Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil
Acta Botanica Brasilica (2010)
- ISSN: 01023306
- DOI: 10.1590/S0102-33062010000100006
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Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil
Acta bot. bras. 24(1): 53-64. 2010.
Introdução
Leguminosae, família que abrange no Brasil cerca de 200
gêneros e 1.500 espécies presentes nos mais variados ecos-
sistemas (Souza & Lorenzi 2005), desponta como uma das
famílias mais representativas do bioma caatinga inclusive
com o maior número de espécies endêmicas (Giullieti et al.
2002). Esse bioma, apesar de cada vez mais ser apontado
como hot-spot de diversidade, com a presença de vários
táxons endêmicos, é ainda a região cuja fauna e fl ora são as
menos conhecidas da América do Sul (Sampaio et al. 2002).
Em relação aos estudos de sua fl ora, ainda mais escassos são
os estudos palinológicos, que além de serem relevantes para
o conhecimento da biodiversidade local, podem subsidiar
pesquisas melissopalinológicas, de ecologia da polinização
e paleobotânicas (Melhem et al. 2003).
A delimitação taxonômica de Leguminosae é um tema
bastante discutido e alguns autores como Lewis (1987), Judd
et al. (1999), Smith et al. (2004) e Simpson (2006), admitem
três subfamílias: Caesalpinioideae, Papilionoideae (Faboide-
ae) e Mimosoideae, que podem ser distintas principalmente
pela morfologia fl oral. Palinologicamente, as leguminosas
apresentam uma grande diversidade de caracteres, sendo
amplamente aceita como uma família euripolínica. É ca-
racterizada por ter grãos de pólen em mônades, tricolpados
e tectado-reticulados, sendo este um padrão geral para as
angiospermas mais derivadas (Guinet 1981). A diversidade
palinológica permite delimitação de tribos, subtribos e até
gêneros, entretanto, a família apresenta poucas variações
interespecífi cas (Vishnu-Mitre & Sharma 1962).
Mimosoideae, ao contrário das outras subfamílias,
destaca-se por apresentar políades como principal tipo de
unidade de dispersão, sendo comum a heterogeneidade no
tamanho dos grãos de pólen, no tipo apertural que pode
ser porado ou colporado, e nos padrões de ornamentação
(Guinet 1981).
Pioneiramente, Kunth (1819) mencionou a presença de
políades no gênero Acacia, e estudos conseguintes trataram
de descrições detalhadas desse tipo de unidade em outros
gêneros e espécies, como no trabalho de Von Mohl (1835).
Rosanoff (1865) ressaltou a importância dos caracteres
polínicos para a taxonomia das Mimosoideae, separando
os gêneros em três grupos: aqueles com mônades, os com
tétrades e os com políades compostas por oito, 12, 16 ou
32 grãos de pólen. Outra classifi cação foi sugerida por Van
Campo & Guinet (1961) que, ao estudarem detalhadamente
a morfologia polínica das Mimosoideae, além de enfatizarem
a heterogeneidade entre os tipos de unidades de dispersão,
ainda distinguiram as tétrades e as políades de acordo com
a estratifi cação da exina, podendo ser calimadas, com uma
camada da exina envolvendo toda a unidade, ou acalimadas,
onde cada grão de pólen tem uma parede individualizada.
1 Parte da Dissertação de Mestrado da primeira Autora
2 Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas, Feira de Santana, BA, Brasil
3 Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Botânica, Recife, PE, Brasil
4 Autor para correspondência: teresavital@gmail.com
Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes
em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil1
Maria Teresa Buril2, 4, Francisco de Assis Ribeiro do Santos2 e Marccus Alves3
Recebido em 19/12/2008. Aceito em 1/04/2009
RESUMO – (Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil). O município de Mirandiba,
Pernambuco, considerado prioritário para a conservação da caatinga, apresenta cerca de 25% das espécies de Leguminosae do bioma, sendo 23 espécies
em 13 gêneros da subfamília Mimosoideae, das quais 6 espécies são endêmicas. Dezenove táxons desta subfamília tiveram seus grãos de pólen caracteri-
zados por microscopia óptica e eletrônica de varredura, ilustrados e incluídos em uma chave de identifi cação. A morfologia polínica dos táxons estudados
é muito variada, principalmente em relação às unidades de dispersão, sendo encontradas desde mônades, em Neptunia e Desmanthus; políades com oito
grãos de pólen, uniplanar em Calliandra depauperata e multiplanar em Mimosa spp. e Pityrocarpa moniliformis, políades com 16 grãos de pólen, em
Anadenanthera, Inga, Parapiptadenia, Pithecellobium e Senegalia, tétrades também em espécies de Mimosa, e políades amorfas com 32 grãos de pólen,
presentes em Chloroleucon e Pithecellobium. Essas diferenças aliadas a caracteres morfométricos e da ectexina possibilitam a identifi cação da maioria
dos táxons de Mimosoideae de Mirandiba.
Palavras-chave: Leguminosae, Mimosoideae, caatinga, políade, tétrade
ABSTRACT – (Pollen diversity of Mimosoideae taxa (Leguminosae) from a caatinga region, Pernambuco, Brazil). Mirandiba municipality in Pernambuco,
is a prioritary conservation area for caatinga. It has almost 25% of Leguminosae species from the caatinga, where 23 species in 13 genera belong to the
Mimosoideae subfamily and 6 species are endemics. The pollen grains of 19 mimosoid taxa were characterized by their pollen grains using light and
scanning electron microscopy. All taxa are illustrated and keyed. Pollen morphology of these taxa is varied, mainly regarding pollen units; we found monads
in Neptunia and Desmanthus; 8-grain uniplanar polyads in Calliandra depauperata and multiplanar ones in Mimosa spp. and Pityrocarpa moniliformis,
tetrads also in Mimosa, polyads with 16 pollen grains in Anadenanthera, Inga, Parapiptadenia, Pithecellobium and Senegalia, and polyads with 32 pollen
grains in Chloroleucon and Pithecellobium. Different pollen units allied to other morphometric and ectexine characters were useful to identify most
mimosoid taxa from Mirandiba.
Key words: Leguminosae, Mimosoideae, caatinga, polyad, tetrad
Introdução
Leguminosae, família que abrange no Brasil cerca de 200
gêneros e 1.500 espécies presentes nos mais variados ecos-
sistemas (Souza & Lorenzi 2005), desponta como uma das
famílias mais representativas do bioma caatinga inclusive
com o maior número de espécies endêmicas (Giullieti et al.
2002). Esse bioma, apesar de cada vez mais ser apontado
como hot-spot de diversidade, com a presença de vários
táxons endêmicos, é ainda a região cuja fauna e fl ora são as
menos conhecidas da América do Sul (Sampaio et al. 2002).
Em relação aos estudos de sua fl ora, ainda mais escassos são
os estudos palinológicos, que além de serem relevantes para
o conhecimento da biodiversidade local, podem subsidiar
pesquisas melissopalinológicas, de ecologia da polinização
e paleobotânicas (Melhem et al. 2003).
A delimitação taxonômica de Leguminosae é um tema
bastante discutido e alguns autores como Lewis (1987), Judd
et al. (1999), Smith et al. (2004) e Simpson (2006), admitem
três subfamílias: Caesalpinioideae, Papilionoideae (Faboide-
ae) e Mimosoideae, que podem ser distintas principalmente
pela morfologia fl oral. Palinologicamente, as leguminosas
apresentam uma grande diversidade de caracteres, sendo
amplamente aceita como uma família euripolínica. É ca-
racterizada por ter grãos de pólen em mônades, tricolpados
e tectado-reticulados, sendo este um padrão geral para as
angiospermas mais derivadas (Guinet 1981). A diversidade
palinológica permite delimitação de tribos, subtribos e até
gêneros, entretanto, a família apresenta poucas variações
interespecífi cas (Vishnu-Mitre & Sharma 1962).
Mimosoideae, ao contrário das outras subfamílias,
destaca-se por apresentar políades como principal tipo de
unidade de dispersão, sendo comum a heterogeneidade no
tamanho dos grãos de pólen, no tipo apertural que pode
ser porado ou colporado, e nos padrões de ornamentação
(Guinet 1981).
Pioneiramente, Kunth (1819) mencionou a presença de
políades no gênero Acacia, e estudos conseguintes trataram
de descrições detalhadas desse tipo de unidade em outros
gêneros e espécies, como no trabalho de Von Mohl (1835).
Rosanoff (1865) ressaltou a importância dos caracteres
polínicos para a taxonomia das Mimosoideae, separando
os gêneros em três grupos: aqueles com mônades, os com
tétrades e os com políades compostas por oito, 12, 16 ou
32 grãos de pólen. Outra classifi cação foi sugerida por Van
Campo & Guinet (1961) que, ao estudarem detalhadamente
a morfologia polínica das Mimosoideae, além de enfatizarem
a heterogeneidade entre os tipos de unidades de dispersão,
ainda distinguiram as tétrades e as políades de acordo com
a estratifi cação da exina, podendo ser calimadas, com uma
camada da exina envolvendo toda a unidade, ou acalimadas,
onde cada grão de pólen tem uma parede individualizada.
