Abstract
Quando ministro da Fazenda, Rui Barbosa recebeu centenas de ofícios, cartas, cartões, telegramas. Exatos 40% dessa correspondência referem-se a pedidos de favores. A análise desses pedidos será o objeto deste artigo. Ao mostrar quem pede favores, ela nos permitirá verificar a extensão do fenômeno clientelista na passagem do Império para a República. Ao indicar as razões dos pedidos e a linguagem em que são formulados, ela nos revelará os valores e as percepções sobre os quais se assentava a prática clientelista. Ela nos revelará a razão clientelista.
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Carvalho, J. M. de. (2000). Rui Barbosa e a razão clientelista. Dados, 43(1), 11–11. https://doi.org/10.1590/s0011-52582000000100003
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