MAIS DO BOM NÃO FAZ BEM: PROBLEMAS DO REFORÇO LIVRE

  • Guilhardi H
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Skinner (1986,1987) escreveu sobre os dois efeitos do reforçamento: fortalecimento e prazer. Na sociedade ocidental as práticas culturais têm substituído a função de fortalecimento pela de prazer, quando os reforços são dados sem relação de contingência com os comportamentos. Relações entre comportamento e consequência, que acontecem apenas por contiguidade, dão origem a amplas e variadas classes de respostas chamadas “supersticiosas”, que são mantidas pela satisfação que produzem, em detrimento da função de fortalecimento. Perde-se, assim, a relação entre o organismo e o ambiente própria do paradigma operante, no qual comportamento produz consequências que selecionam os comportamentos que as produzem. Quando os reforços são dados de modo arbitrário e livre o Ser Humano reduz seu repertório de comportamentos operantes produtivos e aumenta a dependência de reforços mediados por outras pessoas; torna-se assim dependente do outro e busca prioritariamente consequências prazerosas. Tais consequências são prejudiciais para o desenvolvimento do indivíduo que tende a se tornar apático, deprimido, dependente de pessoas, reivindicador, insatisfeito com a vida e, como consequência, o grupo social também perde, pois a estabilidade e progresso dele dependem da participação ativa, cooperativa e construtiva de seus membros. Muitos dos problemas comportamentais e afetivos da sociedade atual decorrem do excesso de reforço livre, que resulta em satisfação efêmera e déficit comportamental generalizado, que têm prevalecido nas práticas parentais e educacionais do mundo pós-moderno.Palavras-chave: reforço livre, comportamento supersticioso, prazer e fortalecimento em relações operantes, práticas culturais deletérias.

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Guilhardi, H. J. (2018). MAIS DO BOM NÃO FAZ BEM: PROBLEMAS DO REFORÇO LIVRE. Revista Brasileira de Análise Do Comportamento, 14(2). https://doi.org/10.18542/rebac.v14i2.7537

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