Abstract
O artigo analisa criticamente a plataformização do ensino na educação básica enquanto estratégia neoliberal de mercantilização e precarização da escola pública. Identifica no tecnicismo da década de 1960 e no neotecnicismo digital as bases pedagógicas desse processo, que substitui o ideal de formação humana integral pela aprendizagem pragmática de habilidades e competências para adaptar os indivíduos às demandas do capital, além de intensificar o controle autoritário sobre o trabalho docente. Com foco nas redes estaduais de ensino de São Paulo e do Paraná, o artigo argumenta que a imposição de plataformas desenvolvidas por “parceiros” privados esvazia conteúdos científicos, filosóficos e artísticos, neutralizando o potencial transformador da educação. Conclui pela necessidade de resistência coletiva e da defesa intransigente de uma escola pública, laica, gratuita e de qualidade, articulada a um projeto de superação da sociedade de classes.
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Derisso, J. L., & Duarte, N. (2026). Plataformas digitais na educação básica. Revista on Line de Política e Gestão Educacional, e026004. https://doi.org/10.22633/rpge.v30i00.20979
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