Gênero, raça, classe: as internas da seção esquirol para além da loucura

  • Valentim R
  • Martins M
  • Palmeira Martins L
  • et al.
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Abstract

Este trabalho analisa as práticas psiquiátricas e institucionais destinadas às mulheres loucas e pobres nas primeiras décadas da república brasileira, circunscreve o que era caracterizado como sendo a loucura feminina e reflete sobre como esta conceituação interage com outros discursos que definem o período. Para tanto, analisa 24 prontuários de pacientes transferidas do Hospital Nacional para a primeira instituição psiquiátrica exclusivamente feminina, a Colônia de Psicopatas do Engenho de Dentro. As informações destes documentos foram complementadas por outras, localizadas no Arquivo Nacional e no IPUB, como: memorandos, solicitações, relatórios e correspondências que narram aspectos cotidianos da colônia. A análise dos dados baseia-se no conceito de interseccionalidade, categoria que incorpora um dos eixos centrais da epistemologia feminista. Através dos resultados pode-se analisar a ação dos poderes institucionais interligados nos processos de tratamento dirigidos às mulheres internadas e o quanto eles refletem aspectos patriarcais, classistas e escravocratas da sociedade brasileira daquele momento.

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Valentim, R. P. F. de, Martins, M., Palmeira Martins, L., & Moreira Freitas, T. R. (2020). Gênero, raça, classe: as internas da seção esquirol para além da loucura. Revista Ártemis, 29(1), 386–406. https://doi.org/10.22478/ufpb.1807-8214.2020v29n1.48729

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