Abstract
O presente texto é um ensaio geográfico que busca explicar o processo de patrimonialização da feira livre de domingo de Alfenas (MG) considerando o conceito de território usado. Para tanto, discorreu-se inicialmente sobre o conceito de feira livre, para em seguida apresentar uma breve recomposição de sua origem enquanto atividade de diferentes grupos. Após a composição desse quadro conceitual e genético, foram apresentados processos de registro de feiras no Brasil, como parte do processo de patrimonialização global, ao qual se insere o registro da feira de Alfenas como bem cultural intangível, ocorrido em 2019. Em seguida, buscou-se abordar a feira livre como território usado, bem como lugar constituído por feirantes, consumidores e frequentadores e apontar significados construídos com o processo de registro. Para a construção deste texto foram consultados livros, artigos, dossiês e outros documentos que possibilitaram caracterizar o fenômeno e operacionalizá-lo a partir de conceitos geográficas. Pretendeu-se com a discussão produzida valorizar a dimensão espacial das feiras livres, discutir a possibilidade de que outras feiras brasileiras se tornem patrimônios imateriais culturais e contribuir para ampliação de políticas do governo voltadas para a preservação do patrimônio cultural.
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Porto, G. C. S. (2021). Patrimonialização, território usado e processo de registro da feira livre de domingo de Alfenas (MG) como bem cultural imaterial do município. Caderno de Geografia, 31(2), 187. https://doi.org/10.5752/p.2318-2962.2021v31nesp2p187
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