Resenha do Livro Qualidade de Vida e Desenvolvimento Econômico Sustentável em Santos
eGesta Revista Eletrônica de Gestão de Negócios (2007)
- ISSN: 18090079
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Abstract
HADDAD FILHO, Elias Salim. Qualidade de vida e desenvolvimento econômico sustentável em Santos. Santos: Leopoldianum, 2007, 112 p.
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Resenha do Livro Qualidade de Vida e Desenvolvimento Econômico Sustentável em Santos
Resenha, José Alberto Carvalho dos Santos Claro
eGesta, v. 3, n. 4, out.-dez./2007, p.
eGesta - Revista Eletrônica de Gestão de Negócios - ISSN 1809-0079
Mestrado em Gestão de Negócios - Universidade Católica de Santos
Facultade de Ciencias Económicas e Empresariais - Universidade de Santiago de Compostela
1
QUALIDADE DE VIDA E DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO SUSTENTÁVEL EM SANTOS
HADDAD FILHO, Elias Salim. Qualidade de vida e desenvolvimento econômico sustentável
em Santos. Santos: Leopoldianum, 2007, 112 p.
A Cidade de Santos é uma questão de amor à primeira vista. Quando alguém, pela
primeira vez, a observa do alto da pista mais nova da Rodovia dos Imigrantes, inicia-se ali
uma relação, no mínimo, eterna, permitam-me afirmar. A beleza das praias, a orla coroada de
prédios, representam um passado pujante e uma perspectiva de futuro interessante para quem
nela resolveu morar.
É sobre esta perspectiva que o livro de Elias Salim Haddad Filho, lançado em 2007 pela
Editora Universitária Leopoldianum, tenta se apoiar. Olhar de um morador sob a óptica de um
pesquisador. Como imigrante português que, em 1979, chegou a esta terra, compartilho deste
olhar e, também como pesquisador e docente, espero que algumas das questões abordadas na
publicação se tornem fato, e que um desenvolvimento sustentável, aliado a uma qualidade de
vida, reforcem o futuro deste município que sempre representou a vanguarda de um país
continental.
Ao ler este livro percebi que aprenderia mais sobre a cidade de Santos. De uma forma
objetiva e clara, o autor introduz alguns dados que suscitam a preocupação com relação ao
futuro, não da região, mas sim de todo o planeta.
O autor é bacharel em Administração de Empresas e mestre em Gestão de Negócios
pela UNISANTOS e leciona as disciplinas da área de Marketing, desde 2000, na
UNISANTOS e Unimes. O livro em questão é resultado de sua dissertação de mestrado
eGesta, v. 3, n. 4, out.-dez./2007, p.
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Mestrado em Gestão de Negócios - Universidade Católica de Santos
Facultade de Ciencias Económicas e Empresariais - Universidade de Santiago de Compostela
1
QUALIDADE DE VIDA E DESENVOLVIMENTO
ECONÔMICO SUSTENTÁVEL EM SANTOS
HADDAD FILHO, Elias Salim. Qualidade de vida e desenvolvimento econômico sustentável
em Santos. Santos: Leopoldianum, 2007, 112 p.
A Cidade de Santos é uma questão de amor à primeira vista. Quando alguém, pela
primeira vez, a observa do alto da pista mais nova da Rodovia dos Imigrantes, inicia-se ali
uma relação, no mínimo, eterna, permitam-me afirmar. A beleza das praias, a orla coroada de
prédios, representam um passado pujante e uma perspectiva de futuro interessante para quem
nela resolveu morar.
É sobre esta perspectiva que o livro de Elias Salim Haddad Filho, lançado em 2007 pela
Editora Universitária Leopoldianum, tenta se apoiar. Olhar de um morador sob a óptica de um
pesquisador. Como imigrante português que, em 1979, chegou a esta terra, compartilho deste
olhar e, também como pesquisador e docente, espero que algumas das questões abordadas na
publicação se tornem fato, e que um desenvolvimento sustentável, aliado a uma qualidade de
vida, reforcem o futuro deste município que sempre representou a vanguarda de um país
continental.
Ao ler este livro percebi que aprenderia mais sobre a cidade de Santos. De uma forma
objetiva e clara, o autor introduz alguns dados que suscitam a preocupação com relação ao
futuro, não da região, mas sim de todo o planeta.
