Abstract
Este é um ensaio teórico que discute tecnologias sociais no contexto brasileiro, tendo como base a Teoria da Possibilidade de Guerreiro Ramos. A partir da visão deste autor sobre a necessidade de se estabelecer uma racionalidade substantiva para a sociedade, este trabalho ressalta o quanto estratégico é considerar as tecnologias sociais como possibilidades objetivas na construção de políticas públicas no Brasil. Para isso, utilizam-se a Teoria P e a Teoria N, empregadas por Zwick, Teixeira, Pereira e Vilas Boas (2012), para contextualizar a administração pública brasileira, suas relações com as TS e os argumentos de Guerreiro Ramos sobre as diversas racionalidades empregadas na gestão pública, principalmente a que os autores chamam de administração pública tupiniquim. Desse modo, o trabalho destaca que este tipo de administração trouxe, em sua concepção de surgimento, ascensão e consolidação, as TS como base instrumental para sua realização, carregada, ao mesmo tempo, de valores subjetivos e inerentes à cultura brasileira. Além disso, conclui que a especificidade da gestão brasileira demandou formas específicas também de desenvolvimento tecnológico, o que explica por que as novas tecnologias têm o mesmo caráter de hibridez de gestão, numa interface entre as racionalidades instrumentais e substantivas da administração tupiniquim.
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Duque, T. O., Valadão, J. de A. D., & Souza, G. C. de. (2017). Tecnologias sociais e administração pública tupiniquim: uma articulação a partir da teoria da possibilidade de Guerreiro Ramos. Acta Scientiarum. Human and Social Sciences, 39(3), 259. https://doi.org/10.4025/actascihumansoc.v39i3.36767
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