Abstract
Distinguem-se três níveis de aglomerados populacionais no Portugal romano; cidades, vici e aglomerados de terceiro nível (castella e aldeias). Se a aldeia parece nâo ter existido em algumas áreas (por exemplo, no Alentejo), é visível noutras regiôes.\\Quanto ao povoamento disperso, distinguem-se villae, granjas e casais, a que correspondem diferentes tipos de edifícios e diferentes propriedades. A villa teria, no Sul, cerca de 200 hectares (sem prejuízo de, a partir dos fins do séc. I d.C. e, sobretudo, no Baixo Império se terem constituído fundi mais vastos) e, no Norte, tal vez 75 a 100 hectares. As granjas seriam propriedades de 10 a 50 hectares, também maiores no Sul do que no Norte. Os casais teriam propriedades de ordem dos 2/3 a 10 hectares.\\Apresenta-se uma proposta que permite identificar, a partir da área actual de dispersâo dos achados superficiais, o tipo de edifício ou aglomerado subjacente. Analisam-se algumas áreas, procurando interpretar a paisagem em funçâo destes parâmetros.\\Conclui-se com uma análise do sentido da palavra villa nos documentos da Alta Idade Média.\\Incluye "estaçôes da área de Chaves, Idanha-a-Nova e o território de Collipo.\\--Interesante el paso de los datos estadísticos de superficie, etc., a las conclusiones generales sobre la estructuración del territorio y población, y la geografía eclesiástica tardoantigüa y altomedieval eclesiástica, a partir de los mismos (lo que enlaza con el artículo del mismo autor sobre el Parroquial Suevo), cfr. ficha base de datos y fotocopias)
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Alarcão, J. de. (1998). A paisagem rural romana e alto-medieval em Portugal. Conimbriga: Revista de Arqueologia, 37, 89–119. https://doi.org/10.14195/1647-8657_37_4
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