Abstract
O artigo apresenta algumas potencialidades para promover debates sobre a inclusão das temáticas corpos, gêneros e sexualidades no currículo de Biologia, de modo a possibilitar a (re)leitura dos sentidos e significados em circulação acerca dessas temáticas. Essas releituras entendem essas temáticas como construções históricas e culturais que, ao correlacionarem comportamentos, linguagens, representações, crenças, identidades e posturas produzem os sujeitos. Neste artigo estabelecemos conexões com o campo teórico dos Estudos Culturais, nas suas vertentes pós-estruturalistas, e tomamos a mídia e os livros didáticos de Ciências Naturais e de Biologia do Brasil e de Portugal como produtos e produções, tecnologias e dispositivos, que carregam ensinamentos sobre os corpos, gêneros e sexualidades. Defendemos que tais materiais reafirmam ideais de normalidade e normalização dos corpos, das sexualidades e dos gêneros. As mídias e os livros didáticos podem possibilitar ao/à professor/a problematizar os modos como noções de corpos, gêneros e sexualidades circulam em nossa sociedade. Concluímos que o uso das mídias e dos livros didáticos em sala de aula podem favorecer as discussões acerca dessas temáticas para além de sua dimensão biológica, o que significa potencializar a apropriação dos corpos em permanente processo de construção, generificados e sexualizados
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Costa Ribeiro, P. R., Corpes Magalhães, J., De Queiroz Silva, E. P., & Vilaça, T. (2017). O ENSINO DE BIOLOGIA E SUAS ARTICULAÇÕES COM AS QUESTÕES DE CORPOS, GÊNEROS E SEXUALIDADES. Revista Bio-Grafía Escritos Sobre La Biología y Su Enseñanza, 9(16), 77. https://doi.org/10.17227/20271034.vol.9num.16bio-grafia77.86
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