Abstract
Objetivos: O objetivo neste estudo foi avaliar a resistência da união ao microcisalhamento de uma resina composta microhíbrida de baixa viscosidade (fluida) e de um cimento resinoso fotopolimerizável aplicados a uma cerâmica de dissilicato de lítio. Métodos: Discos de uma cerâmica de dissilicato de lítio (IPS e.max CAD, Ivoclar Vivadent) foram divididos em 2 grupos (n = 10), de acordo com material utilizado para a cimentação: cimento resinoso (Allcem Veneer, FGM) ou resina composta microhíbrida fluida (Opallis Fluida, FGM). Previamente a aplicação do material para cimentação, todas as cerâmicas receberam tratamento superficial padronizado: condicionamento com ácido fluorídrico a 10% (Condac Porcelana, FGM) por 20 s, lavagem com água por 60 s, secagem com ar por 30s e aplicação de silano (Prosil, FGM). Os materiais foram inseridos em uma matriz elastomérica (0,5 mm x 1,2 mm) sobre o bloco cerâmico. Quatro cilindros por grupo foram construídos e fotoativados por um aparelho de diodo emissor de luz (LED, Valo, Ultradent) por 40 s a uma irradiância de 1200 mW/cm2. O teste de microcisalhamento foi feito utilizando uma máquina de ensaio universal (EMIC) a uma velocidade de 0,5 mm/min. Os dados (MPa) foram submetidos ao teste de normalidade (Kolmogorov-Smirnov) e one-way ANOVA, sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey (α=0,05). Resultados: O cimento resinoso apresentou resistência da união ao microcisalhamento estatisticamente superior à resina composta fluida (ρ=0,020). Conclusão: Melhor desempenho na união à cerâmica de dissilicato de lítio foi obtido utilizando cimento resinoso.
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Pasini, M., Brandt, W. C., Miranda, M. E., Olivieri, K. A. N., & Vitti, R. P. (2018). Resistência da união ao microcisalhamento de cimento resinoso e resina fluida à cerâmica de dissilicato de lítio. Journal of Oral Investigations, 7(1), 14. https://doi.org/10.18256/2238-510x.2018.v7i1.2592
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