Abstract
Foi realizado um levantamento de características micotoxicológicas e microscópicas em arroz destinado ao consumo humano, comercializado nas cidades de Pelotas e Rio Grande, RS. As amostras, arroz integral [16], arroz parboilizado [16] e arroz branco polido [24] foram coletadas em supermercados, no período de maio a setembro de 2000. A avaliação de ocorrência de aflatoxinas B1 , B2, G1, G2, ocratoxina A, zearalenona, desoxinivalenol e toxina T-2 foi realizada pela técnica de cromatografia de camada delgada (CCD). As duas últimas toxinas foram avaliadas também pela técnica de cromatografia gasosa (CG). A micoflora foi determinada através de plaqueamento em superfície em Ágar Batata Dextrose Acidificado, com incubação a 25ºC por 5 dias. As colônias mais freqüentes foram identificadas através da técnica de microcultivo. Dentre as amostras analisadas, duas apresentaram contaminação por ocratoxina A (104 e 128µg.Kg-1 ), três por zearalenona (559, 1117 e 1955µg.Kg-1 com desoxinivalenol (266 e 300µg.Kg-1 ), sendo uma co-contaminação com a primeira. Uma das amostras estava contaminada ), este quantificado por CCD e CG. Quanto à enumeração de bolores e leveduras, os resultados mostraram que 3,6% das amostras apresentaram valores superiores a 10 4 UFC.g 1 e 11% valores próximos deste. Sujidades microscó- picas, acima dos limites da legislação (0,25%), foi detectada em uma amostra de arroz integral.
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Nunes, I. L., Magagnin, G., Bertolin, T. E., & Furlong, E. B. (2003). Arroz comercializado na região sul do Brasil: aspectos micotoxicológicos e microscópicos. Ciência e Tecnologia de Alimentos, 23(2), 190–194. https://doi.org/10.1590/s0101-20612003000200015
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