Abstract
Este trabalho analisa, a partir de uma revisão bibliográfica assistemática, como a distinção entre o corpo masculino e o feminino produzida pela ciência desde o século XIX, especialmente pelo discurso e prática médica, enunciadores legítimos dos desígnios naturais dos corpos, vem contribuir para a construção de uma inferioridade do corpo feminino que legitima desigualdades de gênero vigentes nas sociedades tradicionais que, de algum modo, ainda se reproduzem ou permanecem na contemporaneidade.This paper analyzes, from an unsystematic literature review, how the distinction between male and female body produced by science since the 19th century, especially through the discourse and practice of medicine, legitimate enunciators of bodily legitimate designs, can help make the construction of inferiority of the female body that legitimizes gender inequality in traditional societies that, somehow, still reproduce or remain in the contemporary world.
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Fernandes, M. das G. M. (2009). O corpo e a construção das desigualdades de gênero pela ciência. Physis: Revista de Saúde Coletiva, 19(4), 1051–1065. https://doi.org/10.1590/s0103-73312009000400008
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