Abstract
Considerando que a concepção sobre o processo de envelhecimento está associada tanto a aspectos positivos como negativos, além de sofrer influências do contexto de vida, propõe-se, no presente estudo, compreender a percepção sobre o envelhecimento por idosos que frequentam a Universidade Aberta da Terceira Idade (UNATI). Trata-se de um estudo qualitativo que utilizou um roteiro com dados sociodemográficos e uma questão aberta sobre o significado do envelhecimento. Participaram 25 idosos da UNATI da Universidade Estadual Paulista, Campus de Marília. Os dados foram analisados na perspectiva interpretativa hermenêutica dialética. A maioria dos participantes são mulheres na faixa etária dos 60 a 69 anos e 40% deles contam com formação universitária. Para os participantes, o envelhecimento é percebido como um balanço entre perdas e ganhos; há a possibilidade de viver mais livremente e, por outro lado, sentem-se ameaçados pela vulnerabilidade das condições de e pela proximidade com a finitude. Como conclusão, depreende-se que as percepções desses idosos sobre o envelhecimento perpassam, ao mesmo tempo, o vivido e o imaginário e, mesmo com as perdas se evidenciando, conseguem manter-se ativos, participativos e em pleno processo de avanço do conhecimento e interação social sem desconsiderar as fragilidades e vulnerabilidades decorrentes dessa fase da vida.
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Dátilo, G. M. P. de A., & Marin, M. J. S. (2015). O ENVELHECIMENTO NA PERCEPÇÃO DE IDOSOS QUE FREQUENTAM UMA UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE. Estudos Interdisciplinares Sobre o Envelhecimento, 20(2). https://doi.org/10.22456/2316-2171.48932
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