Abstract
Acompanhamento regular de desembarque e processamento de pescados no litoral paranaense identificou origem, composição e destino da matéria rejeitada. Filetagem gera resíduos correspondentes a cerca de 60% da massa bruta dos peixes; corte em postas, 33%; e simples evisceração, 23%. Ainda, cascas de camarão e invertebrados inteiros são rejeitados, assim como pequenos peixes provenientes do arrasto camaroeiro, e grandes, sem sanidade, da pesca de emalhe. O maior volume de rejeitos compõe-se de carcaças de peixes (com/sem cabeça, nadadeiras, coluna e outros ossos), seguidas de casca de camarão. Estima-se que os mercados de Matinhos e Shangrilá descartem mais de 100kg/dia em pescados, levando à expectativa de que o litoral do Paraná gere mais de 360t/ano. Os rejeitos são levados a aterros municipais, normalmente, com transporte em caminhões de lixo comum (Brejatuba-Guaratuba), ou enterrados na restinga. Visto que o processamento aplicado a cada recurso varia, conforme tradições culinárias, e que a ocorrência dos recursos é sazonal, o volume e a natureza dos resíduos pesqueiros na região oscila ao longo do ano. Tal fato, somado à necessidade de implantação de infraestrutura física e capacitação de mão de obra, conduz à priorização de três formas de aproveitamento dos rejeitos pesqueiros na região: silagem, compostagem e produção de artefatos de couro.
Cite
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Chaves, P. de T. da C., & Vink, J. M. (2017). Rejeitos da atividade pesqueira no litoral do Paraná: Gestão atual e potencial para destinação alternativa. Revista CEPSUL - Biodiversidade e Conservação Marinha, 6, e2017004. https://doi.org/10.37002/revistacepsul.vol6.670e2017004
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