Abstract
Os autores que avançaram a noção construtivista da notícia como uma narrativa permaneceram presos ao paradigma do jornalismo como espelho da realidade. A alternativa aqui proposta consiste em radicalizar a perspectiva do jornalismo como atividade poética de criação de mundos. Para tanto, será preciso abandonar o mito da objetividade e solapar a primazia da noção de verdade como correspondência com a realidade, sem contudo cair no relativismo. Trata-se de deslocar o critério empregado para decidir sobre a validade do discurso jornalístico: não mais o objetivismo que insiste na fidelidade aos “fatos” tais como supostamente ocorreram, mas uma hermenêutica atenta à fertilidade das perspectivas que as narrativas jornalísticas trazem à esfera pública.Despite their efforts, authors who put forward the constructivist notion of news as narratives remained trapped within the paradigm of journalism as a mirror of reality. The alternative developed here aims to radicalize the idea of journalism as poetic activity of world making. To do so, we must first abandon the myth of objectivity and dislodge the primacy of the notion of truth as correspondence with reality, without falling through the slippery slope of relativism. We shall propose other criteria for grounding the validity of journalistic discourse: no longer the objectivist view that insists on getting the “facts” as they allegedly happened, but an hermeneutic approach that reflects upon the fertility of the perspectives newspapers brings to the public sphere.Los autores que avanzaron en la noción constructivista de la noticia como una narrativa permanecerán presos del paradigma del periodismo como espejo de la realidad. La alternativa propuesta aquí consiste en radicalizar la perspectiva del periodismo como actividad poética de creación de mundos. Para esto, será necesario abandonar el mito de la objetividad y solapar la primacía de la noción de verdad como correspondencia con la realidad, sin con ello caer en el relativismo. Se trata de desplazar el criterio empleado para decidir sobre la validez del discurso periodismo: ya no se trata del objetivismo que insiste en la fidelidad a los “hechos” tales como supuestamente ocurrieron, sino de una hermenéutica atenta a la fertilidad de las perspectivas que las narrativas periodísticas traen a la esfera pública.
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Teixeira, A. C. E. M. (2016). Modos narrativos de fazer mundos: jornalismo, ficção e verdade. Revista FAMECOS, 23(3), ID23047. https://doi.org/10.15448/1980-3729.2016.3.23047
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