Abstract
Este artigo argumenta por uma aproximação entre a espectatorialidade e estética do audiovisual na web e a experiência do cinema de atrações. A partir da análise de um caso em particular, mas que parece sintomático, pretendemos demonstrar como a retórica encontrada em boa parte dos audiovisuais do YouTube faz uso intenso do endereçamento direto ao espectador, da força performática da imagem e do corpo em movimento para a câmera e da lógica do excesso que marca o sensacionalismo, através de uma espectatorialidade participativa, fragmentária e errante. Essas características revelam permanências do regime de atrações nesses audiovisuais, bem como a força política de uma gestão moral a partir das estratégias sensacionalistas.
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Freire, M. B., & Lepri, A. G. (2019). Gestões sensacionalistas. MATRIZes, 13(1), 169–189. https://doi.org/10.11606/issn.1982-8160.v13i1p169-189
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