Abstract
O presente estudo se baseou em levantamento retrospectivo obtidos de bovinos abatidos em frigorífico paulista. Foram utilizados os registros do Serviço de Inspeção Federal de ocorrência de alterações hepáticas em 1.568.821 bovinos (85% machos e 15% fêmeas), proveniente de seis Estados (SP, MS, PR, GO, MT e MG) durante os anos de 2002 a 2006. Consideraram-se os animais abatidos no último trimestre de cada ano como terminados em confinamento, sendo os demais criados continuamente em regime extensivo. Os abscessos hepáticos (1,60%) foram a segunda mais frequente alteração hepática após a teleangectasia (1,67%). A frequência desses abscessos foi maior em bovinos confinados (2,54%) que nos criados extensivamente (1,28%) e em fêmeas (1,85%) que em machos (1,56%). O confinamento aumenta o fator de risco (FR) de surgimento de abscessos hepáticos na ordem de 2,01 vezes. Maior frequência de abscessos foi registrada em bovinos oriundos do Paraná, em ambos os sistemas de terminação.
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Vechiato, T. D. A. de F., Maschio, W., Bom, L. C., Lopes, P. D., & Ortolani, E. L. (2011). Estudo retrospectivo de abscessos hepáticos em bovinos abatidos em um frigorífico paulista. Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science, 48(5), 384. https://doi.org/10.11606/s1413-95962011000500005
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