Abstract
Introdução: Os profissionais da saúde responsáveis pelo cuidado profissional dos usuários possuem uma rotina de trabalho permeada por elevada sobrecarga física e mental, em função das próprias características do seu exercício profissional, mas que também podem se agravadas pelas condições de trabalho. Não é incomum a presença de jornadas de trabalho extensas, baixa remuneração, condições de trabalho insuficientes, desgaste pelo sofrimento do paciente, falta de suporte emocional e baixo reconhecimento profissional, cenário que favorece adoecimento. Objetivo: O presente estudo teve por objetivo caracterizar a prevalência de burnout em profissionais da área da saúde. Metodologia: Participaram da pesquisa 44 profissionais da área da saúde que trabalham em sete serviços da Rede de Atenção Psicossocial de dois municípios do interior paulista. Foram utilizados dois instrumentos: o Questionário Sociodemográfico e o Inventário da Síndrome de Burnout – ISB. Resultados: Verificou-se que 25,9% dos profissionais estavam sintomáticos para Síndrome de Burnout, sendo: 47,7% com comprometimentos nas dimensões Distanciamento Emocional, 25,0% em Exaustão Emocional, 20,4% em Desumanização e 6,8% em Realização Profissional, revelando dificuldade destes para lidar com as próprias demandas e a dos pacientes. Conclusão: Os resultados revelam a necessidade de gestores ficarem atentos às demandas dos trabalhadores da saúde, tendo em vista que o burnout além de afetar a saúde dos profissionais, pela característica relacional do trabalho, pode também interferir na qualidade da prestação da assistência ao usuário.
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Da Silva, N. R., Corrêa, K. C., Zimermano, S. C., & Da Silva, M. L. (2023). SÍNDROME DE BURNOUT EM PROFISSIONAIS DA ÁREA DE SAÚDE MENTAL. Arquivos de Ciências Da Saúde Da UNIPAR, 27(5), 2495–2508. https://doi.org/10.25110/arqsaude.v27i5.2023-023
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