Abstract
A Estratégia Saúde da Família amplia o modelo médico-centrado para o de equipe. A dimensão das relações intersubjetivas dos agentes de saúde com usuários é valorizada pela Política Nacional de Humanização, para qualifi car o cuidado e produzir saúde com integralidade. Por meio de 6 grupos focais, foram exploradas as práticas e as concepções de 40 agentes sobre o engajamento pessoal e coletivo no cuidado humanizado, em seis unidades de um município em Mato Grosso do Sul-BR. As análises das conversações evidenciaram oscilações entre empenho e impotência dos agentes ao não conseguirem proporcionar cuidados plenos, principalmente quando se demandavam técnicas, procedimentos e coordenação de ações pela gestão e intersetoriais. A efetivaçãoda PNH, transversal à Saúde da Família, é indissociável da qualidade local do SUS; essa afeta as possibilidades reais da humanização, da sustentabilidade do engajamento dos agentes no acolhimento e os planos: subjetivo e intersubjetivo do trabalho em saúde. Gestores devem acolher percepções e expressões de impotência e frustração dos agentes, tomando-as como expressivos, também, de problemas estruturais e de processo a serem manejados
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Bellenzani, R., & Mendes, R. de F. (2012). Entre o empenho, o acolhimento e a impotência: dilemas de agentes comunitárias de saúde na produção do cuidado e da humanização. Cadernos de Terapia Ocupacional Da UFSCar, 20(2), 239–253. https://doi.org/10.4322/cto.2012.025
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