POBREZA MENSTRUAL: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA

  • Marques Heck de Piau Vieira L
  • Pereira Lopes L
  • Gabriela Ferreira Carvalho M
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INTRODUÇÃO: Pobreza ou precariedade menstrual é um conceito que engloba o desafio vivenciado por bilhões de pessoas, no Brasil e no mundo, que não tem acesso adequado à saneamento básico, itens de higiene pessoal, protetores menstruais ou banheiros. Segundo dados da ONU, 12,5% da população feminina sofrem com este obstáculo, o que pode ser penoso durante a menstruação. Trata-se de um tema que reflete uma problemática sistêmica de desigualdade social e de gênero.   OBJETIVOS: Analisar a realidade das mulheres brasileiras que menstruam, a dificuldade de acesso aos seus direitos menstruais e o impacto gerado na vida destas. METODOLOGIA: Revisão sistemática de artigos científicos originais nas bases de dados do PubMed, Medline, Lilacs e Scielo. Ao enfatizar os termos “Mulher”, “Pobreza”, “Menstruação”, foram selecionados “10” artigos, dos anos 1997 a 2021, relacionados ao assunto abordado. Utilizou-se como critério de escolha: pesquisas científicas até o ano de 2021 escritas e publicadas em português e inglês, selecionando aquelas que abordaram dados epidemiológicos, definições e políticas públicas sobre a pobreza menstrual.   RESULTADOS: No Brasil aproximadamente 26% das mulheres sofrem o impacto da pobreza menstrual.  A falta de acesso a absorventes, por exemplo, leva ao uso inapropriado de papéis, sacolas plásticas, meias e jornais, com consequente surgimento de vulvovaginites, infecções do trato urinário e outras complicações. A situação se agrava para presidiárias, refugiadas e moradoras de rua. Ademais, além de afetar a saúde física e psíquica de inúmeras pessoas, faz perdurar a desigualdade entre homens e mulheres. 10% das meninas não comparecem às aulas quando estão menstruadas. Neste mesmo contexto, sabe-se que o nosso país possui uma das mais elevadas taxações sobre absorventes no mundo, com tributação média de 25% do produto. Isto, somado à não distribuição de tais produtos e o descaso na criticidade da situação demonstram a importante de se debater a respeito.   CONCLUSÃO: Com base na análise feita, é imprescindível dizer que a pobreza menstrual impacta negativamente na vida de milhares de mulheres no Brasil. Assim, este atual cenário evidencia a necessidade de mais políticas públicas de saúde para zelar pela dignidade humana da população feminina que sofre diariamente com a escassez de condições adequadas para o período menstrual.

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Marques Heck de Piau Vieira, L., Pereira Lopes, L., & Gabriela Ferreira Carvalho, M. (2021). POBREZA MENSTRUAL: UMA QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA. RAHIS- Revista de Administração Hospitalar e Inovação Em Saúde, 18(4), 161. https://doi.org/10.21450/rahis.v18i4.7327

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