Abstract
As formas originárias de organização social mostram a estreita interdependência entre sistemas políticos e sistemas religiosos. A pregnância religiosa atribuída ao fenómeno da nacionalidade insere-se nesse cenário de proximidade genealógica do político e do teológico. Os mitos fundadores com que as nacionalidades se legitimam e sacralizam são apenas uma das várias maneiras de conferir dimensão religiosa à realidade nacional. Sendo uma criação dos tempos modernos, o espírito nacional acompanha e difunde-se ao mesmo tempo que se intensifica o processo de secularização da sociedade ocidental. Assume, de modo paradoxal, o estatuto de “Deus da Modernidade” como já foi designado.
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Abreu, L. M. de. (2013). A NAÇÃO COMO RELIGIÃO. Revista Lusófona de Estudos Culturais. https://doi.org/10.21814/rlec.9
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