1 Parte da Dissertação de Mestrado da primeira Autora
2 Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Ciências Biológicas, Feira de Santana, BA, Brasil
3 Universidade Federal de Pernambuco, Departamento de Botânica, Recife, PE, Brasil
4 Autor para correspondência: teresavital@gmail.com
Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes
em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil1
Maria Teresa Buril2, 4, Francisco de Assis Ribeiro do Santos2 e Marccus Alves3
Recebido em 19/12/2008. Aceito em 1/04/2009
RESUMO – (Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil). O município de Mirandiba,
Pernambuco, considerado prioritário para a conservação da caatinga, apresenta cerca de 25% das espécies de Leguminosae do bioma, sendo 23 espécies
em 13 gêneros da subfamília Mimosoideae, das quais 6 espécies são endêmicas. Dezenove táxons desta subfamília tiveram seus grãos de pólen caracteri-
zados por microscopia óptica e eletrônica de varredura, ilustrados e incluídos em uma chave de identifi cação. A morfologia polínica dos táxons estudados
é muito variada, principalmente em relação às unidades de dispersão, sendo encontradas desde mônades, em Neptunia e Desmanthus; políades com oito
grãos de pólen, uniplanar em Calliandra depauperata e multiplanar em Mimosa spp. e Pityrocarpa moniliformis, políades com 16 grãos de pólen, em
Anadenanthera, Inga, Parapiptadenia, Pithecellobium e Senegalia, tétrades também em espécies de Mimosa, e políades amorfas com 32 grãos de pólen,
presentes em Chloroleucon e Pithecellobium. Essas diferenças aliadas a caracteres morfométricos e da ectexina possibilitam a identifi cação da maioria
dos táxons de Mimosoideae de Mirandiba.
Palavras-chave: Leguminosae, Mimosoideae, caatinga, políade, tétrade
ABSTRACT – (Pollen diversity of Mimosoideae taxa (Leguminosae) from a caatinga region, Pernambuco, Brazil). Mirandiba municipality in Pernambuco,
is a prioritary conservation area for caatinga. It has almost 25% of Leguminosae species from the caatinga, where 23 species in 13 genera belong to the
Mimosoideae subfamily and 6 species are endemics. The pollen grains of 19 mimosoid taxa were characterized by their pollen grains using light and
scanning electron microscopy. All taxa are illustrated and keyed. Pollen morphology of these taxa is varied, mainly regarding pollen units; we found monads
in Neptunia and Desmanthus; 8-grain uniplanar polyads in Calliandra depauperata and multiplanar ones in Mimosa spp. and Pityrocarpa moniliformis,
tetrads also in Mimosa, polyads with 16 pollen grains in Anadenanthera, Inga, Parapiptadenia, Pithecellobium and Senegalia, and polyads with 32 pollen
grains in Chloroleucon and Pithecellobium. Different pollen units allied to other morphometric and ectexine characters were useful to identify most
mimosoid taxa from Mirandiba.
Key words: Leguminosae, Mimosoideae, caatinga, polyad, tetrad
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Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil54
Além disso, Van Campo & Guinet (1961) citaram que as
formas não compostas podem ser eumônades, mônades ou
pseudo-tétrades. Sorsa (1969) organizou a subfamília em
cinco grupos de acordo com a morfologia polínica, citando
como menos derivado aquele com mônades tricolpadas e
corroborou a heterogeneidade palinológica de valor taxonô-
mico importante para distinguir tribos e até mesmo gêneros.
Assim, o trabalho tem como objetivo investigar a diver-
sidade que as espécies de Mimosoideae (Leguminosae) da
caatinga do município de Mirandiba (Pernambuco) apre-
sentam em suas unidades polínicas, subsidiando pesquisas
de melissopalinologia e de ecologia da polinização, além
de fornecer informações úteis para a taxonomia do grupo.
Material e métodos
Área de estudo – O município de Mirandiba situa-se na Mesorregião de
Sertão de Pernambuco, a cerca de 500 km da capital Recife, na microrregião
de Salgueiro, fronteira norte da Depressão Sertaneja meridional. Compre-
ende uma área de 809 km², coordenada central 08°13’S e 38°43’W, altitude
variando entre 300-500 m. O clima da região é BShw’ segundo Köppen,
com chuvas concentradas de janeiro a junho e precipitação média anual de
611 mm, com estação seca prolongada e com taxas de evaporação elevadas
chegando até 2000 mm/ano. Na região são observadas áreas de formação
cristalina e sedimentar (Sampaio 1995).
A vegetação da área é uma caatinga hiper e hipoxerófi la formando
um mosaico de fi sionomias, desde campos abertos até caatinga arbórea.
Apesar de inicialmente ter sido tratada como área em estado avançado de
degradação como as cidades circunvizinhas (Córdula et al. 2008), Mirandiba
mostrou-se em ótimo estado de preservação. É considerada pelo Ministé-
rio do Meio Ambiente (2002) como área prioritária para conservação da
caatinga e isenta de investigações científi cas, chamando a atenção para a
tomada de medidas urgentes de preservação.
Segundo o levantamento de Córdula et al. (2008), as Leguminosae estão
representadas na fl ora de Mirandiba por 81 espécies, as quais constituem
25% das espécies desta família citadas para a caatinga (Queiroz 2006).
Nessa lista fl orística, as Mimosoideae estão presentes com 23 táxons em
13 gêneros, sendo seis consideradas endêmicas da caatinga (Queiroz 2006).
Os táxons Senegalia recurva (Benth.) Seigler & Ebinger, frequentemente
designada como Senegalia riparia (Kunth) Britton & Rose ex Britton &
Killip, Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose, Piptadenia viridifl ora
(Kunth.) Benth. e Mimosa modesta var. ursinoides (Harms) Barneby apesar
de ocorrerem na área, não foram inclusas nas análises palinológicas pois
não foi obtido de material fértil na área de estudo.
Análises palinológicas – O material polínico analisado foi obtido a partir de
botões de espécimes coletados na área de estudo e depositadas no Herbário
UFP e os materiais adicionais foram coletados de exsicatas depositadas nos
herbários UFP, IPA e HUEFS (acrônimos conforme Holmgren & Holmgren
2006). Para cada espécie (Tab. 1), sempre que possível foram estudadas
três populações diferentes.
Para análise em microscopia óptica (MO), o material polínico foi pre-
parado pelo método padrão de acetólise (Erdtman 1960), com adaptação
apenas para redução do número de rotações para 2.100 rpm, a fi m de dimi-
nuir a dissociação das políades. Para a microscopia eletrônica de varredura
(MEV), as anteras herborizadas foram diretamente depositadas sobre stubs
para metalização. Em MO, os diâmetros das unidades polínicas foram me-
didos em 25 unidades (grãos de pólen, tétrades ou políades) aleatoriamente,
com algumas exceções em decorrência do número de grãos de pólen ser
insufi ciente. As medidas de exina (nexina e sexina) foram realizadas em
dez unidades polínicas aleatórias.
As descrições foram realizadas de acordo com a nomenclatura proposta
por Punt et al. (2007) e as lâminas depositadas na Palinoteca do Labora-
tório de Micromorfologia Vegetal (LAMIV), da Universidade Estadual de
Feira de Santana.
Resultados
Os táxons de Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em
Mirandiba têm uma variabilidade de unidades de dispersão
que possibilitou o reconhecimento de sete tipos polínicos.
Foram encontrados desde mônades, em Desmanthus per-
nambucanus (L.) Thell. e Neptunia plena (L.) Benth.; tétra-
des em espécies de Mimosa L.; políades com oito grãos de
pólen heteromórfi cos (um grão de pólen muito diferenciado
dos demais) em Calliandra depauperata Benth.; ditétrades
em espécies de Mimosa e Pityrocarpa moniliformis (Benth.)
Luckow & R.W.Jobson.; políades com 12 grãos de pólen
em Piptadenia Benth.; políades com 16 grãos de pólen nas
espécies de Anadenanthera Speg., Inga Mill., Parapipta-
denia Brenan., Pithecellobium Mart. e Senegalia Raf. e
políades com mais de 16 grãos de pólen em Chloroleucon
Britton & Rose e Pithecellobium Mart. Dentre cada tipo, as
diferenças intra-específi cas estão geralmente relacionadas à
estrutura da exina, espessura das camadas e aos elementos
de ornamentação.
Tipo 1 – caracterizado pelos grãos de pólen em mônades.
Espécies incluídas: Desmanthus pernambucanus e Nep-
tunia plena (Fig. 1-12).
Essas espécies têm grãos de pólen médios (a grandes
em N. plena), isopolares, âmbito circular a subcircular,
suboblatos a oblato-esferoidais; 3-colporados (às vezes
4-colporados em N. plena), endoabertura circular com
costa (Fig. 3, 7, 9-10), membrana apertural granulada;
exina estriada (Fig. 4-6, 10, 12). A superfície dos grãos de
pólen quando observada sob MO pode ser defi nida como
estriado-reticulada.
Tipo 2 – políades uniplanares, plano-elípticas, em forma
de gota e com oito grãos de pólen. Espécie incluída:
Calliandra depauperata (Fig. 13-18).
Políades muito grandes compostas por oito grãos de pó-
len, calimadas, ovais, assimétricas, um grão de pólen apical
elíptico, sem apêndice e com um poro na extremidade. Os
grãos de pólen centrais têm seus 4-5 poros nos pontos de
contatos com outros 2-3 grãos de pólen (Fig. 16). A exina
tem ca. 7 μm de espessura, sendo a sexina mais espessa que
a nexina, com superfície irregularmente rugulada (Fig. 18);
contudo sob MO aparece microrreticulada.
Tipo 3 – políades plano-circulares, com oito grãos centrais
(quatro em cada plano) margeados por uma crista cir-
cular composta pelos demais oito grãos de pólen é o
principal caráter distintivo deste tipo. Táxons incluídos:
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. colubrina,
Inga vera Willd., Parapiptadenia zehntneri (Harms)
M.P.M. de Lima & H.C. de Lima, Pithecelobium
diversifolium Benth. e Senegalia piauhiensis (Benth.)
