Verdade e Liberdade

  • Cordeiro R
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Abstract

A liberdade será aqui pensada como a essência da verdade, a liberdade de deixar-ser, de estar aberto para o encontro com as coisas em seu próprio abrir-se, doar-se. Mas longe de ser pensada como algo pertencente ao arbítrio humano, à sua capacidade de livre escolha, a liberdade é o fenômeno de virada para o aberto, quando o próprio aberto se vira para nós e nos mira, contemplando. Essa mirada, no entanto, só pode ocorrer porque já nos encontrarmos de saída e na maioria das vezes na dissimulação e na errância, na não-verdade, no velamento do que se desvela. No encobrimento do que se vela e na errância junto aos entes, visando procurar impor o domínio propositado da subjetividade na antecipação calculadora do mundo, vai se insinuando aquilo de que procuramos escapar para nos refugiarmos junto ao controle e à segurança dos entes, que é a liberdade como chamado e apelo para ir ao encontro das coisas, que nos vincula e ata ao seu livre aparecer e mostrar-se, sempre imprevisível e incontrolável.

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Cordeiro, R. (2024). Verdade e Liberdade. Revista Enunciação, 9(2), 35–49. https://doi.org/10.61378/6k2yp494

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