Abstract
A partir de revisão bibliográfica, constatou-se que os estudos de interceptação no Brasil se concentram na Amazônia e em Mata Atlântica, e pouco se sabe sobre esses processos em outros ambientes brasileiros. Na Mata Atlântica, 8,4—20,6% da chuva é interceptada; 47,6—97,4% da chuva atravessa a copa como chuva interna; e 0,2—3,3% da chuva escoa pelos troncos. Na Amazônia, a interceptação, a chuva interna e o escoamento de tronco correspondem a 7,2—22,6%, 76,8—91% e 0,6—1,8% da chuva total, respectivamente. Com base na revisão bibliográfica, o presente artigo sugere: (i) realização de estudos de quantificação da interceptação onde estes inexistem ou são insuficientes; (ii) medição de chuva interna com den- sidade de coletores comparável à de coletores de chuva total; (iii) medição de chuva interna e escoamento de tronco em inter- valos de tempo equivalentes ao utilizado para monitorar a chuva total; (iv) realização de estudos de interceptação em bacias experimentais integrados aos estudos de outros processos hidrológicos; (v) estimativa dos parâmetros necessários para a mode- lagem da interceptação; e (vi) realização de estudos que relacionem a interceptação com características físicas da vegetação.
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GIGLIO, J., & Kobiyama, M. (2013). Interceptação da Chuva: Uma Revisão com Ênfase no Monitoramento em Florestas Brasileiras. Revista Brasileira de Recursos Hídricos, 18(2), 297–317. https://doi.org/10.21168/rbrh.v18n2.p297-317
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