Seigler & Ebinger (Fig. 19-30).
As políades são de tamanho médio, grande apenas em
P. diversifolium. Há de 4-6 poros em cada grão de pólen,
situados sempre na parede de contato com outros grãos de
pólen. A exina em A. colubrina var. colubrina e P. zehntneri
Além disso, Van Campo & Guinet (1961) citaram que as
formas não compostas podem ser eumônades, mônades ou
pseudo-tétrades. Sorsa (1969) organizou a subfamília em
cinco grupos de acordo com a morfologia polínica, citando
como menos derivado aquele com mônades tricolpadas e
corroborou a heterogeneidade palinológica de valor taxonô-
mico importante para distinguir tribos e até mesmo gêneros.
Assim, o trabalho tem como objetivo investigar a diver-
sidade que as espécies de Mimosoideae (Leguminosae) da
caatinga do município de Mirandiba (Pernambuco) apre-
sentam em suas unidades polínicas, subsidiando pesquisas
de melissopalinologia e de ecologia da polinização, além
de fornecer informações úteis para a taxonomia do grupo.
Material e métodos
Área de estudo – O município de Mirandiba situa-se na Mesorregião de
Sertão de Pernambuco, a cerca de 500 km da capital Recife, na microrregião
de Salgueiro, fronteira norte da Depressão Sertaneja meridional. Compre-
ende uma área de 809 km², coordenada central 08°13’S e 38°43’W, altitude
variando entre 300-500 m. O clima da região é BShw’ segundo Köppen,
com chuvas concentradas de janeiro a junho e precipitação média anual de
611 mm, com estação seca prolongada e com taxas de evaporação elevadas
chegando até 2000 mm/ano. Na região são observadas áreas de formação
cristalina e sedimentar (Sampaio 1995).
A vegetação da área é uma caatinga hiper e hipoxerófi la formando
um mosaico de fi sionomias, desde campos abertos até caatinga arbórea.
Apesar de inicialmente ter sido tratada como área em estado avançado de
degradação como as cidades circunvizinhas (Córdula et al. 2008), Mirandiba
mostrou-se em ótimo estado de preservação. É considerada pelo Ministé-
rio do Meio Ambiente (2002) como área prioritária para conservação da
caatinga e isenta de investigações científi cas, chamando a atenção para a
tomada de medidas urgentes de preservação.
Segundo o levantamento de Córdula et al. (2008), as Leguminosae estão
representadas na fl ora de Mirandiba por 81 espécies, as quais constituem
25% das espécies desta família citadas para a caatinga (Queiroz 2006).
Nessa lista fl orística, as Mimosoideae estão presentes com 23 táxons em
13 gêneros, sendo seis consideradas endêmicas da caatinga (Queiroz 2006).
Os táxons Senegalia recurva (Benth.) Seigler & Ebinger, frequentemente
designada como Senegalia riparia (Kunth) Britton & Rose ex Britton &
Killip, Senegalia polyphylla (DC.) Britton & Rose, Piptadenia viridifl ora
(Kunth.) Benth. e Mimosa modesta var. ursinoides (Harms) Barneby apesar
de ocorrerem na área, não foram inclusas nas análises palinológicas pois
não foi obtido de material fértil na área de estudo.
Análises palinológicas – O material polínico analisado foi obtido a partir de
botões de espécimes coletados na área de estudo e depositadas no Herbário
UFP e os materiais adicionais foram coletados de exsicatas depositadas nos
herbários UFP, IPA e HUEFS (acrônimos conforme Holmgren & Holmgren
2006). Para cada espécie (Tab. 1), sempre que possível foram estudadas
três populações diferentes.
Para análise em microscopia óptica (MO), o material polínico foi pre-
parado pelo método padrão de acetólise (Erdtman 1960), com adaptação
apenas para redução do número de rotações para 2.100 rpm, a fi m de dimi-
nuir a dissociação das políades. Para a microscopia eletrônica de varredura
(MEV), as anteras herborizadas foram diretamente depositadas sobre stubs
para metalização. Em MO, os diâmetros das unidades polínicas foram me-
didos em 25 unidades (grãos de pólen, tétrades ou políades) aleatoriamente,
com algumas exceções em decorrência do número de grãos de pólen ser
insufi ciente. As medidas de exina (nexina e sexina) foram realizadas em
dez unidades polínicas aleatórias.
As descrições foram realizadas de acordo com a nomenclatura proposta
por Punt et al. (2007) e as lâminas depositadas na Palinoteca do Labora-
tório de Micromorfologia Vegetal (LAMIV), da Universidade Estadual de
Feira de Santana.
Resultados
Os táxons de Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em
Mirandiba têm uma variabilidade de unidades de dispersão
que possibilitou o reconhecimento de sete tipos polínicos.
Foram encontrados desde mônades, em Desmanthus per-
nambucanus (L.) Thell. e Neptunia plena (L.) Benth.; tétra-
des em espécies de Mimosa L.; políades com oito grãos de
pólen heteromórfi cos (um grão de pólen muito diferenciado
dos demais) em Calliandra depauperata Benth.; ditétrades
em espécies de Mimosa e Pityrocarpa moniliformis (Benth.)
Luckow & R.W.Jobson.; políades com 12 grãos de pólen
em Piptadenia Benth.; políades com 16 grãos de pólen nas
espécies de Anadenanthera Speg., Inga Mill., Parapipta-
denia Brenan., Pithecellobium Mart. e Senegalia Raf. e
políades com mais de 16 grãos de pólen em Chloroleucon
Britton & Rose e Pithecellobium Mart. Dentre cada tipo, as
diferenças intra-específi cas estão geralmente relacionadas à
estrutura da exina, espessura das camadas e aos elementos
de ornamentação.
Tipo 1 – caracterizado pelos grãos de pólen em mônades.
Espécies incluídas: Desmanthus pernambucanus e Nep-
tunia plena (Fig. 1-12).
Essas espécies têm grãos de pólen médios (a grandes
em N. plena), isopolares, âmbito circular a subcircular,
suboblatos a oblato-esferoidais; 3-colporados (às vezes
4-colporados em N. plena), endoabertura circular com
costa (Fig. 3, 7, 9-10), membrana apertural granulada;
exina estriada (Fig. 4-6, 10, 12). A superfície dos grãos de
pólen quando observada sob MO pode ser defi nida como
estriado-reticulada.
Tipo 2 – políades uniplanares, plano-elípticas, em forma
de gota e com oito grãos de pólen. Espécie incluída:
Calliandra depauperata (Fig. 13-18).
Políades muito grandes compostas por oito grãos de pó-
len, calimadas, ovais, assimétricas, um grão de pólen apical
elíptico, sem apêndice e com um poro na extremidade. Os
grãos de pólen centrais têm seus 4-5 poros nos pontos de
contatos com outros 2-3 grãos de pólen (Fig. 16). A exina
tem ca. 7 μm de espessura, sendo a sexina mais espessa que
a nexina, com superfície irregularmente rugulada (Fig. 18);
contudo sob MO aparece microrreticulada.
Tipo 3 – políades plano-circulares, com oito grãos centrais
(quatro em cada plano) margeados por uma crista cir-
cular composta pelos demais oito grãos de pólen é o
principal caráter distintivo deste tipo. Táxons incluídos:
Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan var. colubrina,
Inga vera Willd., Parapiptadenia zehntneri (Harms)
M.P.M. de Lima & H.C. de Lima, Pithecelobium
diversifolium Benth. e Senegalia piauhiensis (Benth.)
Seigler & Ebinger (Fig. 19-30).
As políades são de tamanho médio, grande apenas em
P. diversifolium. Há de 4-6 poros em cada grão de pólen,
situados sempre na parede de contato com outros grãos de
pólen. A exina em A. colubrina var. colubrina e P. zehntneri
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Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil56
Figuras 13-18. Grãos de pólen de Leguminosae as Mimosoideae de Mirandiba, Pernambuco, Brasil. – Tipo 2. Calliandra depauperata, 13 – vista geral, corte óptico
(MO), 14 – vista geral, superfície (MO), 15 – corte óptico, detalhe da exina (MO), 16 – detalhe de um grão central, com poros (MO), 17 – vista geral (MEV), 18 –
detalhe da superfície (MEV). Escalas: 10 μm.
Poir, Mimosa ophtalmocentra Mart. ex Benth, Pityro-
carpa moniliformis (Fig. 31-39).
Esse tipo polínico pode ser subdividido em dois sub-
tipos: 4a, no qual as políades são constituídas por duas
tétrades tetragonais unidas, ocorrem em M. arenosa (Fig.
31) e M. ophtalmocentra (Fig. 36), e o 4b com políades
com seis grãos de pólen periféricos e dois centrais, pre-
sentes em P. moniliformis (Fig. 37-39). Ambos os tipos
de políades são de tamanho pequeno, acalimadas, com
grãos de pólen (3)4(5)-porados; exina muito delgada
com camadas não diferenciadas. A superfície da exina
das póliades de P. moniliformis se destaca por apresentar
uma região mais elevada contornando a face externa de
cada grão de pólen (Fig. 39).
Tipo 5 – doze grãos de pólen constituem a políade deste
tipo. Espécie incluída: Piptadenia stipulacea (Benth.)
Ducke (Fig. 40-42).
São políades de tamanho pequeno, acalimadas, com
grãos de pólen organizados em seis periféricos e seis
(3+3) centrais, com forma variável de esférica a elíptica
(Fig. 40); cada grão é (3)4-porados, poros recobertos
por membrana fi namente granulada, exina, psilada sob
MO, é na verdade areolada, com aréolas irregularmente
fusionadas (Fig. 42).
