Abstract
The objective of the article is to identify the perceptions, meanings, and resignifications that the inhabitants of Sígsig canton, Azuay province (Ecuador), assign to archaeological heritage. It also attempts to explain how these ways of understanding and using such heritage come into conflict and friction when managed exclusively within a legal and institutional framework. To analyze the ambiguities arising from the dichotomy between public management and the local populations’ uses and meanings of heritage, this study employs the theoretical frameworks of public archaeology and the methodological approach of participatory cartographies. By analyzing national and local heritage regulations and conducting interviews and mappings with actors from the educational, political, and general society sectors, it is suggested that institutional management views heritage as an identity, historical, and economic resource through tourism. Additionally, this management is characterized by a fiscalizing, regulatory, and sanctioning logic, while the inhabitants understand, incorporate, and use archaeological objects and vestiges in their daily lives. This usage fosters a direct connection with oral traditions, intangible aspects, and, above all, with nature. Thus, frictions were identified between the social and political uses of heritage, which regularly involve themes such as gold, mining, and water, within a framework of collective imaginaries and discourses.El objetivo del artículo es identificar las percepciones, los significados y las resignificaciones que los pobladores del cantón Sígsig, provincia del Azuay (Ecuador), le asignan al patrimonio arqueológico y, al mismo tiempo, se intenta explicar cómo estas formas de entender y usar dicho patrimonio entran en conflicto y fricción cuando se pretende gestionarlo, exclusivamente, desde un marco legal e institucional. Para analizar las ambigüedades que surgen entre la dicotomía de la gestión pública frente a los usos y significados del patrimonio por parte de las poblaciones locales, se han utilizado los lentes teóricos de la arqueología pública y la entrada teórico-metodológica de las cartografías participativas, en las que mediante un análisis de la normativa nacional y local del patrimonio, así como la aplicación de entrevistas y mapeos a actores del sector educativo, político y de la sociedad en general, se sugiere que la gestión institucional concibe el patrimonio como un recurso identitario, histórico y económico, desde el turismo. Además, este se presenta bajo una lógica fiscalizadora, reguladora y sancionatoria, mientras que los pobladores entienden, incorporan y usan los objetos y vestigios arqueológicos en su vida diaria, lo que, a su vez, promueve un vínculo directo con la oralidad, lo inmaterial y, sobre todo, con la naturaleza. Así, se identificaron fricciones entre el uso social y el uso político del patrimonio que, de manera regular, aborda temáticas como el oro, la minería y el agua, en un sistema de imaginarios y discursos colectivos.O objetivo deste artigo é identificar as percepções, os significados e as ressignificações que os habitantes do cantão de Sígsig, província de Azuay (Equador), atribuem ao patrimônio arqueológico e, ao mesmo tempo, tentar explicar como essas formas de entender e usar esse patrimônio entram em conflito e atrito quando ele é gerenciado exclusivamente a partir de uma estrutura legal e institucional. Para analisar as ambiguidades que surgem entre a dicotomia da gestão pública e os usos e significados do patrimônio pelas populações locais, utilizaram-se as lentes teóricas da arqueologia pública e o contributo teórico-metodológico do cartografia participativa, no qual, por meio de uma análise das regulamentações patrimoniais nacionais e locais, bem como da aplicação de entrevistas e do mapeamento de atores dos setores educacional e político, bem como da sociedade em geral, sugere-se que a gestão institucional concebe o patrimônio como um recurso identitário, histórico e econômico a partir da perspectiva do turismo. Além disso, este se apresenta sob uma lógica de fiscalização, regulamentação e sanção, enquanto os habitantes entendem, incorporam e usam objetos e vestígios arqueológicos em seu cotidiano, o que, por sua vez, promove um vínculo direto com a oralidade, com o imaterial e, acima de tudo, com a natureza. Assim, identificaram-se atritos entre o uso social e político do patrimônio, que regularmente aborda questões como ouro, mineração e água, em um sistema de imaginários e discursos coletivos.
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Novillo Verdugo, M. A., & Palacios Tamayo, E. P. (2024). Arqueología pública y cartografías participativas: institucionalidad y resignificaciones locales del patrimonio arqueológico del Sígsig, Ecuador (2022-2024). Antípoda. Revista de Antropología y Arqueología, (56), 79–104. https://doi.org/10.7440/antipoda56.2024.04
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