O autor é bacharel em Administração de Empresas e mestre em Gestão de Negócios
pela UNISANTOS e leciona as disciplinas da área de Marketing, desde 2000, na
UNISANTOS e Unimes. O livro em questão é resultado de sua dissertação de mestrado
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defendida em 2004, sob orientação do Prof. Dr. Francisco Antonio Serralvo, a primeira do
Programa de Mestrado em Gestão de Negócios da UNISANTOS, desde a sua criação.
Na primeira frase do primeiro parágrafo da Introdução, Haddad Filho já nos coloca
algumas questões, que ele próprio tentará responder por todo o livro: “Como estamos vivendo
nos dias de hoje? O contexto que nos cerca está adequado para que possamos viver bem?
Estamos preservando o nosso habitat natural?” (pág. 11).
Estaria o autor apenas nos inquirindo? Com a continuidade da leitura percebemos que
ele aborda as possibilidades que Santos oferece a quem nela mora e a quem a procura para
lazer, turismo, negócios. Ele confirma a idéia de que podemos obter emprego e renda em
nosso município, sem com isso eliminar a qualidade de vida que tanto almejamos.
Além de pesquisa bibliográfica profunda e a aplicação de um questionário com o
objetivo de “conhecer a percepção que os respondentes têm da qualidade de vida da cidade
em que moram, no caso São Paulo, e da qualidade de vida da cidade de Santos, bem como a
intencionalidade de cada um no processo de escolha do local onde viver” (pág. 16), Haddad
Filho discute, no decorrer da publicação, aspectos relativos à infra-estrutura urbana e outros
indicadores de qualidade de vida.
O Capítulo 1 – Desenvolvimento Sustentável - traz uma linha do tempo com a evolução
dos aspectos tecnológicos e produtivos e sua relação com a humanidade. Nesta etapa, o autor
demonstra a relação entre desenvolvimento econômico e impacto ambiental. Ou seja, uma
suposta melhoria de vida decorrente do consumo, mas que hoje nos força a começar a pagar a
conta por anos de exploração da natureza e de seus recursos escassos.
Neste mesmo capítulo, Haddad Filho traz diversos dados sobre desenvolvimento
sustentável e também dados relatados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –
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defendida em 2004, sob orientação do Prof. Dr. Francisco Antonio Serralvo, a primeira do
Programa de Mestrado em Gestão de Negócios da UNISANTOS, desde a sua criação.
Na primeira frase do primeiro parágrafo da Introdução, Haddad Filho já nos coloca
algumas questões, que ele próprio tentará responder por todo o livro: “Como estamos vivendo
nos dias de hoje? O contexto que nos cerca está adequado para que possamos viver bem?
Estamos preservando o nosso habitat natural?” (pág. 11).
Estaria o autor apenas nos inquirindo? Com a continuidade da leitura percebemos que
ele aborda as possibilidades que Santos oferece a quem nela mora e a quem a procura para
lazer, turismo, negócios. Ele confirma a idéia de que podemos obter emprego e renda em
nosso município, sem com isso eliminar a qualidade de vida que tanto almejamos.
Além de pesquisa bibliográfica profunda e a aplicação de um questionário com o
objetivo de “conhecer a percepção que os respondentes têm da qualidade de vida da cidade
em que moram, no caso São Paulo, e da qualidade de vida da cidade de Santos, bem como a
intencionalidade de cada um no processo de escolha do local onde viver” (pág. 16), Haddad
Filho discute, no decorrer da publicação, aspectos relativos à infra-estrutura urbana e outros
indicadores de qualidade de vida.
O Capítulo 1 – Desenvolvimento Sustentável - traz uma linha do tempo com a evolução
dos aspectos tecnológicos e produtivos e sua relação com a humanidade. Nesta etapa, o autor
demonstra a relação entre desenvolvimento econômico e impacto ambiental. Ou seja, uma
suposta melhoria de vida decorrente do consumo, mas que hoje nos força a começar a pagar a
conta por anos de exploração da natureza e de seus recursos escassos.
Neste mesmo capítulo, Haddad Filho traz diversos dados sobre desenvolvimento
sustentável e também dados relatados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística –
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IBGE, em que fica claro que o país precisa, com urgência, resolver problemas como “a
distribuição de renda e os altos índices de violência” (p. 21).
No Capítulo 2 – Qualidade de vida – questiona-se sobre o que constitui a qualidade de
vida e se aponta a necessidade da população local ter acesso a esses aspectos.
Permeia este capítulo, ainda, a discussão sobre o que torna um lugar melhor, ou não,
para se morar, do que outro. Através de forte fundamentação teórica, o autor relata
indicadores e fatores que servem para refletir sobre essa problemática. E o mais interessante:
estimula-nos a perceber isso ao nosso redor, o que é fundamental para um cidadão conhecer
melhor o local onde mora e buscar uma melhoria na relação que possui com a comunidade.
