Disfunções sexuais femininas - prevalência e consequente resposta clínica

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Introdução e Objetivo: As disfunções sexuais femininas (DSF) impactam negativamente a qualidade de vida, a satisfação sexual e o bem-estar das mulheres. Mulheres com disfunções do pavimento pélvico (DPP) apresentam maior prevalência de DSF. A fisioterapia assume um papel crucial no tratamento, contudo, permanece um recurso subutilizado e pouco explorado. Este estudo visa estimar a prevalência de DSF em Portugal, caracterizar a procura de ajuda para problemas sexuais e averiguar se a fisioterapia está integrada na resposta clínica. Desenho de Estudo: Trata-se de um estudo observacional transversal. População: Mulheres residentes em Portugal, com idades entre os 18 e os 65 anos. Métodos: Um questionário online de autorresposta foi divulgado nas redes sociais, estando disponível entre 6 de março e 4 de maio de 2024. Numa amostra final de 382 mulheres, avaliou-se: (I) Perfil sociodemográfico, (II) Índice de Função Sexual Feminina (IFSF), e (III) Procura de ajuda e resposta clínica. A prevalência de DSF foi calculada através do IFSF. Resultados: Observou-se uma prevalência de DSF de 28,4%, com 16,2% das mulheres a procurar ajuda clínica. Ginecologistas e fisioterapeutas foram os profissionais mais procurados. Fisioterapia, uso de lubrificante e medicação foram os tratamentos mais recomendados. Conclusão: A prevalência de DSF em Portugal foi estimada em 28,4%. É crucial que os profissionais de saúde abordem questões relacionadas com a sexualidade feminina durante as consultas de rotina, considerando a sua elevada prevalência e a reduzida procura de ajuda. Este estudo evidencia que a fisioterapia está presente na resposta clínica, sugerindo uma possível mudança no reconhecimento da sua importância no tratamento da DSF.

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Cabral, J., Carvalho, A., & Mota, P. (2025). Disfunções sexuais femininas - prevalência e consequente resposta clínica. Acta Obstétrica e Ginecológica Portuguesa. https://doi.org/10.69729/aogp.v19i3a05

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