Abstract
Resumo Introdução No capitalismo contemporâneo, os vínculos empregatícios sem proteção social foram ampliados. Trabalhos formais e informais coexistem com condições distintas. Objetivo Descrever características do trabalho formal e informal e a situação de saúde mental dos trabalhadores. Métodos Estudo transversal de base populacional, realizado no município de Feira de Santana, Bahia. Os dados foram coletados por meio de entrevistas domiciliares. Foram analisadas características sociodemográficas, ocupacionais e de saúde mental. Resultados Participaram 1.623 trabalhadores, 513 trabalhadores formais (50,2% do sexo feminino) e 1.110 informais (53,6% do sexo feminino). Em comparação aos trabalhadores formais, os informais apresentaram renda e escolaridade mais baixas e jornadas laborais mais prolongadas. Também apresentaram maior frequência de situações estressoras, como alta demanda psicológica (45,5%) e comprometimento excessivo com o trabalho (49,3%), embora tenham relatado maior controle sobre o trabalho (68,3%). A prevalência de alto esforço foi superior a 50,0% em ambos os grupos. As prevalências de transtornos mentais comuns foram semelhantes, contudo, trabalhadores informais apresentaram maior frequência de autoavaliação negativa da saúde. Conclusão Trabalhadores informais enfrentam condições de trabalho e de saúde autorreferida mais precárias, mas o trabalho formal também apresenta vulnerabilidades. Esse cenário exige políticas que promovam condições dignas para todos, trabalhadores formais e informais.Abstract Introduction In contemporary capitalism, employment relationships without social protection have expanded. Formal and informal work coexist under distinct conditions. Objective To describe the characteristics of formal and informal work and the mental health status of workers. Methods A population-based cross-sectional study was conducted in the municipality of Feira de Santana, Bahia, Brazil. Data was collected through household interviews. Sociodemographic, occupational, and mental health characteristics were analyzed. Results A total of 1,623 workers participated, including 513 formal workers (50.2% female) and 1,110 informal workers (53.6% female). Compared with formal workers, informal workers had lower income and education levels and longer working hours. They also reported a higher frequency of stressful situations, such as high psychological demand (45.5%) and excessive work commitment (49.3%), although they reported greater control over their work (68.3%). The prevalence of high effort exceeded 50.0% in both groups. The prevalence of common mental disorders was similar between groups; however, informal workers more frequently reported poor self-rated health. Conclusion Informal workers face more precarious working conditions and self-reported health, whereas formal work also presents vulnerabilities. This scenario requires policies that promote dignified conditions for all, both formal and informal workers.
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Souza, S. F. de, Araújo, T. M. de, & Werneck, G. L. (2026). Trabalho formal e informal: configurações laborais e implicações na saúde mental. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, 51. https://doi.org/10.1590/2317-6369/09025pt2026v51e1
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