Abstract
O Transtorno do Espectro Autista (TEA) apresenta consequências importantes na interação social e na possibilidade de adquirir autonomia, o que gera dependência permanente de seus familiares. Culturalmente, em nossa sociedade, são as mães que assumem esse papel. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de vida de mães que possuem filhos diagnosticados com TEA e correlaciona-la com variáveis sócio-demográficas, obstétricas e dados da criança. Pesquisa de natureza quantitativa, com alcance descritivo e delineamento transversal, realizada com 17 mães de crianças com TEA, que frequentam um grupo de apoio de um Centro Especializado em Reabilitação (CER). A coleta de dados foi realizada de duas formas: aplicação do instrumento WHOQOL-bref e coleta de variáveis sócio-demográficas, obstétricas e da criança, através dos prontuários do serviço. A média do score da qualidade de vida das mães foi de 64,47. Houve correlação significativa entre a escolaridade materna e o domínio físico e entre a variável “capacidade da criança em interagir com outras crianças” e o domínio social das mães. A variável “número de filhos” apresentou correlação significativa negativa com o domínio meio ambiente. Portanto, ao analisarmos a média do score da qualidade de vida destas mães, conclui-se ser necessário observar mais cuidadosamente esta população.
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Mattiazzi, Â. L., Roth-Hoogstraten, A., Fedosse, E., & Santos Filha, V. A. V. (2019). Qualidade de vida de mães de crianças com Transtorno do Espectro Autista. Research, Society and Development, 8(11), e268111467. https://doi.org/10.33448/rsd-v8i11.1467
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