Tipo 6 – grãos de pólen dispersos em tétrades. Táxons incluí-
dos: Mimosa invisa Mart. ex Colla., Mimosa quadrivalvis
var. leptocarpa (DC). Barneby, Mimosa sensitiva L. e
Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir. (Fig. 43-54).
Esse tipo também pode ser dividido em dois subtipos: 6a,
tétrades tetraédricas esféricas e 6b, tétrades plano-elipticas
ou plano-ovais. No primeiro subtipo estão as tétrades tetraé-
dricas muito pequenas de Mimosa sensitiva L. (Fig. 49-51),
e no segundo as tétrades das demais espécies: decussadas
romboidais pequenas em Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir.
(Fig. 52-54) e romboidais ou tetragonais pequenas em
Mimosa invisa Mart. ex Colla. (Fig. 43-45) e médias em
Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa (L.) DC. Barneby (Fig.
46-48). Os grãos de pólen são 4-porados, exina muito del-
gada (<1μm) com camadas não diferenciadas. A superfície
é irregularmente areolada, contudo em M. tenuifl ora parece
ser escabrada (Fig. 54).
Tipo 7 – políades plano-circulares (ou menos frequentemen-
te plano-elípticas) com 32 grãos de pólen, geralmente
organizados em 16 centrais e 16 periféricos, ou irregu-
larmente distribuídos. Espécies incluídas: Chloroleucon
dumosum (Benth.) G.P. Lewis, Chloroleucon foliolosum
(Benth.) G.P. Lewis e Enterolobium contortisiliqum
(Vell.) Morong. (Fig. 55-60).
As políades são grandes, calimadas, elípticas, exina
psilada (Fig. 56, 58, 80) Os grãos de pólen são angula-
perturados, 4-5 porados (Fig. 57), com poros de contorno
irregular e recobertos por membrana granular. As políades
de C. foliolosum são ligeiramente maiores que as de C.
dumosum (Tab. 1). Nas espécies deste tipo polínico, são
observadas depressões irregulares na superfície distal dos
grãos de pólen.
Figuras 13-18. Grãos de pólen de Leguminosae as Mimosoideae de Mirandiba, Pernambuco, Brasil. – Tipo 2. Calliandra depauperata, 13 – vista geral, corte óptico
(MO), 14 – vista geral, superfície (MO), 15 – corte óptico, detalhe da exina (MO), 16 – detalhe de um grão central, com poros (MO), 17 – vista geral (MEV), 18 –
detalhe da superfície (MEV). Escalas: 10 μm.
Poir, Mimosa ophtalmocentra Mart. ex Benth, Pityro-
carpa moniliformis (Fig. 31-39).
Esse tipo polínico pode ser subdividido em dois sub-
tipos: 4a, no qual as políades são constituídas por duas
tétrades tetragonais unidas, ocorrem em M. arenosa (Fig.
31) e M. ophtalmocentra (Fig. 36), e o 4b com políades
com seis grãos de pólen periféricos e dois centrais, pre-
sentes em P. moniliformis (Fig. 37-39). Ambos os tipos
de políades são de tamanho pequeno, acalimadas, com
grãos de pólen (3)4(5)-porados; exina muito delgada
com camadas não diferenciadas. A superfície da exina
das póliades de P. moniliformis se destaca por apresentar
uma região mais elevada contornando a face externa de
cada grão de pólen (Fig. 39).
Tipo 5 – doze grãos de pólen constituem a políade deste
tipo. Espécie incluída: Piptadenia stipulacea (Benth.)
Ducke (Fig. 40-42).
São políades de tamanho pequeno, acalimadas, com
grãos de pólen organizados em seis periféricos e seis
(3+3) centrais, com forma variável de esférica a elíptica
(Fig. 40); cada grão é (3)4-porados, poros recobertos
por membrana fi namente granulada, exina, psilada sob
MO, é na verdade areolada, com aréolas irregularmente
fusionadas (Fig. 42).
Tipo 6 – grãos de pólen dispersos em tétrades. Táxons incluí-
dos: Mimosa invisa Mart. ex Colla., Mimosa quadrivalvis
var. leptocarpa (DC). Barneby, Mimosa sensitiva L. e
Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir. (Fig. 43-54).
Esse tipo também pode ser dividido em dois subtipos: 6a,
tétrades tetraédricas esféricas e 6b, tétrades plano-elipticas
ou plano-ovais. No primeiro subtipo estão as tétrades tetraé-
dricas muito pequenas de Mimosa sensitiva L. (Fig. 49-51),
e no segundo as tétrades das demais espécies: decussadas
romboidais pequenas em Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir.
(Fig. 52-54) e romboidais ou tetragonais pequenas em
Mimosa invisa Mart. ex Colla. (Fig. 43-45) e médias em
Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa (L.) DC. Barneby (Fig.
46-48). Os grãos de pólen são 4-porados, exina muito del-
gada (<1μm) com camadas não diferenciadas. A superfície
é irregularmente areolada, contudo em M. tenuifl ora parece
ser escabrada (Fig. 54).
Tipo 7 – políades plano-circulares (ou menos frequentemen-
te plano-elípticas) com 32 grãos de pólen, geralmente
organizados em 16 centrais e 16 periféricos, ou irregu-
larmente distribuídos. Espécies incluídas: Chloroleucon
dumosum (Benth.) G.P. Lewis, Chloroleucon foliolosum
(Benth.) G.P. Lewis e Enterolobium contortisiliqum
(Vell.) Morong. (Fig. 55-60).
As políades são grandes, calimadas, elípticas, exina
psilada (Fig. 56, 58, 80) Os grãos de pólen são angula-
perturados, 4-5 porados (Fig. 57), com poros de contorno
irregular e recobertos por membrana granular. As políades
de C. foliolosum são ligeiramente maiores que as de C.
dumosum (Tab. 1). Nas espécies deste tipo polínico, são
observadas depressões irregulares na superfície distal dos
grãos de pólen.
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Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil58
4’. Tétrades decussadas romboidais ou tetragonais, pequenas............................................ M. invisa e M. tenuifl ora
3. Tétrades médias (≥25 μm ≤50 μm).............................................................................. M. quadrivalvis var. leptocarpa
1. Políades .............................................................................................................................................................................. 5
5. Políades com oito grãos de pólen ................................................................................................................................ 6
6. Políades simétricas, ovais .................................................................................................................................... 7
7. Políades organizadas em duas tétrades tetragonais .................................... M. arenosa e M. ophtalmocentra
7. Políades organizadas em seis grãos periféricos e dois centrais ............................................ Pt. moniliformis
6. Políades plano-elípticas, em forma de gota ................................................................................ Ca. depauperata
5. Políades com mais de oito grãos de pólen .................................................................................................................. 8
8. Políades com 16 ou mais grãos de pólen ............................................................................................................. 9
9. Políades de tamanho médio ........................................................................................................................ 10
10. Exina areolada .................................................................. A. colubrina var. colubrina e Pa. zehntneri
10’. Exina psilada ................................................................................................... I. vera, e S. piauhiensis
9. Políades de tamanho grande ........................................................................................................................ 11
11. Grãos de pólen com depressões irregulares na superfície distal ............................... E. contortisiliqum
11. Grãos de pólen sem depressões irregulares na superfície distal ........................................................ 12
12. Políades com 16 grãos de pólen ............................................................................. P. diversifolium
12. Políades com 32 grãos de pólen .................................................... Ch. dumosum e Ch. foliolosum
8. Políades com 12 grãos de pólen ...................................................................................................... Pp. stipulacea
Discussão
A heterogeneidade da morfologia polínica indicada por auto-
res anteriores (Van Campo & Guinet 1961; Guinet 1969; 1981;
Sorsa 1969) para a subfamília Mimosoideae foi corroborada com
a análise dos táxons ocorrentes na área de estudo. A característica
mais marcante é a ocorrência de diferentes tipos de unidades
de dispersão, que, de acordo com Sorsa (1969), é a principal
característica para a classifi cação palinológica desta subfamília
Em um trabalho que não utilizou métodos cladísticos,
Sorsa (1969) sugeriu que as mônades encontradas em Mi-
mosoideae representam o tipo plesiomórfi co e as políades
com 16 grãos de pólen ou mais, o tipo apomórfi co, havendo
derivações mais basais no caso das políades com grãos de
pólen heteromórfi cos (presentes em Calliandra) ou mais
apomórfi cas, como no caso das tétrades (presentes em Mimo-
sa). Com relação às mônades, presentes nesta subfamília em
gêneros como Leucaena, Prosopis, Desmanthus, Neptunia e
Pentaclethra (Guinet 1969; 1981; Sorsa 1969), estariam mais
relacionadas às Caesalpinioideae, que também têm grãos de
pólen em mônades tricolpadas (Sorsa 1969). Comparando
às análises fi logenéticas da família, a hipótese lançada por
Sorsa (1969) baseada apenas na morfologia polínica corro-
bora o posicionamento basal de Neptunia e Desmanthus e
o derivado de Inga e Chloroleucon (Wojciechowski 2004).
O gênero Neptunia foi originalmente descrito por De Can-
dolle como uma seção de Desmanthus, mas em seguida não
apenas foi aceito como gênero distinto, como ambos foram
posicionados em tribos diferentes (Windler 1966). Como visto
neste trabalho e anteriormente já citado por Sorsa (1969), os
caracteres polínicos não são informativos para a segregação
desses gêneros, pois como nas análises aqui apresentadas,
ambos os gêneros têm grãos de pólen 3-colporados e estriados.
