porto Alegre – RS, Brasil
98
Design da Interação de Novos Produtos para TVD:
Abordagens Qualitativas
Alex Sandro Gomes
Centro de Informática UFPE
50.732-970 – Recife – PE – Brazil
asg@cin.ufpe.br
+55.81.2126.8430 ext. 4031
Bruno Monteiro
Centro de Informática UFPE
50.732-970 – Recife – PE – Brazil
bsm@cin.ufpe.br
+55.81.2126.8430 ext. 4031
Cássio Melo
Centro de Informática UFPE
50.732-970 – Recife – PE – Brazil
cam2@cin.ufpe.br
+55.81.2126.8430 ext. 4031

Daniel Arcoverde
Centro de Informática UFPE
50.732-970 – Recife – PE – Brazil
asg@cin.ufpe.br
+55.81.2126.8430 ext. 4031
Carina Frota
Centro de Informática UFPE
50.732-970 – Recife – PE – Brazil
asg@cin.ufpe.br
+55.81.2126.8430 ext. 4031



ABSTRACT
In this paper we describe a process used for conceiving new
products for the Brazilian interactive TV platform.
Considering all the restrictions and many aspects of context
and usage, we proposed and refined an interaction design
process. This process was applied to design three new
interactive products. To capture details from context, the
process started with intensive qualitative research in locus.
The initial versions are presented as low fidelity prototypes
which are submitted to cycled test and refinement. The
results illustrated in this paper help us understanding the
main challenges for creating products in the field of
interactive TV.
Author Keywords
Interactive TV, Contextual Design, Parallel Design,
Qualitative Methods in Design.
ACM Classification Keywords
H.5.2 [Information Interfaces and Presentation]: User
Interfaces, Prototyping. H. 5. 1 [Multimedia Information
Systems].
INTRODUÇÃO
A concepção de serviços para televisão digital interativa
(TVDi) é delimitada por aspectos sociais da ordem do uso
de aplicações por um grupo de usuários e por limitações nos
estilos de interação que podem ser realizadas. Dentre os
trabalhos apresentados, ainda são escassas contribuições
relacionadas à concepção de novos produtos para TVDi.
Neste artigo é apresentado um processo de design por meio
do qual são enfocadas as peculiaridades do contexto de uso
e das características de interação social que ocorre em torno
e mediado pelo artefato televisivo. É relatada uma
experiência acadêmica de aproximadamente dois anos com
a aplicação de uma abordagem para criação de produtos
para TV digital enfocando o comportamento dos usuários.
Para exemplificar o processo, é descrito o percurso aplicado
na concepção de três produtos para TVDi, a saber: um
sistema de notícias personalizadas para TVD, um sistema
de publicidade interativa e uma plataforma de rede social
baseada no conteúdo televisivo. Por fim, são discutidos os
resultados alcançados e as limitações do processo, seguidos
da conclusão e trabalhos futuros.
Este trabalho está organizado da seguinte forma: no
primeiro item são abordadas as principais características
desta plataforma, levando em consideração as
peculiaridades referentes à usabilidade. A segunda seção, O
Estado da Arte na Concepção de Estilos de Interação para
TVD, faz um apanhado das principais metodologias
aplicadas neste campo de pesquisa. A seção 3, Uma
Metodologia de Design da Interação com Uso Intensivo de
Pesquisa Qualitativa, descreve os pontos principais da
metodologia sugerida neste trabalho. A seção 4, Estudos de
Caso, faz um relato da aplicação desta metodologia na
concepção de três diferentes produtos. Finalmente, a última
seção discute a experiência da equipe durante a pesquisa e
aplicação desta metodologia, levantando as principais
questões e dificuldades enfrentadas.
INTERAÇÃO E USABILIDADE NA TVD
Além dos benefícios de um melhor nível de qualidade
audiovisual, otimização do espectro de freqüência e
multiprogramação, na TVD é também possível realizar o
envio de dados, através do processo de datacasting. Este
recurso possibilita a execução de aplicações interativas,
procedurais ou declarativas, em paralelo à programação
televisiva.
Permission to make digital or hard copies of all or part of this work for
personal or classroom use is granted without fee provided that copies are
not made or distributed for profit or commercial advantage and that copies
bear this notice and the full citation on the first page. To copy otherwise,
or republish, to post on servers or to redistribute to lists, requires prior
specific permission and/or a fee.
IHC 2008 – VIII Simpósio Sobre Fatores Humanos em Sistemas
Computacionais. October 21-24, 2008, Porto Alegre, RS, Brazil.
Copyright 2008 SBC. ISBN 978-85-7669-203-4

