Abstract
Este artigo busca explorar o reuso adaptativo como forma de conexão entre a preservação do patrimônio arquitetônico e urbanístico e a sustentabilidade do ambiente construído. O reuso na arquitetura pode tornar o uso dos espaços mais eficaz sem deixar de preservar a memória, já que uma nova vida é dada a edificações que apresentam potencialidades de uso. Além disso, trazer uma nova função a uma edificação histórica subutilizada ou em desuso significa evitar uma demolição completa e uma necessidade a menos de construção. Edificações históricas representam muito mais do que simplesmente uma construção física, mas também algo que traz identidade e caráter para a cidade e que serve como testemunha da história do lugar. Considera-se o reuso adaptativo uma estratégia de preservação, todavia ele apenas faz-se eficaz se trouxer uma fruição social ao edifício. Neste estudo, a categoria do reuso representa uma nova maneira de se conceber a arquitetura no século XXI. Discute-se, nesse contexto, os motivos que fazem o reuso da arquitetura e da ambiência urbana ser uma alternativa viável, em muitos casos, para a preservação sustentável do patrimônio e para a melhor utilização de um potencial ambiente construído. Também são apresentados e debatidos os critérios que tornam o reuso adaptativo uma estratégia efetiva tanto para a sustentabilidade do ambiente quanto para a preservação do patrimônio. Para ser considerado sustentável, o reuso adaptativo deve preservar o valor histórico da edificação e, ao mesmo tempo, trazer, de maneira holística, vantagens sociais, econômicas e ambientais para a mesma.
Cite
CITATION STYLE
Donoso, M. D., & Lemos, C. B. (2024). Reduzir, reutilizar, repensar e preservar: o reuso de edifícios históricos como estratégia de sustentabilidade ambiental e de valorização do patrimônio. Caderno Pedagógico, 21(7), e5591. https://doi.org/10.54033/cadpedv21n7-093
Register to see more suggestions
Mendeley helps you to discover research relevant for your work.