Além da afi nidade palinológica, macromorfologicamente, as
duas espécies destacaram-se entre as Mimosoideae da fl ora de
Mirandiba por serem as únicas a apresentarem glomérulos he-
teromórfi cos como tipo de infl orescência (Córdula et al. 2008).
A espécie Calliandra depauperata também se destacou das
demais pelas políades em forma de gota e com um grão apical
diferenciado. Essa espécie foi estudada por Santos & Romão
(2008), que descreveram a morfologia polínica 21 espécies de
Calliandra ocorrentes na Bahia. Esses autores organizaram as
espécies estudadas em dois grupos: a) espécies com políade na
qual o grão apical tem um longo apêndice e b) espécies onde o
grão apical sem apêndice tem um poro na extremidade. Nesse
último tipo, os autores incluíram C. depauperata, o que também
está corroborado com os dados aqui apresentados.
As políades com 16 grãos de pólen organizadas em 8
(4+4) centrais e 8 periféricos são comumente referidas para
as tribos Acacieae, no gênero Acacia (Silvestre-Capelato &
Melhem 1997; Du Bocage et al. 2008) e para a tribo Ingeae,
incluindo os gêneros Inga e Pithecellobium (Silvestre-Cape-
lato & Melhem 1997; Caccavari & Dome 2000). Segundo
Barros (1963), as mônades que compõem as políades desses
grupos se caracterizam por serem homogêneas quanto ao
número de aberturas, não havendo diferença na quantidade
de poros presentes nas mônades do centro e da periferia das
políades, ao contrário de Chloroleucon, por exemplo.
Sorsa (1969) posicionou Anadenanthera, tribo Mimosae,
em um grupo polínico distinto do de Inga e Pithecellobium,
apesar da grande semelhança principalmente da organização
4’. Tétrades decussadas romboidais ou tetragonais, pequenas............................................ M. invisa e M. tenuifl ora
3. Tétrades médias (≥25 μm ≤50 μm).............................................................................. M. quadrivalvis var. leptocarpa
1. Políades .............................................................................................................................................................................. 5
5. Políades com oito grãos de pólen ................................................................................................................................ 6
6. Políades simétricas, ovais .................................................................................................................................... 7
7. Políades organizadas em duas tétrades tetragonais .................................... M. arenosa e M. ophtalmocentra
7. Políades organizadas em seis grãos periféricos e dois centrais ............................................ Pt. moniliformis
6. Políades plano-elípticas, em forma de gota ................................................................................ Ca. depauperata
5. Políades com mais de oito grãos de pólen .................................................................................................................. 8
8. Políades com 16 ou mais grãos de pólen ............................................................................................................. 9
9. Políades de tamanho médio ........................................................................................................................ 10
10. Exina areolada .................................................................. A. colubrina var. colubrina e Pa. zehntneri
10’. Exina psilada ................................................................................................... I. vera, e S. piauhiensis
9. Políades de tamanho grande ........................................................................................................................ 11
11. Grãos de pólen com depressões irregulares na superfície distal ............................... E. contortisiliqum
11. Grãos de pólen sem depressões irregulares na superfície distal ........................................................ 12
12. Políades com 16 grãos de pólen ............................................................................. P. diversifolium
12. Políades com 32 grãos de pólen .................................................... Ch. dumosum e Ch. foliolosum
8. Políades com 12 grãos de pólen ...................................................................................................... Pp. stipulacea
Discussão
A heterogeneidade da morfologia polínica indicada por auto-
res anteriores (Van Campo & Guinet 1961; Guinet 1969; 1981;
Sorsa 1969) para a subfamília Mimosoideae foi corroborada com
a análise dos táxons ocorrentes na área de estudo. A característica
mais marcante é a ocorrência de diferentes tipos de unidades
de dispersão, que, de acordo com Sorsa (1969), é a principal
característica para a classifi cação palinológica desta subfamília
Em um trabalho que não utilizou métodos cladísticos,
Sorsa (1969) sugeriu que as mônades encontradas em Mi-
mosoideae representam o tipo plesiomórfi co e as políades
com 16 grãos de pólen ou mais, o tipo apomórfi co, havendo
derivações mais basais no caso das políades com grãos de
pólen heteromórfi cos (presentes em Calliandra) ou mais
apomórfi cas, como no caso das tétrades (presentes em Mimo-
sa). Com relação às mônades, presentes nesta subfamília em
gêneros como Leucaena, Prosopis, Desmanthus, Neptunia e
Pentaclethra (Guinet 1969; 1981; Sorsa 1969), estariam mais
relacionadas às Caesalpinioideae, que também têm grãos de
pólen em mônades tricolpadas (Sorsa 1969). Comparando
às análises fi logenéticas da família, a hipótese lançada por
Sorsa (1969) baseada apenas na morfologia polínica corro-
bora o posicionamento basal de Neptunia e Desmanthus e
o derivado de Inga e Chloroleucon (Wojciechowski 2004).
O gênero Neptunia foi originalmente descrito por De Can-
dolle como uma seção de Desmanthus, mas em seguida não
apenas foi aceito como gênero distinto, como ambos foram
posicionados em tribos diferentes (Windler 1966). Como visto
neste trabalho e anteriormente já citado por Sorsa (1969), os
caracteres polínicos não são informativos para a segregação
desses gêneros, pois como nas análises aqui apresentadas,
ambos os gêneros têm grãos de pólen 3-colporados e estriados.
Além da afi nidade palinológica, macromorfologicamente, as
duas espécies destacaram-se entre as Mimosoideae da fl ora de
Mirandiba por serem as únicas a apresentarem glomérulos he-
teromórfi cos como tipo de infl orescência (Córdula et al. 2008).
A espécie Calliandra depauperata também se destacou das
demais pelas políades em forma de gota e com um grão apical
diferenciado. Essa espécie foi estudada por Santos & Romão
(2008), que descreveram a morfologia polínica 21 espécies de
Calliandra ocorrentes na Bahia. Esses autores organizaram as
espécies estudadas em dois grupos: a) espécies com políade na
qual o grão apical tem um longo apêndice e b) espécies onde o
grão apical sem apêndice tem um poro na extremidade. Nesse
último tipo, os autores incluíram C. depauperata, o que também
está corroborado com os dados aqui apresentados.
As políades com 16 grãos de pólen organizadas em 8
(4+4) centrais e 8 periféricos são comumente referidas para
as tribos Acacieae, no gênero Acacia (Silvestre-Capelato &
Melhem 1997; Du Bocage et al. 2008) e para a tribo Ingeae,
incluindo os gêneros Inga e Pithecellobium (Silvestre-Cape-
lato & Melhem 1997; Caccavari & Dome 2000). Segundo
Barros (1963), as mônades que compõem as políades desses
grupos se caracterizam por serem homogêneas quanto ao
número de aberturas, não havendo diferença na quantidade
de poros presentes nas mônades do centro e da periferia das
políades, ao contrário de Chloroleucon, por exemplo.
Sorsa (1969) posicionou Anadenanthera, tribo Mimosae,
em um grupo polínico distinto do de Inga e Pithecellobium,
apesar da grande semelhança principalmente da organização
Page 8
Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil60
Figuras 43-54. Grãos de pólen de Leguminosae Mimosoideae de Mirandiba, Pernambuco, Brasil. – Tipo 6. 43-45 Mimosa invisa, 43 – corte óptico (MO), 44-45 – vista
geral (MEV); 46-48 Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa, 46 – superfície (MO), 47 – vista frontal (MEV), 48 – vista lateral (MEV); 49-51 Mimosa sensitiva, 49 –
corte óptico (MO), 50 e 51 – vista geral (MEV); 52-54 Mimosa tenuifl ora, 52 – corte óptico (MO), 53 – vista lateral (MEV), 54 – vista frontal (MEV). Escalas: 5 μm.
de utilidade na separação de suas seções e séries. Da mesma
forma, Piptadenia também é considerado euripolínico e com
grupos facilmente distintos a partir da morfologia polínica
(Caccavari 1987; 2002).
Além da estrutura das unidades polínicas, Sorsa (1969)
ressalta que os caracteres de estrutura de parede e forma das
aberturas também são relevantes para a palinotaxonomia
de Mimosoideae. Recentemente, Santos & Romão (2008)
corroboraram Sorsa (1969) ao indicarem diferenças na
superfície da ectexina e na estrutura da exina para dife-
rentes grupos de espécies de Calliandra. Niezgoda et al.
(1983), ao estudarem a ultraestrutura da parede de algumas
Figuras 43-54. Grãos de pólen de Leguminosae Mimosoideae de Mirandiba, Pernambuco, Brasil. – Tipo 6. 43-45 Mimosa invisa, 43 – corte óptico (MO), 44-45 – vista
geral (MEV); 46-48 Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa, 46 – superfície (MO), 47 – vista frontal (MEV), 48 – vista lateral (MEV); 49-51 Mimosa sensitiva, 49 –
corte óptico (MO), 50 e 51 – vista geral (MEV); 52-54 Mimosa tenuifl ora, 52 – corte óptico (MO), 53 – vista lateral (MEV), 54 – vista frontal (MEV). Escalas: 5 μm.
de utilidade na separação de suas seções e séries. Da mesma
forma, Piptadenia também é considerado euripolínico e com
grupos facilmente distintos a partir da morfologia polínica
(Caccavari 1987; 2002).
