Abstract
Esse artigo apresenta uma metodologia para seleção de áreas com fontes potenciais de poluição da água subterrânea e sua aplicação em um município industrializado do interior de São Paulo. Como existem múltiplas fontes potenciais de poluição e dificuldade em estabelecer critérios de priorização de áreas a serem investigadas, é necessário utilizar ferramentas e técnicas que possibilitem orientar e planejar inspeções de campo. Os dados do cadastro de atividades fontes de poluição da CETESB foram utilizados aplicando-se o método POSH – IG associado à análise espacial de densidade de Kernel em um Sistema de Informações Geográficas. Os resultados revelaram um hot spot de 6,96 km² com 383 indústrias de elevado potencial poluidor das águas subterrâneas; dentro dele a faixa de maior densidade de Kernel apresentou 124 indústrias ocupando uma área de 0,41 km². Uma grande diferença entre o número de áreas contaminadas cadastradas pela CETESB (duas) e a quantidade (383) de fontes com alto potencial poluidor (índice POSH-IG igual a 3) foi observada na área desse hot spot. Portanto, a metodologia aplicada foi satisfatória na indicação de áreas de interesse para realização de inspeções de campo, identificando uma área de 6,96 km² em um município com 450,38 km², que possui grande potencial poluidor das águas subterrâneas e somente duas áreas contaminadas conhecidas. Esta abordagem pode ser empregada para orientar a fiscalização de locais que possam contaminar as águas subterrâneas.
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Jesus, L. S. de, Riyis, M. T., & Giacheti, H. L. (2021). Fontes potenciais de poluição das águas subterrâneas e uma proposta de priorização de áreas de fiscalização em um mu-nicípio industrializado. Águas Subterrâneas, 35(2). https://doi.org/10.14295/ras.v35i2.30028
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