Abstract
Este artigo analisa as implicações para o trabalho docente advindas da política de avaliação externa na Rede Municipal de Ensino de Florianópolis (RME) em razão de seu financiamento pelo Banco Interamericano De Desenvolvimento (BID), a partir de 2012. Demostra-se uma rede de relações a partir da contratação do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF) para formulação, análise e devolutivas dos resultados da avaliação e a participação ativa de seus formuladores junto ao aparelho do Estado. Suas atuações em organizações privadas articulam-se com frações do capital, esclarecendo-se o caráter da classe burguesa dessa política. Evidencia-se, como desdobramento e consequência dessa lógica, que as recomendações expressas ao trabalho do professor da rede apresentam-se como uma pretensa forma humanizada de responsabilizar, intensificar e controlar o trabalho docente em consonância com o movimento atual do capitalismo.
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De Lima, T. S. V., & D’Agostini, A. (2019). Avaliação externa na rede municipal de Florianópolis: amestramento do trabalho docente pelo capital. Roteiro, 44(3), 1–26. https://doi.org/10.18593/r.v44i3.20920
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