Além da estrutura das unidades polínicas, Sorsa (1969)
ressalta que os caracteres de estrutura de parede e forma das
aberturas também são relevantes para a palinotaxonomia
de Mimosoideae. Recentemente, Santos & Romão (2008)
corroboraram Sorsa (1969) ao indicarem diferenças na
superfície da ectexina e na estrutura da exina para dife-
rentes grupos de espécies de Calliandra. Niezgoda et al.
(1983), ao estudarem a ultraestrutura da parede de algumas
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Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil62
Espécies [unidade polínica]/Espécimes DMa Dma Exina Sexina Nexina
Inga vera Willd. [P16]
E. Córdula 263 (31,2) 35,8 (41,4) (31,2) 31,5 (36,1) 2,5 1,5 1,0
Mimosa arenosa (Willd) Poir. [P8m]
E. Córdula 301 (12,5) 13,7 (14,4) (9,6) 10,1 (10,6) <1 - -
J.S. Silva 196 (12,5) 13,9 (15,4) (9,6) 10,1 (11,5) <1 - -
Y. Melo 186 (12,5) 13,7 (15,4) (8,7) 9,8 (10,6) <1 - -
Mimosa invisa Mart. ex Colla [T]
E. Córdula 83 (22,1) 23,4 (25,9) (16,3) 18,4 (20,2) 1,1 - -
E. Córdula 272 (22,1) 23,6 (25,0) (16,3) 17,9 (19,2) 1,4 - -
Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth. [P8m]
L.C.L. Lima 180 (13,4) 14,2 (14,4) (9,6) 10,1 (10,6) <1 - -
M.F. Simon 701 (13,4) 13,6 (14,4) (9,6) 9,8 (10,6) <1 - -
L.P. de Queiroz 9521 (12,5) 13,1 (13,4) (8,6) 9,6 (10,6) <1 - -
Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa (DC.) Barneby [T]
D.A.Araújo 207 (33,3) 37,4 (40,5) (23,8) 28,9 (31,0) 1,2 0,6 0,6
E. Córdula 30 (33,6) 36,2 (38,4) (27,8) 30,1 (30,7) 1,2 0,6 0,6
E. Córdula 275 (35,5) 36,9 (40,3) (27,8) 31,0 (35,5) 1,0 0,5 0,5
Mimosa sensitiva L. [T]
Y. Melo 182 (7,7) 8,8 (9,6) - <1 - -
E. Córdula 266 (7,7) 8,5 (9,6) - <1 - -
E. Córdula 11 (7,7) 8,9 (9,6) - <1 - -
Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir. [T]
M.T. Vital 87 (16,6) 21,2 (23,8) (14,3) 15,7 (19,0) 1,0 - -
E. Córdula 186 (18,2) 20,7 (24,0) (13,4) 14,7 (13,3) 1,0 - -
L.P. de Queiroz 7874 (18,2) 21,4 (23,8) (14,3) 15,2 (13,3) 1,0 - -
Neptunia plena (L.) Benth. [M]
E. Córdula 288 (50,0) 56,2 (71,4)b (54,7) 61,6 (71,4)c 5,3 3,6 1,7
Y. Melo 161 (59,5) 61,7 (66,7)b (61,8) 68,1 (73,8)c 5,6 3,6 2,0
L.P. de Queiroz 4831 (52,4) 57,4 (59,5)b (64,3) 69,2 (73,8)c 5,1 3,6 1,5
Parapiptadenia zehntneri (Harms) M.P.M.
de Lima & H.C. de Lima [P16]
J.R.Lemos 262 (23,8) 28,5 (30,9) - 1,1 - -
G.P. Silva s.n. (HUEFS 72632) (26,2) 31,1 (35,7) - 1,3 - -
G.P. Silva s.n. (HUEFS 11729) (23,8) 27,2 (33,3) - 1,1 - -
Piptadenia stipulacea (Benth.) Ducke [P12]
J.S.Silva 166 (21,2) 23,2 (25,0) (17,5) 19,5 (21,2) 1,0 - -
E. Córdula 261 (22,5) 24,2 (27,5) (17,5) 19,4 (21,2) 1,0 - -
Y. Melo 183 (23,8) 26,0 (30,0) (17,5) 19,2 (21,2) 1,0 - -
Pithecelobium diversifolium Benth. [P16]
E. Córdula 208 (76,2) 79,9 (83,3) (69,0) 71,4 (73,8) 2,0 1,0 1,0
L.P. de Queiroz 9903 (71,4) 75,5 (83,3) - 2,0 1,0 1,0
A.M. Carvalho 3877 (66,7) 73,2 (76,2) - 2,0 1,0 1,0
Pityrocarpa moniliformis (Benth.) Luckow & R.W.Jobson [P8m]
M.T. Vital 72 (18,2) 19,7 (21,1) (13,4) 14,7 (15,4) 1,0 - -
E. Córdula 24 (17,3) 18,7 (21,1) (13,4) 14,1 (15,4) 1,0 - -
L.L. Silva 219 (18,2) 20,4 (22,1) (13,4) 14,8 (15,4) 1,0 - -
Continua
Tabela 1. Continuação
Espécies [unidade polínica]/Espécimes DMa Dma Exina Sexina Nexina
Inga vera Willd. [P16]
E. Córdula 263 (31,2) 35,8 (41,4) (31,2) 31,5 (36,1) 2,5 1,5 1,0
Mimosa arenosa (Willd) Poir. [P8m]
E. Córdula 301 (12,5) 13,7 (14,4) (9,6) 10,1 (10,6) <1 - -
J.S. Silva 196 (12,5) 13,9 (15,4) (9,6) 10,1 (11,5) <1 - -
Y. Melo 186 (12,5) 13,7 (15,4) (8,7) 9,8 (10,6) <1 - -
Mimosa invisa Mart. ex Colla [T]
E. Córdula 83 (22,1) 23,4 (25,9) (16,3) 18,4 (20,2) 1,1 - -
E. Córdula 272 (22,1) 23,6 (25,0) (16,3) 17,9 (19,2) 1,4 - -
Mimosa ophthalmocentra Mart. ex Benth. [P8m]
L.C.L. Lima 180 (13,4) 14,2 (14,4) (9,6) 10,1 (10,6) <1 - -
M.F. Simon 701 (13,4) 13,6 (14,4) (9,6) 9,8 (10,6) <1 - -
L.P. de Queiroz 9521 (12,5) 13,1 (13,4) (8,6) 9,6 (10,6) <1 - -
Mimosa quadrivalvis var. leptocarpa (DC.) Barneby [T]
D.A.Araújo 207 (33,3) 37,4 (40,5) (23,8) 28,9 (31,0) 1,2 0,6 0,6
E. Córdula 30 (33,6) 36,2 (38,4) (27,8) 30,1 (30,7) 1,2 0,6 0,6
E. Córdula 275 (35,5) 36,9 (40,3) (27,8) 31,0 (35,5) 1,0 0,5 0,5
Mimosa sensitiva L. [T]
Y. Melo 182 (7,7) 8,8 (9,6) - <1 - -
E. Córdula 266 (7,7) 8,5 (9,6) - <1 - -
E. Córdula 11 (7,7) 8,9 (9,6) - <1 - -
Mimosa tenuifl ora (Willd.) Poir. [T]
M.T. Vital 87 (16,6) 21,2 (23,8) (14,3) 15,7 (19,0) 1,0 - -
E. Córdula 186 (18,2) 20,7 (24,0) (13,4) 14,7 (13,3) 1,0 - -
L.P. de Queiroz 7874 (18,2) 21,4 (23,8) (14,3) 15,2 (13,3) 1,0 - -
Neptunia plena (L.) Benth. [M]
E. Córdula 288 (50,0) 56,2 (71,4)b (54,7) 61,6 (71,4)c 5,3 3,6 1,7
Y. Melo 161 (59,5) 61,7 (66,7)b (61,8) 68,1 (73,8)c 5,6 3,6 2,0
L.P. de Queiroz 4831 (52,4) 57,4 (59,5)b (64,3) 69,2 (73,8)c 5,1 3,6 1,5
Parapiptadenia zehntneri (Harms) M.P.M.
de Lima & H.C. de Lima [P16]
J.R.Lemos 262 (23,8) 28,5 (30,9) - 1,1 - -
G.P. Silva s.n. (HUEFS 72632) (26,2) 31,1 (35,7) - 1,3 - -
G.P. Silva s.n. (HUEFS 11729) (23,8) 27,2 (33,3) - 1,1 - -
Piptadenia stipulacea (Benth.) Ducke [P12]
J.S.Silva 166 (21,2) 23,2 (25,0) (17,5) 19,5 (21,2) 1,0 - -
E. Córdula 261 (22,5) 24,2 (27,5) (17,5) 19,4 (21,2) 1,0 - -
Y. Melo 183 (23,8) 26,0 (30,0) (17,5) 19,2 (21,2) 1,0 - -
Pithecelobium diversifolium Benth. [P16]
E. Córdula 208 (76,2) 79,9 (83,3) (69,0) 71,4 (73,8) 2,0 1,0 1,0
L.P. de Queiroz 9903 (71,4) 75,5 (83,3) - 2,0 1,0 1,0
A.M. Carvalho 3877 (66,7) 73,2 (76,2) - 2,0 1,0 1,0
Pityrocarpa moniliformis (Benth.) Luckow & R.W.Jobson [P8m]
M.T. Vital 72 (18,2) 19,7 (21,1) (13,4) 14,7 (15,4) 1,0 - -
E. Córdula 24 (17,3) 18,7 (21,1) (13,4) 14,1 (15,4) 1,0 - -
L.L. Silva 219 (18,2) 20,4 (22,1) (13,4) 14,8 (15,4) 1,0 - -
Continua
Tabela 1. Continuação
Page 11
Acta bot. bras. 24(1): 53-64. 2010. 63
Mimosoideae, consideraram as políades de Enterolobium
contortisiliquum, espécie aqui estudada também, como
parcialmente calimadas com a ectexina contínua ao redor
dos grãos de pólen, característica essa considerada como
derivada por Guinet (1969).
