Abstract
A gestão dos resíduos sólidos urbanos é um dos grandes problemas enfrentados pelo poder público, sendo um serviço oneroso e, quando dispostos de forma inadequada, os resíduos podem causar sérios impactos ambientais e para a saúde pública. Dentro desse contexto, movimentos sociais têm se destacado no manejo sustentável de resíduos urbanos, atuando de forma complementar à realizada por sistemas de limpeza urbana. Um exemplo importante a ser mencionado é o Projeto Revolução dos Baldinhos (PRB), em Florianópolis - SC, onde um grupo, a partir de problemas locais, deu início à gestão descentralizada dos resíduos orgânicos na própria comunidade, coletando-os e destinando-os para compostagem. Seguindo o exemplo do PRB, movimentos sociais de BH também iniciaram a gestão descentralizada de resíduos orgânicos, mas pela qual é cobrada taxa periódica para quem faz adesão ao serviço; os coletivos também vendem o composto produzido, composteiras domésticas, e ministram cursos para quem deseja aprender a técnica, gerando renda para seus integrantes. Então, o objetivo do presente trabalho é apresentar as formas de atuação de três coletivos identificados em Belo Horizonte atuantes no manejo sustentável de resíduos orgânicos, além de discutir aspectos econômicos, sociais e ambientais dessa atividade.
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Silva, C. V., & Silva, L. B. e. (2020). A PARTICIPAÇÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS NA PROBLEMÁTICA DA GESTÃO DOS RESÍDUOS ORGÂNICOS EM BELO HORIZONTE – MG. Revista Gestão & Sustentabilidade Ambiental, 9, 65. https://doi.org/10.19177/rgsa.v9e0202065-80
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