No decorrer do Capítulo 3 – Planejamento urbano - Haddad Filho relaciona os
pressupostos teóricos do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida. Percebe-se que
o autor se vale de sua formação de administrador e resgata alguns conceitos que servem para
que um gestor público pense em sua cidade a longo prazo, buscando soluções fora dos
interesses políticos eleitoreiros. A visão de futuro que devemos ter para o município em que
vivemos, e no qual os nossos descendentes irão viver, deverá ser compartilhada por toda a
comunidade e a participação nessas decisões deveria ser uma obrigação dos habitantes de
qualquer cidade do mundo. Como o próprio autor frisa, quando diz que “a questão da
qualidade de vida não se dissocia da questão da gestão urbana, pois é uma conseqüência da
mesma” (p. 39).
A percepção sobre o objeto de estudo da publicação é iniciada no Capítulo 4 – A cidade
de Santos - no qual diversas informações colhidas sobre o município ajudam, principalmente
ao leitor que não conhece a cidade ou conhece pouco, a entender o seu perfil.
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IBGE, em que fica claro que o país precisa, com urgência, resolver problemas como “a
distribuição de renda e os altos índices de violência” (p. 21).
No Capítulo 2 – Qualidade de vida – questiona-se sobre o que constitui a qualidade de
vida e se aponta a necessidade da população local ter acesso a esses aspectos.
Permeia este capítulo, ainda, a discussão sobre o que torna um lugar melhor, ou não,
para se morar, do que outro. Através de forte fundamentação teórica, o autor relata
indicadores e fatores que servem para refletir sobre essa problemática. E o mais interessante:
estimula-nos a perceber isso ao nosso redor, o que é fundamental para um cidadão conhecer
melhor o local onde mora e buscar uma melhoria na relação que possui com a comunidade.
No decorrer do Capítulo 3 – Planejamento urbano - Haddad Filho relaciona os
pressupostos teóricos do desenvolvimento sustentável e da qualidade de vida. Percebe-se que
o autor se vale de sua formação de administrador e resgata alguns conceitos que servem para
que um gestor público pense em sua cidade a longo prazo, buscando soluções fora dos
interesses políticos eleitoreiros. A visão de futuro que devemos ter para o município em que
vivemos, e no qual os nossos descendentes irão viver, deverá ser compartilhada por toda a
comunidade e a participação nessas decisões deveria ser uma obrigação dos habitantes de
qualquer cidade do mundo. Como o próprio autor frisa, quando diz que “a questão da
qualidade de vida não se dissocia da questão da gestão urbana, pois é uma conseqüência da
mesma” (p. 39).
A percepção sobre o objeto de estudo da publicação é iniciada no Capítulo 4 – A cidade
de Santos - no qual diversas informações colhidas sobre o município ajudam, principalmente
ao leitor que não conhece a cidade ou conhece pouco, a entender o seu perfil.
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Acredito que nesta fase o pesquisador poderia ter se aprofundado em algumas questões
e levado em conta outras pesquisas já publicadas. Alguns dados poderiam ter sido compilados
de institutos de pesquisa diferentes dos utilizados e também mais atualizados. Mas isso em
nada deprecia a importância do que foi demonstrado. Trata-se apenas de uma sugestão para a
próxima abordagem do assunto.
O Capítulo 5 – A qualidade de vida em Santos - mostra os bons resultados alcançados
pela cidade nas últimas pesquisas do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios –
IDH-M, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),
que coloca Santos em 3º lugar no Estado de São Paulo e em 5º lugar no Brasil. Em outros
índices, Santos também figura entre os primeiros lugares, o que realmente demonstra que o
autor está no caminho certo em sua percepção.
Na evolução do capítulo são analisados fatores como: transporte público, atrações
públicas, educação, comunicação, mortalidade infantil, balneabilidade das praias, situação
econômica da família santista, lei de uso e ocupação do solo. Aí percebe-se uma visão
positiva do autor na sua relação com a cidade natal, mas que também é compartilhada por
quem a escolheu para morar.
Mas, acertadamente, ao final do capítulo, Haddad Filho desconstrói essa visão nos
apresentando “um outro lado de Santos” (pág. 61), uma visão menos colorida e mais realista,
principalmente ao enfatizar a presença de “favelas (que) estão escondidas atrás dos morros da
cidade, servindo os mesmos como uma barreira para a visualização desta realidade” (p. 61).
