Abstract
O consumo da carne de frango é comum no Brasil por ser um alimento proteico de alto valor biológico e baixo custo, sendo acessível a toda população. Uma causa comum de infecções alimentares tem sido a ingestão de produtos avícolas contaminados, crus ou insuficientemente cozidos, fazendo da contaminação de cortes de frango fontes potenciais de Campylobacter spp. para o homem. O objetivo deste estudo foi detectar a presença de Campylobacter e verificar a possível veiculação da campilobacteriose através de cortes e miúdos de frangos resfriados e comercializados para consumo em supermercados de grande porte no estado do Rio de Janeiro. Para isso, foram coletadas 40 amostras resfriadas de frango, das quais 19 foram embaladas pela indústria e 21 manipuladas pelos supermercados, submetendo-as a três metodologias distintas denominadas: in natura, enriquecimento e incubação da água de lavagem. Os resultados obtidos revelaram a presença de espécies de Campylobacter zoonóticas resistentes a antimicrobianos em cortes de frango comercializados para consumo humano, indicando que pedaços e miúdos de frango crus ou insuficientemente cozidos são fontes potenciais de campilobacteriose para a população.
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Campos, T. M., Mendes, G. D. S., Duque, S. D. S., Esteves, W. T. C., Thomé, J. D. da S., & Filgueiras, A. L. L. (2014). Veiculação de Campylobacter spp. através de carne e miúdos de frangos comercializados no estado do Rio de Janeiro, Brasil. Vigilância Sanitária Em Debate, 0(0). https://doi.org/10.3395/2317-269x.00334
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