Abstract
Este artigo propõe uma reflexão sobre as relações entre literatura e sociedade , cujo foco está voltado para as transformações da cidade moderna e ao modo como os processos de modernização interferiram nas relações espaciais e sociais. A diversidade inaugurada pela modernidade fez do espaço citadino um lugar de contradições, paradoxos e ambiguidades, entrevistos nas imagens e signos da cidade. Símbolo da primeira grande obra da República brasileira, Belo Horizonte nasceu como o marco de uma nova mentalidade que veio para sepultar as marcas deixadas pela dominação do Império. A ocupação do espaço urbano se deu de forma hierarquizada e segregativa, representando um modelo urbano que exercia o controle sobre as massas. O objeto de análise do ensaio são as crônicas de Carlos Drummond de Andrade publicadas no jornal Minas Gerais, entre 1930 e1934, que demonstram o modo como o escritor construiu suas re- presentações sobre a da cidade moderna.
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Machado, V. A. de S. (2009). A cidade moderna: Belo Horizonte nas crônicas de Carlos Drummond de Andrade. Outra Travessia, 77–89. https://doi.org/10.5007/2176-8552.2009n8p77
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