Abstract
O “xamanismo” é abordado a partir de uma viagem com Iracema Ga Rã, uma mulher kaingang em deslocamento da vila Jari, em Viamão-RS, até a aldeia de Kandóia, no planalto rio-grandense. Ela vai dar seu apoio a parentes fragilizadas diante do encarceramento de cinco lideranças, após a morte de dois pistoleiros que mantinham uma criança kaingang refém, no mês de maio de 2014. Nesta viagem, foca-se na importância das relações entre humanos e extra-humanos enquanto via de potencialização e de fortalecimento do povo, principalmente em contextos adversos. Assim, busca-se maior compreensão do “xamanismo kaingang” enquanto motor de resistência e da luta pela terra e parte de uma cosmopolítica própria.
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Marechal, C. (2015). “OS PARENTES QUEREM A MINHA PRESENÇA.” SOBRE A CONTINUIDADE DAS COSMOLOGIAS KAINGANG E OS ENGANOS DE UM ESTADO COLONIAL. Espaço Ameríndio, 9(1), 151. https://doi.org/10.22456/1982-6524.53049
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