O violão na agenda musical carioca oitocentista

  • Taborda M
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Introduzido no Brasil em princípios do século XIX, com uma ampla aceitação pela elite econômica e social do período, o violão foi praticado em espaços privilegiados, como o Palácio da Quinta da Boa Vista, nos exercícios musicais diários da Imperatriz Leopoldina. A partir da década de 1840, nas mãos de artistas estrangeiros que fomentaram o desenvolvimento da vida cultural carioca oitocentista, a agenda de apresentações musicais permitiu conhecer o repertório destinado ao instrumento, composto de obras originais e sobretudo de transcrições de árias de óperas. Essas características fizeram ressaltar o contraponto que o advento da República imprimiu à imagem do instrumento na sociedade brasileira, altamente negativa, o que se deveu à infalível associação do violão às práticas culturais dos pobres urbanos.

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Taborda, M. (2019). O violão na agenda musical carioca oitocentista. OPUS, 25(1), 56. https://doi.org/10.20504/opus2019a2503

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