Em Mirandiba, as espécies de Chloroleucon e Enterolo-
bium podem ser agrupadas pela presença de políades com
mais de 16 grãos de pólen. Esse último gênero foi estudado
por Sorsa (1969) que o incluiu no grupo considerado como
mais derivado na subfamília. Em ambos os gêneros, são
encontradas políades com 16 a 32 grãos de pólen, caracte-
rística comum a outros gêneros da tribo Ingeae (Niezgoda
et al. 1983; Caccavari & Dome 2000).
Diante dos resultados, as espécies de Mimosoideae
ocorrentes em Mirandiba são amplamente diversas pali-
nologicamente, retratando toda a variedade de formas já
tão bem explorada na subfamília, e os tipos estabelecidos
auxiliam no fácil reconhecimento das espécies que ocorrem
na área de estudo.
Agradecimentos
À Msc. Elisabeth Córdula e ao Prof. Dr. Luciano Paganucci de Queiroz
pela identifi cação das espécies; à MSc. Gisele P. Rocha pela obtenção
das eletromicrografi as; à CAPES pela concessão da Bolsa de Mestrado
da primeira autora; ao CNPq pela concessão de Bolsa de Produtividade
Científi ca ao segundo autor; à Fundação O Boticário pelo fi nanciamento
do Projeto Flora de Mirandiba.
Referências bibliográfi cas
Barros, M.M. 1963. Contribuição ao estudo das políades polínicas em
Leguminosae-Mimosoideae. Atas da Sociedade de Biologia do Rio
de Janeiro 7: 1-11.
Du Bocage, A.L.; Souza, M.A.; Miotto, T.S. & Gonçalves-Esteves,
V. 2008. Palinotaxonomia de espécies de Acacia (Leguminosae
– Mimosoideae) no semi-árido brasileiro. Rodriguésia 59(3):
587-596.
Caccavari, M.A. 1985. Granos de pólen de leguminosas de la Argentina.
IV - Gênero Mimosa. Boletín de la Sociedad Argentina de Botánica
24: 151-167.
Caccavari, M.A. 1986. Estudio de los caracteres del polen en las Mimosa
– Lepidotae. Pollen et Spores 18: 29-42.
Caccavari, M.A. 1987. Estudio de los granos de polen en las Mimosa –
Glanduliferae. Actas del VII Simposio Argentino de Paleobotánica
y Palinología, Buenos Aires: 141-145.
Caccavari, M.A. 2002. Pollen morphology and structure of Tropical and
Subtropical American genera of the Piptadenia-group (Leguminosae:
Mimosoideae). Grana 41: 130-141.
Caccavari, M.A. & Dome, E. 2000. An account of morphological and
structural characterization of American Mimosoideae pollen. Part I:
Tribe Acacieae. Palynology 24: 231-248.
Van Campo, M. & Guinet, P. 1961. Les pollens composes. L’exemple des
Mimosacees. Pollen et Spores 3: 201-218.
Córdula, E.; Queiroz, L.P. & Alves, M. 2008. Checklist da flora de
Mirandiba, Pernambuco: Leguminosae. Rodriguésia 59: 597-602.
Erdtman, G. 1960. The acetolysis method. A revised description. Svensk
Botanisk Tidskrift 39: 561-564.
Giulietti, A.M.; Harley, R.M.; Queiroz, L.P.; Barbosa, M.R.V.; Bocage,
A.L. & Figueiredo, M.A. 2002. Espécies endêmicas da Caatinga. In:
Sampaio, E.V.S.B.; Giulietti, A.M.; Virgínio, J. & Gamarra-Rojas,
C.F.L. (Eds.) Vegetação e Flora da Caatinga. Recife, Associação
Plantas do Nordeste.
Guinet, Ph. 1969. Lês Mimosacées – Étude de palynologie fondamentale
corrélations, évolution. Travaux de la Section Scientifique et
Technique 9: 32-261.
Guinet, Ph. 1981. Comparative account of pollen characters in the
Leguminosae. Pp. 789-799.In: Polhill, R.M. & Raven, P.H. (ed.).
Advances in Legume Systematics - part 2. Kew, Royal Botanic
Gardens.
Holmgren, P.K. & Holmgren, N.H. 2006. Index Herbariorum. New York
Botanical Garden. Disponível em: http://sciweb.nybg.org/science2/
IndexHerbariorum.asp (Acesso em: 15 jul. 2008).
Jobson, R.W. & Luckow, M. 2007. Phylogenetic study of the genus
Piptadenia (Mimosoideae: Leguminosae) using plastid trnL-F and
trnK/matK sequence data. Systematic Botany 32: 569-575.
Judd, W.S.; Campbell, C.S.; Kellogg, E.A. & Stevens, P.F. 1999. Plant
Systematics, a Phylogenetic Approach. Suderland, Sinauer
Associates, Inc.
Kunth, K.S. 1819 [-1824]. Mimoses et autres plantes légumineuses du
Nouveau Continent. Recueillies par MM. de Humboldt et Bonpland,
décrites et publiées par Charles Sigismund Kunth. vol. 2.
Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Kew, Royal Botanic Gardens.
Lima, L.C.L.; Silva, F.H.M. & Santos, F.A.R. 2008. Palinologia de espécies
de Mimosa L. (Leguminosae – Mimosoideae) do Semi-Árido brasileiro.
Acta Botanica Brasilica 22: 794-805.
Melhem, T.S.A.; Cruz-Barros, M.A.V.; Corrêa, A.M.S.; Makino-Watanabe,
H.; Silvestre-Capelato, M.S.F. & Esteves, V.L.G. 2003. Variabilidade
polínica em plantas de Campos do Jordão (São Paulo, Brasil). Boletim
do Instituto de Botânica 16: 1-104.
Ministério do Meio Ambiente - MMA/SBF. 2002. Avaliação e Ações
Prioritárias para a conservação da Biodiversidade da Caatinga.
Brasilia, UFPE/FADE/Conservation Internacional do Brasil/Fundação
Biodiversitas/Semi-Árido.
Von Mohl H. 1835. Sur la structure et lês formes des grains de pollen.
Annales des Sciences Naturelles - Botanique 2: 148-181.
Niezgoda, C.J.; Feuer, S.M. &Nevling, L.I. 1983. Pollen ultraestructure of
the tribe Ingeae (Mimosoideae: Leguminosae). American Journal of
Botany 70: 650-667.
Punt, W.; Hoen, P.P.; Blackmore, S.; Nilsson, S. & Le Thomas, A. 2007.
Glossary of pollen and spores terminology. Review of Paleobotany
and Palynology 143: 1-81.
Queiroz, L.P. 2006. The Brazilian Caatinga: Phytogeographical Patterns
Inferred From Distribution Data of the Leguminosae. Pp. 113-149.
In: Pennington, R.T.; Lewis, G.P. & Ratter, J.A. (Eds.). Neotropical
savannas and dry forests: plant diversity, biogeography, and
conservation. Boca Raton, Taylor & Francis CRC-Press.
Rosanoff, S. 1865. Zur Kenntniss des Baues und der Entwicklungsgeschichte
des Pollens der Mimoseae. Jahrbücher für wissenschaftliche Botanik
4: 441-450.
Sampaio, E.V.S.B. 1995. Overview of the Brazilian Caatinga. In: Bullock,
S.H.; Mooney, H. A. & Medina, E. (Eds.). Seasonally dry tropical
forests. Cambridge, Cambridge University Press.
Espécies [unidade polínica]/Espécimes DMa Dma Exina Sexina Nexina
Senegalia piauhiensis (Benth.) Seigler & Ebinger [P16]
E. Córdula 43 (40,0) 43,2 (46,0) (36,0) 40,7 (45,0) 1,8 0,9 0,9
E. Córdula 212 (35,7) 38,2 (42,8) - 2,0 1,0 1,0
a Média (faixa de variação); b Diâmetro polar; c Diâmetro equatorial.
Tabela 1. Continuação
Mimosoideae, consideraram as políades de Enterolobium
contortisiliquum, espécie aqui estudada também, como
parcialmente calimadas com a ectexina contínua ao redor
dos grãos de pólen, característica essa considerada como
derivada por Guinet (1969).
Em Mirandiba, as espécies de Chloroleucon e Enterolo-
bium podem ser agrupadas pela presença de políades com
mais de 16 grãos de pólen. Esse último gênero foi estudado
por Sorsa (1969) que o incluiu no grupo considerado como
mais derivado na subfamília. Em ambos os gêneros, são
encontradas políades com 16 a 32 grãos de pólen, caracte-
rística comum a outros gêneros da tribo Ingeae (Niezgoda
et al. 1983; Caccavari & Dome 2000).
Diante dos resultados, as espécies de Mimosoideae
ocorrentes em Mirandiba são amplamente diversas pali-
nologicamente, retratando toda a variedade de formas já
tão bem explorada na subfamília, e os tipos estabelecidos
auxiliam no fácil reconhecimento das espécies que ocorrem
na área de estudo.
