Abstract
Nos últimos anos as metodologias feministas têm influenciado fortemente a psicologia e as ciências sociais em geral, trazendo para o domínio da investigação novas possibilidades de pesquisa e de entendimento das dinâmicas sociais. A denominada crise positivista, muito marcada pelas críticas feministas à objectividade e neutralidade da ciência, legitimou a emergência de portentosas ferramentas analíticas, entre as quais a reflexividade. Este artigo explora a importância da adopção da reflexividade no processo de investigação e a sua influência na construção de uma ciência mais responsável. São discutidos os pontos de convergência entre a reflexividade e os pressupostos que presidem à utilização das metodologias feministas na psicologia. Palavras-chave: Metodologias feministas; reflexividade; ciências sociais.
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Neves, S., & Nogueira, C. (2005). Metodologias feministas: a reflexividade ao serviço da investigação nas ciências sociais. Psicologia: Reflexão e Crítica, 18(3), 408–412. https://doi.org/10.1590/s0102-79722005000300015
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