Abstract
O objetivo desta pesquisa foi analisar as mudanças de uso do solo na Zona de Amortecimento do PESCAN, numa sucessão temporal, decenal, para os anos de 1985, 1995, 2005 e 2015, baseando-se na relação dos remanescentes de vegetação nativa com os sistemas pedológicos regionais, utilizando como metodologia, técnicas de Sensoriamento Remoto e de Geoprocessamento. Os resultados mostraram o importante papel do Parque quanto à preservação do Cerrado dentro da Zona de Amortecimento. Observou-se também a grande diminuição das áreas de vegetação nativa, nos dois primeiros decênios, dos quais, se estabilizaram nos decênios posteriores, em função da unidade de preservação. As áreas com maior conservação de vegetação, além do parque, foram os solos com menor aptidão para agricultura, como os Cambissolos, os Neossolos e os Argissolos, opondo-se aos solos com maior aptidão, no caso os Latossolos, que apresentaram os menores remanescentes de vegetação. Concluiu-se que as unidades de conservação desempenham um importante papel regulador do desflorestamento do Cerrado, mas as Zonas de Amortecimento ainda não possuem grande eficiência preservacionista, sendo expostos ao avanço da racionalidade econômica.
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Trindade, S. P., & Rodrigues, R. de Á. (2019). MUDANÇAS DE USO DO SOLO NA ZONA DE AMORTECIMENTO DO PARQUE ESTADUAL SERRA DE CALDAS: INFLUÊNCIA PEDOLÓGICA NA PRESERVAÇÃO DA VEGETAÇÃO. Caminhos de Geografia, 20(72), 01–14. https://doi.org/10.14393/rcg207241128
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