Abstract
Este estudo analisa a expansão geográfica da febre Oropouche no Brasil, destacando seus impactos na saúde pública. A febre Oropouche é uma arbovirose emergente causada pelo vírus Oropouche. A pesquisa, baseada em revisão bibliográfica, examinou publicações recentes sobre os aspectos clínicos, epidemiológicos e ambientais da doença, abordando também a vigilância epidemiológica e as lacunas no conhecimento científico. Os resultados evidenciam que a urbanização desordenada, o desmatamento e as mudanças climáticas têm favorecido a dispersão do vírus para áreas urbanas e regiões fora da Amazônia, ampliando os riscos de surtos e a sobrecarga nos sistemas de saúde. A semelhança dos sintomas com outras arboviroses, como dengue e zika, dificulta o diagnóstico preciso, enquanto a falta de métodos laboratoriais amplamente disponíveis limita o monitoramento. Estratégias de controle baseadas em lições de outras arboviroses, como campanhas de conscientização e manejo integrado de vetores, apresentam potencial, mas requerem maior articulação e investimentos. Assim, a febre Oropouche representa um desafio crescente para a saúde pública brasileira, demandando esforços intersetoriais e pesquisas adicionais sobre o comportamento do vírus e medidas preventivas. Este estudo contribui ao enfatizar a necessidade de políticas públicas mais efetivas e sugere a adaptação de estratégias preventivas a contextos urbanos.This study analyzes the geographic expansion of Oropouche fever in Brazil, highlighting its impacts on public health. Oropouche fever is an emerging arbovirus caused by the Oropouche virus. The research, based on a bibliographical review, examined recent publications on the clinical, epidemiological and environmental aspects of the disease, also addressing epidemiological surveillance and gaps in scientific knowledge. The results show that disorderly urbanization, deforestation and climate change favored the spread of the virus to urban areas and regions outside the Amazon, increasing the risks of outbreaks and overloading health systems. The similarity of symptoms with other arboviruses, such as dengue and Zika, makes accurate diagnosis difficult, while the lack of widely available laboratory methods limits monitoring. Control strategies based on lessons from other arboviruses, such as awareness campaigns and integrated vector management, have potential, but require greater coordination and investment. Thus, Oropouche fever represents a growing challenge for Brazilian public health, requiring intersectoral efforts and additional research into the behavior of the virus and preventive measures. This study contributes to emphasizing the need for more effective public policies and suggests the adaptation of preventive strategies to urban contexts.
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Silva, A. P. da, & Coutinho, D. J. G. (2024). ALÉM DA AMAZÔNIA: A DISPERSÃO E OS IMPACTOS DA FEBRE OROPOUCHE NO BRASIL. Revista Ibero-Americana de Humanidades, Ciências e Educação, 10(12), 3627–3642. https://doi.org/10.51891/rease.v10i12.17656
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