Nódulos tireóideos: guia prático para diagnóstico e tratamento

  • Medeiros-Neto G
  • Camargo R
  • Tomimori E
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Abstract

A AVALIAÇÃO E CONDUTA DE UM PACIENTE portador de um nódulo tireóideo ainda é assunto bastante controverso. É difícil elaborar um modelo que possa ser aplicado a todos os casos. Nem sempre o que é me-lhor para um paciente o é para outro, pois devemos analisar cada caso individualmente e vários fatores (idade, aspecto sócio-econômico, doenças concomitantes, motivos pessoais ou familiares) vão influenciar na escolha do tratamento adequado para cada caso. Para finalidade didática, compilamos um resumo dos principais tópicos utilizados para diagnóstico e opções de tratamento dos nódulos. Finalmente, sugerimos um guia prático para auxiliar a conduta frente a um paciente portador de nódulo da Cintilografia e captação da tireóide com radioiodo ou tecnécio: Indicado na suspeita clínica e laboratorial de nódulo autônomo. Avaliação Ultra-sonográfica: Em nossa opinião, deve ser realizado rotineiramente com a finali-dade de confirmar o diagnóstico clínico, determinar as características macroscópicas do nódulo (contorno, ecogenicidade, presença de halo hipoecóico, áreas líquidas ou calcificações) e selecionar os nódulos sus-peitos para a punção aspirativa por agulha fina (PAAF). Classificação ultra-sonográfica dos nódulos tireóideos (tabela 1): Grau I (score 1): pequena imagem anecóica arredondada, com-patível com cisto de tireóide. Grau II (score 2): nódulo de textura mista e imagens nodulares sólidas isoecóicas ou hiperecóicas de textura homogênea, acompanhadas ou não de calcificações grosseiras, componente líquido e com o restante do parênquima de textura homogênea, são compatíveis com Bócio Colóide Adenomatoso; nódulo isoecóico, de textura homogênea, com halo hipoecóico periférico em tireóide de volume e ecogenicidade normais é sugestivo de Adenoma Folicular. Grau III (score 3): nódulo hipoecóico, de contorno regular, sem calcificações e nódulos císticos com componente sólido são considerados duvidosos. Grau IV (score 4): nódulo sólido hipoecóico, de contorno impre-ciso e com microcalcificações é considerado suspeito para malignidade e sugestivo de câncer da tireóide.

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Medeiros-Neto, G., Camargo, R. Y. A. de, & Tomimori, E. K. (1998). Nódulos tireóideos: guia prático para diagnóstico e tratamento. Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia, 42(4), 323–327. https://doi.org/10.1590/s0004-27301998000400014

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