Agradecimentos
À Msc. Elisabeth Córdula e ao Prof. Dr. Luciano Paganucci de Queiroz
pela identifi cação das espécies; à MSc. Gisele P. Rocha pela obtenção
das eletromicrografi as; à CAPES pela concessão da Bolsa de Mestrado
da primeira autora; ao CNPq pela concessão de Bolsa de Produtividade
Científi ca ao segundo autor; à Fundação O Boticário pelo fi nanciamento
do Projeto Flora de Mirandiba.
Referências bibliográfi cas
Barros, M.M. 1963. Contribuição ao estudo das políades polínicas em
Leguminosae-Mimosoideae. Atas da Sociedade de Biologia do Rio
de Janeiro 7: 1-11.
Du Bocage, A.L.; Souza, M.A.; Miotto, T.S. & Gonçalves-Esteves,
V. 2008. Palinotaxonomia de espécies de Acacia (Leguminosae
– Mimosoideae) no semi-árido brasileiro. Rodriguésia 59(3):
587-596.
Caccavari, M.A. 1985. Granos de pólen de leguminosas de la Argentina.
IV - Gênero Mimosa. Boletín de la Sociedad Argentina de Botánica
24: 151-167.
Caccavari, M.A. 1986. Estudio de los caracteres del polen en las Mimosa
– Lepidotae. Pollen et Spores 18: 29-42.
Caccavari, M.A. 1987. Estudio de los granos de polen en las Mimosa –
Glanduliferae. Actas del VII Simposio Argentino de Paleobotánica
y Palinología, Buenos Aires: 141-145.
Caccavari, M.A. 2002. Pollen morphology and structure of Tropical and
Subtropical American genera of the Piptadenia-group (Leguminosae:
Mimosoideae). Grana 41: 130-141.
Caccavari, M.A. & Dome, E. 2000. An account of morphological and
structural characterization of American Mimosoideae pollen. Part I:
Tribe Acacieae. Palynology 24: 231-248.
Van Campo, M. & Guinet, P. 1961. Les pollens composes. L’exemple des
Mimosacees. Pollen et Spores 3: 201-218.
Córdula, E.; Queiroz, L.P. & Alves, M. 2008. Checklist da flora de
Mirandiba, Pernambuco: Leguminosae. Rodriguésia 59: 597-602.
Erdtman, G. 1960. The acetolysis method. A revised description. Svensk
Botanisk Tidskrift 39: 561-564.
Giulietti, A.M.; Harley, R.M.; Queiroz, L.P.; Barbosa, M.R.V.; Bocage,
A.L. & Figueiredo, M.A. 2002. Espécies endêmicas da Caatinga. In:
Sampaio, E.V.S.B.; Giulietti, A.M.; Virgínio, J. & Gamarra-Rojas,
C.F.L. (Eds.) Vegetação e Flora da Caatinga. Recife, Associação
Plantas do Nordeste.
Guinet, Ph. 1969. Lês Mimosacées – Étude de palynologie fondamentale
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Technique 9: 32-261.
Guinet, Ph. 1981. Comparative account of pollen characters in the
Leguminosae. Pp. 789-799.In: Polhill, R.M. & Raven, P.H. (ed.).
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Gardens.
Holmgren, P.K. & Holmgren, N.H. 2006. Index Herbariorum. New York
Botanical Garden. Disponível em: http://sciweb.nybg.org/science2/
IndexHerbariorum.asp (Acesso em: 15 jul. 2008).
Jobson, R.W. & Luckow, M. 2007. Phylogenetic study of the genus
Piptadenia (Mimosoideae: Leguminosae) using plastid trnL-F and
trnK/matK sequence data. Systematic Botany 32: 569-575.
Judd, W.S.; Campbell, C.S.; Kellogg, E.A. & Stevens, P.F. 1999. Plant
Systematics, a Phylogenetic Approach. Suderland, Sinauer
Associates, Inc.
Kunth, K.S. 1819 [-1824]. Mimoses et autres plantes légumineuses du
Nouveau Continent. Recueillies par MM. de Humboldt et Bonpland,
décrites et publiées par Charles Sigismund Kunth. vol. 2.
Lewis, G.P. 1987. Legumes of Bahia. Kew, Royal Botanic Gardens.
Lima, L.C.L.; Silva, F.H.M. & Santos, F.A.R. 2008. Palinologia de espécies
de Mimosa L. (Leguminosae – Mimosoideae) do Semi-Árido brasileiro.
Acta Botanica Brasilica 22: 794-805.
Melhem, T.S.A.; Cruz-Barros, M.A.V.; Corrêa, A.M.S.; Makino-Watanabe,
H.; Silvestre-Capelato, M.S.F. & Esteves, V.L.G. 2003. Variabilidade
polínica em plantas de Campos do Jordão (São Paulo, Brasil). Boletim
do Instituto de Botânica 16: 1-104.
Ministério do Meio Ambiente - MMA/SBF. 2002. Avaliação e Ações
Prioritárias para a conservação da Biodiversidade da Caatinga.
Brasilia, UFPE/FADE/Conservation Internacional do Brasil/Fundação
Biodiversitas/Semi-Árido.
Von Mohl H. 1835. Sur la structure et lês formes des grains de pollen.
Annales des Sciences Naturelles - Botanique 2: 148-181.
Niezgoda, C.J.; Feuer, S.M. &Nevling, L.I. 1983. Pollen ultraestructure of
the tribe Ingeae (Mimosoideae: Leguminosae). American Journal of
Botany 70: 650-667.
Punt, W.; Hoen, P.P.; Blackmore, S.; Nilsson, S. & Le Thomas, A. 2007.
Glossary of pollen and spores terminology. Review of Paleobotany
and Palynology 143: 1-81.
Queiroz, L.P. 2006. The Brazilian Caatinga: Phytogeographical Patterns
Inferred From Distribution Data of the Leguminosae. Pp. 113-149.
In: Pennington, R.T.; Lewis, G.P. & Ratter, J.A. (Eds.). Neotropical
savannas and dry forests: plant diversity, biogeography, and
conservation. Boca Raton, Taylor & Francis CRC-Press.
Rosanoff, S. 1865. Zur Kenntniss des Baues und der Entwicklungsgeschichte
des Pollens der Mimoseae. Jahrbücher für wissenschaftliche Botanik
4: 441-450.
Sampaio, E.V.S.B. 1995. Overview of the Brazilian Caatinga. In: Bullock,
S.H.; Mooney, H. A. & Medina, E. (Eds.). Seasonally dry tropical
forests. Cambridge, Cambridge University Press.
Espécies [unidade polínica]/Espécimes DMa Dma Exina Sexina Nexina
Senegalia piauhiensis (Benth.) Seigler & Ebinger [P16]
E. Córdula 43 (40,0) 43,2 (46,0) (36,0) 40,7 (45,0) 1,8 0,9 0,9
E. Córdula 212 (35,7) 38,2 (42,8) - 2,0 1,0 1,0
a Média (faixa de variação); b Diâmetro polar; c Diâmetro equatorial.
Tabela 1. Continuação
Page 12
Buril et al.: Diversidade polínica das Mimosoideae (Leguminosae) ocorrentes em uma área de caatinga, Pernambuco, Brasil64
Sampaio, E.V.S.B; Giulietti, A.M.; Virgínio, J. & Gamarra-Rojas, C. (orgs.).
2002. Vegetação e Flora da Caatinga. Associação de Plantas do Nordeste
(APNE) e Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), Recife.
Santos, F.A.R. & Romão, C.O. 2008. Pollen morphology of some species
of Calliandra Benth. (Leguminosae – Mimosoideae) from Bahia,
Brazil. Grana 47: 101-116.
Silvestre-Capelato, M.S.F. & Melhem, T.S. 1997. Flora polínica da reserva
do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (São Paulo, Brasil) família:
Leguminosae. Hoehnea 24: 115-163.
Simpson, M.G. 2006. Plant Systematics. Amsterdam, Elsevier-Academic
Press.
Smith, N.; Mori, S.A.; Henderson, A.; Stevenson, D.W. & Heald, S.V. 2004.
Flowering Plants of the Neotropics. New York, New York Botanical
Garden, Princeton University Press. p. 151-156.
Sorsa, P. 1969. Pollen morphological studies on the Mimosaceae. Annales
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Souza, V.C. & Lorenzi, H. 2005. Botânica Sistemática: Guia ilustrado
para identificação das famílias de Angiospermas da flora
brasileira, baseado em APG II. Nova Odessa, Instituto Plantarum.
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Vishnu-Mitre & Sharma, B.D. 1962. Studies of Indian pollen grains. 1 -
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Windler, D.R. 1966. A revision of the genus Neptunia (Leguminosae).
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Wojciechowski, M.F.; Lavin, M. & Sanderson, M.J. 2004. A phylogeny of
Legumes (Leguminosae) based on analysis of the plastid MATK gene
resolves many well-supported subclades within the family. American
Journal of Botany 9: 1846-1862.
Versão eletrônica do artigo em www.scielo.br/abb e http://www.botanica.org.br/acta/ojs
Sampaio, E.V.S.B; Giulietti, A.M.; Virgínio, J. & Gamarra-Rojas, C. (orgs.).
2002. Vegetação e Flora da Caatinga. Associação de Plantas do Nordeste
(APNE) e Centro Nordestino de Informações sobre Plantas (CNIP), Recife.
Santos, F.A.R. & Romão, C.O. 2008. Pollen morphology of some species
of Calliandra Benth. (Leguminosae – Mimosoideae) from Bahia,
Brazil. Grana 47: 101-116.
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do Parque Estadual das Fontes do Ipiranga (São Paulo, Brasil) família:
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Versão eletrônica do artigo em www.scielo.br/abb e http://www.botanica.org.br/acta/ojs
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