Tempo e crise na teoria da modernidade de Reinhart Koselleck

  • Duarte J
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Abstract

Este artigo explora dois aspectos constitutivos da “teoria da modernidade” proposta pelo historiador alemão Reinhart Koselleck. O primeiro corresponde à sua interpretação da emergência da noção de “tempo histórico”; e o segundo, a seu argumento acerca da crise sociopolítica que se instaura a partir da tendência moderna a recorrer a filosofias da história para sustentar programas de ação política. Procurar-se-á demonstrar que Koselleck, ao mesmo tempo em que saúda a descoberta/invenção – pelas filosofias da história do século XVIII – de uma “história humana”, condena a instrumentalização política dessas mesmas filosofias como o vetor de uma crise que se estende da Revolução Francesa até a Guerra Fria. À guisa de conclusão, sugerem-se alguns pontos de aproximação entre a visão da modernidade de Koselleck e aquela da filósofa Hannah Arendt.

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Duarte, J. de A. e D. (2011). Tempo e crise na teoria da modernidade de Reinhart Koselleck. História Da Historiografia: International Journal of Theory and History of Historiography, 5(8), 70–90. https://doi.org/10.15848/hh.v0i8.312

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