O capítulo 6 – A pesquisa de campo: perfil da amostra - foi destinado pelo autor,
travestido do papel de pesquisador, a demonstrar a metodologia de pesquisa escolhida. O
objetivo desta parte do livro foi explicar a escolha das variáveis, elaboração das questões, o
eGesta, v. 3, n. 4, out.-dez./2007, p.
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Acredito que nesta fase o pesquisador poderia ter se aprofundado em algumas questões
e levado em conta outras pesquisas já publicadas. Alguns dados poderiam ter sido compilados
de institutos de pesquisa diferentes dos utilizados e também mais atualizados. Mas isso em
nada deprecia a importância do que foi demonstrado. Trata-se apenas de uma sugestão para a
próxima abordagem do assunto.
O Capítulo 5 – A qualidade de vida em Santos - mostra os bons resultados alcançados
pela cidade nas últimas pesquisas do Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios –
IDH-M, desenvolvido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD),
que coloca Santos em 3º lugar no Estado de São Paulo e em 5º lugar no Brasil. Em outros
índices, Santos também figura entre os primeiros lugares, o que realmente demonstra que o
autor está no caminho certo em sua percepção.
Na evolução do capítulo são analisados fatores como: transporte público, atrações
públicas, educação, comunicação, mortalidade infantil, balneabilidade das praias, situação
econômica da família santista, lei de uso e ocupação do solo. Aí percebe-se uma visão
positiva do autor na sua relação com a cidade natal, mas que também é compartilhada por
quem a escolheu para morar.
Mas, acertadamente, ao final do capítulo, Haddad Filho desconstrói essa visão nos
apresentando “um outro lado de Santos” (pág. 61), uma visão menos colorida e mais realista,
principalmente ao enfatizar a presença de “favelas (que) estão escondidas atrás dos morros da
cidade, servindo os mesmos como uma barreira para a visualização desta realidade” (p. 61).
O capítulo 6 – A pesquisa de campo: perfil da amostra - foi destinado pelo autor,
travestido do papel de pesquisador, a demonstrar a metodologia de pesquisa escolhida. O
objetivo desta parte do livro foi explicar a escolha das variáveis, elaboração das questões, o
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universo pesquisado, os aspectos físico e psicológico dos respondentes, bem como suas
relações sociais, condições financeiras e a independência como cidadão. Um capítulo curto,
mas necessário ao leitor iniciante nos aspectos científicos que envolvem uma pesquisa.
A pesquisa de campo: comparativo Santos – São Paulo, tratada no Capítulo 7,
aprofunda a discussão metodológica iniciada no capítulo anterior, pelo autor. E ele aproveita
para demonstrar os resultados decorrentes de algumas questões aplicadas à amostra extraída
do universo de pesquisa, anteriormente definido.
As respostas apresentadas representam a percepção da amostra relacionada a assuntos
importantes que urgem no cotidiano das grandes cidades. O interessante da pesquisa,
justamente, é a comparação feita, nestes vários aspectos, entre as cidades de Santos e São
Paulo, que, apesar de tão próximas geograficamente, são tão distantes em realidades.
Ficam demonstradas as vantagens e as desvantagens de Santos e da capital do Estado,
em aspectos que permeiam atributos do que seria qualidade de vida, discutidos em capítulos
anteriores. Vale comparar: os atributos em que Santos leva vantagem – poluição, ruído,
trânsito, clima, segurança, espaço público, contato com a natureza, transporte público; os
atributos em que São Paulo tem vantagem – acesso a novas informações, acesso à assistência
médica, qualidade na assistência médica, desenvolvimento econômico, liberdade de opção
religiosa, acesso à religião, infra-estrutura; atributos em que as duas cidades estão
equiparadas: opções de lazer (apesar das diferenças do que é lazer para o paulistano e o que é
lazer para o santista – também abordadas no texto), assistência social, qualidade na assistência
social, relações sociais, qualidade nos serviços privados.
Finalizando o livro, no Capítulo 8 – Reflexões e propostas para a Cidade de Santos - o
autor apresenta os resultados gerais da pesquisa, bem como os fatores que ajudam a confirmar
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universo pesquisado, os aspectos físico e psicológico dos respondentes, bem como suas
relações sociais, condições financeiras e a independência como cidadão. Um capítulo curto,
mas necessário ao leitor iniciante nos aspectos científicos que envolvem uma pesquisa.
