Abstract
Argumentamos neste ensaio que, a despeito do racismo acadêmico-epistêmico, as contra-histórias são metodologias de resistência necessárias em projetos de educação em ciências emancipadores e comprometidos com a democracia. As escritas e as oralidades, forjadas e articuladas nas lutas e nas vivências de povos originários e de comunidades negras e quilombolas na América Latina, propõem outros futuros em que a superação do racismo institucional e epistêmico ancora-se na reescrita do passado das ciências. A história da ciência e a educação científica só serão capazes de construir outros futuros se estiverem preparadas para reconhecer as epistemes e as cosmologias ameríndias e amefricanas.
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Alves-Brito, A., & Macedo, J. R. (2022). história da ciência e a educação científica pelas perspectivas ameríndia e amefricana. Revista Brasileira de História Da Ciência, 15(2), 400–417. https://doi.org/10.53727/rbhc.v15i2.804
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