Abstract
O objetivo deste trabalho foi compreender no campo da Sociologia da Infância, como tem se compreendido os conceitos “cultura de pares” e “protagonismo infantil”. Procuramos entender quais os caminhos que estão sendo seguidos para compreender a criança como ator social e o modo como elas tem se desenvolvido como construtoras de uma cultura autônoma e protagonistas de suas vidas. Para isso foi utilizada a pesquisa bibliográfica de autores estrangeiros e brasileiros que dialogam com o assunto, tendo também no Scielo uma importante fonte de dados. Foram analisados dados de pesquisas e artigos publicados no período de 1994 a 2016 e compreendemos que cultura de pares é um conjunto de atividades, rotinas, valores produzidos por um grupo de crianças a partir da interação e da brincadeira e protagonismo infantil só sendo possível a partir das relações de poderes que se estabelecem, podendo promover ou apagar por completo a participação das crianças. A partir dos dados obtidos, destaca-se a significativa presença nos textos estudados da ideia de que é preciso mudar a concepção de adulto como superior e da criança como inferior, bem como é importante que se criem espaços onde as crianças possam fazer parte das tomadas de decisões dentro do coletivo.
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Dip, F. F., & Tebet, G. G. de C. (2019). Sociologia da Infância, protagonismo infantil e cultura de pares: um mapeamento da produção acadêmica sobre o tema. Zero-a-Seis, 21(39), 31–50. https://doi.org/10.5007/1980-4512.2019v21n39p31
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