A pesquisa de campo: comparativo Santos – São Paulo, tratada no Capítulo 7,
aprofunda a discussão metodológica iniciada no capítulo anterior, pelo autor. E ele aproveita
para demonstrar os resultados decorrentes de algumas questões aplicadas à amostra extraída
do universo de pesquisa, anteriormente definido.
As respostas apresentadas representam a percepção da amostra relacionada a assuntos
importantes que urgem no cotidiano das grandes cidades. O interessante da pesquisa,
justamente, é a comparação feita, nestes vários aspectos, entre as cidades de Santos e São
Paulo, que, apesar de tão próximas geograficamente, são tão distantes em realidades.
Ficam demonstradas as vantagens e as desvantagens de Santos e da capital do Estado,
em aspectos que permeiam atributos do que seria qualidade de vida, discutidos em capítulos
anteriores. Vale comparar: os atributos em que Santos leva vantagem – poluição, ruído,
trânsito, clima, segurança, espaço público, contato com a natureza, transporte público; os
atributos em que São Paulo tem vantagem – acesso a novas informações, acesso à assistência
médica, qualidade na assistência médica, desenvolvimento econômico, liberdade de opção
religiosa, acesso à religião, infra-estrutura; atributos em que as duas cidades estão
equiparadas: opções de lazer (apesar das diferenças do que é lazer para o paulistano e o que é
lazer para o santista – também abordadas no texto), assistência social, qualidade na assistência
social, relações sociais, qualidade nos serviços privados.
Finalizando o livro, no Capítulo 8 – Reflexões e propostas para a Cidade de Santos - o
autor apresenta os resultados gerais da pesquisa, bem como os fatores que ajudam a confirmar
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a sua tese de que Santos possui os atributos necessários para a qualidade de vida e
desenvolvimento de negócios, baseados em sustentabilidade.
Pontos fortes da cidade, como contato com a natureza, lazer proporcionado pelas praias
e toda a infra-estrutura que colabora nesse sentido, foram apresentados sob forte base
científica.
Haddad Filho apresenta, ainda, algumas sugestões que poderiam ser implementadas
pelo poder municipal para reforçar estes pontos e diminuir o impacto causado pelos pontos
negativos, como os níveis de violência atuais.
O pesquisador apresenta outras sugestões nas áreas de trânsito, ventilação urbana,
paisagem, lixo, moradia e liberdade de culto servem para reforçar os pontos nos quais a
cidade de Santos, segundo o seu entendimento, ficou aquém do que se espera de um local que
tem a qualidade de vida como um grande atrativo para investimentos e novos negócios.
E concluiu que essa qualidade de vida da cidade de Santos, “pode atrair novos
moradores e conseqüentemente, gerar desenvolvimento econômico (...) que se pretende (...)
sustentável”.
Como morador desta cidade, anseio por essa possibilidade com esperança. Como
cidadão, continuo defendendo a necessidade de participação nas decisões de nossos gestores
públicos e, se possível, influenciá-los de maneira positiva. Creio que este possa ser o resultado
mais importante desta publicação.
Prof. Dr. José Alberto Carvalho dos Santos Claro
Mestrado em Gestão de Negócios
Universidade Católica de Santos
eGesta, v. 3, n. 4, out.-dez./2007, p.
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a sua tese de que Santos possui os atributos necessários para a qualidade de vida e
desenvolvimento de negócios, baseados em sustentabilidade.
Pontos fortes da cidade, como contato com a natureza, lazer proporcionado pelas praias
e toda a infra-estrutura que colabora nesse sentido, foram apresentados sob forte base
científica.
Haddad Filho apresenta, ainda, algumas sugestões que poderiam ser implementadas
pelo poder municipal para reforçar estes pontos e diminuir o impacto causado pelos pontos
negativos, como os níveis de violência atuais.
O pesquisador apresenta outras sugestões nas áreas de trânsito, ventilação urbana,
paisagem, lixo, moradia e liberdade de culto servem para reforçar os pontos nos quais a
cidade de Santos, segundo o seu entendimento, ficou aquém do que se espera de um local que
tem a qualidade de vida como um grande atrativo para investimentos e novos negócios.
E concluiu que essa qualidade de vida da cidade de Santos, “pode atrair novos
moradores e conseqüentemente, gerar desenvolvimento econômico (...) que se pretende (...)
sustentável”.
Como morador desta cidade, anseio por essa possibilidade com esperança. Como
cidadão, continuo defendendo a necessidade de participação nas decisões de nossos gestores
públicos e, se possível, influenciá-los de maneira positiva. Creio que este possa ser o resultado
mais importante desta publicação.
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