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IHC 2008 | Artigos Completos 21-24 Outubro | Porto Alegre – RS, Brasil
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Embora o termo “interatividade” tenha surgido na década
de 60, ainda existe muita dificuldade em defini-lo, havendo
inúmeras interpretações. Lippman [11] descreve-o como
uma “atividade simultânea da parte dos participantes,
normalmente trabalhando em direção de um mesmo
objetivo”. No contexto tecnológico, pode-se ainda citar a
definição de Rafaeli [19] que define interatividade como
sendo “a extensão do quanto um usuário pode participar,
influenciar ou modificar a forma e o conteúdo de um
ambiente computacional” [21]. Porém, este fenômeno está
restrito a tecnologia atualmente disponível e a compreensão
sobre as formas de interatividade. É possível encontrar
ainda inúmeras definições, em diferentes contextos e
campos, como na pedagogia, comunicações, psicologia,
biologia, entre outros. Portanto, ainda não há um consenso
sobre interatividade que seja transdisciplinar [21].
Em relação à interatividade na TVD, também é possível
encontrar inúmeras definições e novas críticas, como afirma
Lemos [10]: “hoje tudo se vende como interativo; da
publicidade aos fornos de microondas”.
Atualmente, diante das limitações tecnológicas,
mercadológicas e da carência de compreensão do fenômeno
da interatividade para TVD, o usuário tem à disposição
apenas a tela da TV e um controle remoto. Este cenário
limita as possibilidades de serviços que poderiam estar
disponíveis ao usuário e torna desafiadora a adoção e
aceitação desta tecnologia, como é relatado em [21].
Segundo este autor, a variedade de definições e discussões,
comentadas anteriormente com respeito à interatividade,
vem do fato de que classificações podem levar em
consideração um destes fatores: o contexto, o usuário, a
mensagem, ou os aspectos tecnológicos. Assim, a
interatividade dos serviços e aplicações para TVD é
comumente classificada do ponto de vista da limitação
técnica referente à presença ou não de um canal de retorno,
conforme segue: (a) interatividade local; (b) interatividade
com canal de retorno intermitente e (c) interatividade com
canal de retorno permanente.
A possibilidade de interagir com aplicações através da
televisão por meio do uso do controle remoto, antes usado
em um número limitado de funcionalidades, requer a
criação de novos estilos de interação. Para atingir tal
objetivo, são necessários estudos detalhados do
comportamento dos usuários neste contexto, além de
criatividade para a concepção de soluções que satisfaçam
requisitos de usabilidade. Neste artigo, adotaremos o
conceito de usabilidade definido no padrão ISO 9241-11
[8]: “o alcance pelo qual um produto e/ou serviço pode ser
usado por usuários específicos para atingir metas
específicas com eficácia, eficiência e satisfação em um
específico contexto de uso”.
Para os desenvolvedores e designers de novos produtos de
software para TVDi, o processo de concepção impõe
diversos desafios que precisam ser contornados. O mais
importante deles é o fato de que as aplicações para TV não
podem ser cópias daquelas desenvolvidas no contexto web
ou para o computador pessoal. Os modelos mentais de
designers e programadores podem representar fontes de
erros em projetos de interface para TVDi. Assim, questões
relativas aos modelos mentais de usuários e designers
precisam ser compreendidas e tratadas adequadamente para
que um nível de aceitação seja alcançado junto aos
usuários. A Tabela 1 apresenta as principais diferenças
técnicas e culturais entre os contextos de aplicações para
computador e televisão. Estas características implicam em
um grande impacto nas decisões de design de aplicações
para estas plataformas.
Característica Televisão Computador
Resolução da tela
(quantidade de
informação
exibida)
Relativamente
pobre (640 x 480
pontos)
Varia entre telas
médias e grandes
(de 800 x 600 a
1280 x 1024
pontos, por
exemplo)
Dispositivos de
entrada
Controle remoto e,
no melhor caso,
teclado sem fio
Mouse e teclado
situados em
posição fixa
Distância de
visualização
Alguns metros Alguns centímetros
Postura do usuário
Relaxado,
reclinado
Ereto, sentado
Ambiente
Sala de estar,
quarto (ambientes
que sugerem o
relaxamento)
Escritório
(ambientes que
sugerem trabalho)
Oportunidades de
integração com
outras coisas no
mesmo dispositivo
Vários programas
de TV
Atividades
pessoais, atividades
de trabalho
Número de
usuários
Normalmente,
muitas pessoas
estão na sala
enquanto a TV está
ligada. Uso social e
coletivo
Normalmente o uso
é individual
(poucas pessoas
podem ver a tela)
Envolvimento do
usuário
Passivo: A
emissora seleciona
e envia a
informação
apresentada.
O usuário somente
a recebe
Ativo: Usuário
comanda e o
computador
obedece
Tabela 1. Televisão x Computador [17]
Como forma de auxiliar os desenvolvedores de aplicações
nessa nova realidade, algumas organizações, como a rede
de televisão BBC no Reino Unido [1], produziram manuais
e guias com informações úteis que, se seguidos,

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