Abstract
Há vinte anos, o Observatoire de Recherche sur les Médias et le Journalisme (ORM) criou a noção de narrativa mediática, usando o modelo construído por Paul Ricoeur em Temps et Récit para o aplicar à narrativização das informações nos media contemporâneos. Atualmente e numa altura em que as novas tecnologias modificaram os modos de construção da narrativa e as práticas das redações, em que os utilizadores são também co- ‑construtores da informação que leem e criticam, torna-se necessário rediscutir a pertinência da própria noção de narrativa. Esta surge mais fragmentada, aberta a reescritas, a formas polifónicas que carecem da criação de uma hipernarratologia. É urgente esta criação, a fim de não ceder ao modelo dominante do storytelling, para o qual ainda deve ser desenvolvida uma crítica narratológica, e para compreender o regresso de um jornalismo narrativo, nos Estados Unidos e na Europa, tanto na imprensa escrita como em novos formatos, tais como a revista XXI ou os webdocumentários.
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Lits, M. (2015). As investigações sobre a narrativa mediática e o futuro da imprensa. Mediapolis – Revista de Comunicação, Jornalismo e Espaço Público, (1), 14–29. https://doi.org/10.14195/2183-6019_1_1
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