Abstract
O presente artigo discute como vem sendo desenvolvida e/ou como poderia ser realizada a preparação para adoção de crianças institucionalizadas na visão de analistas judiciários da 1ª Vara da Infância e Juventude de Belém. Participaram da pesquisa cinco assistentes sociais, duas psicólogas, duas pedagogas e uma socióloga. Os resultados obtidos por meio da aplicação de questionário mostraram que há consenso entre esses profissionais de que a preparação de crianças que vivem em instituições de acolhimento pode contribuir sob vários aspectos para que a adoção tenha êxito, particularmente ao prevenir ou minimizar o sentimento de medo diante da necessidade de se adaptar a um novo contexto familiar. Os participantes, em sua maioria, declararam até o momento não se sentirem capacitados para atuar na preparação de crianças como rege a Lei 12.010/2009. Alegam que a exigência legal da preparação infantil gerou uma demanda nova em termos profissionais, o que pode estar dificultando a elaboração de estratégicas metodológicas adequadas a um trabalho interdisciplinar com a atuação integrada de órgãos do judiciário e instituições de acolhimento. Nesta pesquisa, a preparação foi reconhecida como um conjugado de estratégias interventivas que deve permitir à criança visualizar por que e como seria seguro viver em outra família. Entre as mais citadas, além do trabalho em equipe interdisciplinar, a preparação concomitantemente de pais e filhos para adoção, o domínio de informações que os orientem nesse processo, e procedimentos que visam o envolvimento das crianças e suas histórias de vida de forma lúdica foram citadas frequentemente.(AU)
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Contente, S. R., Cavalcante, L. I. C., & Silva, S. S. C. (2013). Adoção e preparação infantil na percepção dos profissionais do Juizado da Infância e Juventude de Belém/PA. Temas Em Psicologia, 21(2), 317–333. https://doi.org/10.9788/tp2013.2-02
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