Abstract
O presente estudo analisa as práticas de autocuidado realizadas pelos trabalhadores de enfermagem que atuam em Unidades Básicas de Saúde, à luz da teoria do autocuidado de Orem. É uma pesquisa qualitativa exploratório-descritiva, que entrevistou 30 trabalhadores de enfermagem, por meio de um roteiro semiestruturado elaborado a partir dos requisitos de autocuidado de Dorothea Elizabeth Orem. A maioria dos participantes trabalha na enfermagem entre 16 e 25 anos, reforçando que o tempo de inserção no trabalho confere propriedade àquele que fala do seu cotidiano. Para discussão dos resultados, emergiram as seguintes categorias: O autocuidado não é prioridade: “o que dá para esperar vai esperando”; O trabalho desgasta o trabalhador: “porque é cansativo!”; Percepção de vida: “Meu trabalho é meu trabalho, e minha vida é minha vida”; É assim que me (des)cuido. Concluiu-se que os trabalhadores de enfermagem não estão priorizando o autocuidado, como também não possuem tempo suficiente para exercê-lo.
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Araujo, C. B., Costa, L. D. M. C., Santos, R. M. dos, & Almeida, L. M. W. S. de. (2016). A prática do autocuidado por trabalhadores da enfermagem de unidades básicas de saúde. Revista Eletrônica de Enfermagem, 18. https://doi.org/10.5216/ree.v18.39304
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