Avaliação antropométrica de pacientes pediátricos com encefalopatia crônica não progressiva segundo diferentes métodos de classificação

  • Teixeira J
  • Gomes M
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Resumo Objetivo: Realizar a avaliação antropométrica de pacientes com encefalopatia crônica não progressiva quadriplégica, usando referências distintas de classificação do estado nutricional, e comparar a altura estimada com o comprimento mensurado por antropômetro. Métodos: Estudo transversal descritivo, incluindo crianças com encefalopatia crônica não progressiva quadriplégica de 0-3 anos em hospital público secundário. Foram aferido scomprimento, peso, circunferência do braço, prega cutânea tricipital e altura do joelho. Foram calculadas a circunferência muscular do braço e a estimativa da altura. Foram avaliadas as relações peso/idade, comprimento/idade e peso/comprimento, utilizando como referência os gráficos da Organização Mundial de Saúde e os propostos por Krick et al. Resultados: Foram avaliadas 14 crianças com idade média de 21 meses. A avaliação dos indicadores antropométricos mostrou diferença significativa entre os dois métodos de classificação nutricional ao avaliar os indicadores comprimento/idade (p=0,014), peso/idade (p=0,014) e peso/comprimento (p=0,001). Houve correlação significativa entre comprimento mensurado e estatura estimada (r=0,796; p=0,001). A avaliação da circunferência do braço e prega cutânea tricipital mostrou que a maioria dos pacientes apresentava algum grau de desnutrição, mas, de acordo com a medida da circunferência muscular do braço, a maioria estava eutrófica. Conclusões: Curvas específicas para crianças com encefalopatia parecem subestimar a desnutrição, quando se leva em consideração indicadores que envolvem peso. Curvas elaboradas para crianças hígidas podem ser boa opção para prática clínica, devendo-se considerar indicador peso/estatura e as medidas de composição corporal como ferramentas complementares. Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND Este é um artigo Open Access sob a licença de CC BY-NC-ND Avaliação antropométrica de pacientes pediátricos com encefalopatia crônica 195 KEYWORDS Nutrition assessment; Anthropometry; Nutritional status; Cerebral palsy; Child Anthropometric evaluation of pediatric patients with non-progressive chronic HQFHSKDORSDWK\DFFRUGLQJWRGLIIHUHQWPHWKRGVRIFODVVLÀFDWLRQ Abstract Objective: To perform anthropometric assessment of patients with quadriplegic, chronic non-progressive encephalopathy, comparing two distinct references of nutritional clas-sification, and to compare the estimated height to the length measured by stadiometer. Method: Cross-sectional study including 0-3-year children with quadriplegic, chronic non-progressive encephalopathy in secondary public hospital. Length, weight, arm cir-cumference, triceps skinfold and knee height were measured. The arm muscle circum-ference and estimated height were calculated. The following relations were evaluated: weight-for-age, length-for-age and weight-for-length, using as reference the charts of the the World Health Organization (WHO) and those proposed by Krick et al. Results: Fourteen children with a mean age of 21 months were evaluated. Assessment of anthropometric indicators showed significant difference between the two classification methods to assess nutritional indicators length/age (p=0.014), weight/age (p=0.014) and weight/length (p=0.001). There was significant correlation between measured length and estimated height (r=0.796, p=0.001). Evaluation of arm circumference and triceps skinfold showed that most patients presented some degree of malnutrition. According to arm muscle circumference, most were eutrophic. Conclusions: Specific curves for children with chronic non-progressive encephalopathy appear to underestimate malnutrition when one takes into account indicators involving weight. Curves developed for healthy children can be a good option for clinical practice and weight-for-length indicator and body composition measurements should be consid-ered as complementary tools.

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Teixeira, J. S., & Gomes, M. M. (2014). Avaliação antropométrica de pacientes pediátricos com encefalopatia crônica não progressiva segundo diferentes métodos de classificação. Revista Paulista de Pediatria, 32(3), 194–199. https://doi.org/10.1590/0103-0582201432308

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